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  1. Mulberry aposta no ver agora/comprar agora
  2. Denim para todos os tamanhos
  3. Consumidores querem pagamentos simplificados
  4. Animais de estimação crescem online
  5. Camisas masculinas com perfume de mulher
  6. Google segue consumidores offline

1Mulberry aposta no ver agora/comprar agora

O mais recente capítulo da reestruturação da Mulberry foi anunciado na semana passada. A marca avançou em comunicado que vai abandonar o calendário da semana de moda de Londres e, em vez disso, seguir um modelo direto ao consumidor, apostando no ver agora/comprar agora. A Mulberry, liderada pelo diretor criativo Johnny Coca, apresentará a coleção primavera-verão 2018 em eventos particulares com a imprensa e compradores em Londres e Paris. «A Mulberry sempre se concentrou em oferecer um estilo de vida real e acessível», afirmou o CEO Thierry Andretta. «A mudança anunciada permite-nos continuar a impulsionar o envolvimento e a aumentar a nossa relevância junto dos nossos clientes. O nosso retalho omnicanal garante que estamos bem posicionados para alinhar os nossos lançamentos de coleções globalmente e para apoiar a crescente procura dos consumidores por imediatismo», acrescentou. A Mulberry assistiu a um crescimento nas receitas desde a contratação de Coca, no final de 2014. As receitas do primeiro semestre de 2016 subiram 10%, para os 74,5 milhões de libras (aproximadamente 85,6 milhões de euros), mas ainda não terá sido o suficiente, pelo que esta nova aposta poderá ser uma reviravolta para os números da marca.

2Denim para todos os tamanhos

Considerando a crescente procura das consumidoras curvilíneas por propostas de denim, um dos tecidos vencedores das últimas temporadas de moda, o portal de tendências WGSN reuniu as três marcas mais promissoras no que diz respeito à oferta de denim premium e plus size. A marca de jeans Fox Factor, sediada na Bélgica e lançada apenas em janeiro de 2017, tem como objetivo oferecer às consumidoras jeans high-end em diferentes lavagens. A marca tem atualmente disponíveis seis modelos de cintura alta, mas deverá acrescentar oito novos estilos à sua oferta no outono-inverno 2017/2018. A Hayden, com sede em Los Angeles, foi apresentada em 2015 com a ideia de oferecer denim de estética boémia a mulheres de tamanhos grandes. Segundo a marca, «o propósito da Hayden é criar peças de vestuário essenciais que durem além das estações». Por último, a Embody Denim, nascida na Austrália, foi lançada em 2006 pela primeira modelo de tamanho plus size do país, Natalie Wakeling. A marca propõe peças nos tamanhos australianos 14-22 (40-48 em tamanhos europeus), com detalhes de design que oferecem suporte e esculpem a figura, incluindo costuras especiais e a colocação estratégica de bolsos para favorecer a silhueta.

3Consumidores querem pagamentos simplificados

A tecnologia de auto-checkout (pagamentos automáticos efetuados pelos próprios consumidores) encabeça a lista de tecnologias que os profissionais de tecnologias da informação gostariam de ver em utilização durante o próximo ano, de acordo com uma pesquisa da CompuCom. «Talvez não seja surpreendente ver o auto-checkout subir para o topo da pesquisa, uma vez que o pagamento é provavelmente a parte menos prazerosa da experiência de compras e tornar o processo mais rápido e fácil é cada vez mais importante para os retalhistas», sublinhou Tom Alvey, vice-presidente de soluções de retalho na CompuCom. Os entrevistados pela CompuCom foram questionados sobre “Qual a nova tecnologia de retalho que mais gostaria de ver em uso no próximo ano?”. 43% escolheram a tecnologia de auto-checkout; 21% escolheram a sinalização e displays interativos/personalizados; 19% escolheram os provadores interativos e 17% escolheram as compras em novos ecrãs. «Quando conversamos com os clientes de retalho sobre a loja do futuro, a personalização e a velocidade emergem como temas-chave», revelou Alvey.

4Animais de estimação crescem online

O retalho online está a mudar o jogo para donos de animas de estimação. Especificamente, 40% dos donos de animais de estimação estão a optar por comprar produtos online, um aumento de 37% em relação ao ano anterior, e um crescimento notavelmente maior em relação aos resultados de 2014, segundo o US Market Outlook, 2017-2018, promovido pela Packaged Facts. De acordo com a Packaged Facts, uma grande percentagem do crescimento das vendas de produtos para animais de estimação está online. Neste cenário, um diferenciador crítico para as lojas físicas especializadas neste segmento são os serviços não-médicos, tais como o grooming e o treino de animais de estimação. Com efeito, os produtos premium estão cada vez mais disponíveis online, pelo que estes serviços poderão destacar as lojas especializadas, de acordo com a Packaged Facts. Os supermercados estão também a esforçar-se por manter a sua participação no mercado de animais de estimação contra as lojas especializadas, de desconto e, claro, retalhistas online como a Amazon. Os supermercados estão a aumentar o tamanho e alvo das suas secções de cuidados para animais de estimação, patrocinando competições ou apostando nas promoções com grupos de resgate de animais.

5Camisas masculinas com perfume de mulher

Às riscas ou no intemporal branco, as camisas masculinas são um dos essenciais ao guarda-roupa feminino nesta primavera-verão. O seu uso foi imortalizado por filmes e séries, mas agora deixa de se tratar de um assalto ao guarda-roupa do homem para se transformar numa compra em qualquer marca ou retalhista. As camisas oversized de inspiração masculina são uma das apostas fortes da moda para a estação quente e podem ser encontradas nas propostas de retalhistas como a H&M, Mango ou Zara que, respeitando a silhueta feminina, propõem a peça com proporções exageradas e pormenores românticos como laços, folhos ou bordados. As mangas querem-se compridas e a paleta deve manter-se o mais fiel possível ao clássico masculino, privilegiando o branco, azul-marinho, cinzento ou preto.

6Google segue consumidores offline

Desde sempre que a Google tem acompanhado a atividade dos consumidores online. Agora, está a intensificar a vigilância e a rastrear a sua atividade offline. A gigante digital recolhe informações recorrendo a dados de várias aplicações móveis, do YouTube ao Google Maps, combinados com milhões de registos de transações de cartões de crédito, divulgou a empresa na semana passada. Especificamente, a Google tem acesso a cerca de 70% das transações de cartões de crédito e débito nos EUA, segundo a empresa. A Google está a agregar todas essas informações e a partilhá-las com profissionais de marketing para provar que os seus anúncios online estão a levar as pessoas a fazer compras, quer elas comprem online ou numa loja. Por exemplo, a Google pode dizer a uma empresa como a Sephora quantos consumidores viram um anúncio para delineador de olhos e, de seguida, visitaram uma loja Sephora e fizeram uma compra. No entanto, o novo serviço de rastreamento vinculado a registos de cartões de crédito levantou algumas preocupações de privacidade. A Google ressalva que protege todos os dados dos clientes e que não recolhe ou fornece aos comerciantes quaisquer informações de identificação, como nomes ou números de cartões de crédito. Porém, Paul Stephens, do grupo de defesa do consumidor Privacy Rights Clearinghouse, considera que os serviços comprometem a privacidade dos consumidores. «O que percebemos é que é extremamente difícil manter dados anónimos», afirmou Stephens ao Washington Post. «Se nos importamos com a nossa privacidade, definitivamente precisamos de nos preocupar», acrescentou.