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  1. Cabrita visita hoje o Modatex
  2. Luís Onofre inaugura loja no Porto
  3. Moda Operandi dá passo à frente online
  4. Homem Alexander McQueen desfila em Paris
  5. Personalização em falta no retalho
  6. PVH Corp depende da CK e Hilfiger

1Cabrita visita hoje o Modatex

Miguel Cabrita, Secretário de Estado do Emprego, é recebido hoje na Delegação de Lisboa do Modatex, numa visita que, de acordo com a instituição de ensino, «tem como objetivo divulgar a formação no sector têxtil na região da grande Lisboa e Vale do Tejo». A visita será também aproveitada para a assinatura de dois protocolos. O protocolo de parceria entre o Modatex e a Associação para o Desenvolvimento Rural e Produtos Tradicionais do Concelho de Avis (ADERAVIS), que tem como objetivo o desenvolvimento de um percurso formativo de Costura para Desempregados nessa localidade, «diversificando assim a oferta formativa e potenciando a inserção profissional através de iniciativas empreendedoras qualificantes» e o protocolo de colaboração com a Junta de Freguesia da Penha de França, que visa a realização de coordenados, no âmbito do Projeto de Marchas Infantis. O Secretário de Estado do Emprego deverá ainda percorrer alguns dos espaços de formação da delegação e, no final do evento, tomará posse a diretora do Modatex, Sónia Pinto, reconduzida no período de 2017/2020.

2Luís Onofre inaugura loja no Porto

Depois de Lisboa, o segundo ponto de venda próprio de Luís Onofre já tem morada. A nova loja do designer abre no próximo dia 2 de junho, na Avenida da Boavista, n.º 3483. Ainda em fase de acabamentos, a decoração da loja contará com a colaboração da Boca do Lobo, dando continuidade a uma parceria já iniciada com a campanha publicitária para primavera-verão 2017, que teve como cenário o showroom da marca de mobiliário. Luís Onofre, recentemente eleito presidente da Apiccaps – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (ver O novo senhor do calçado), é um dos mais conhecidos designers nacionais de calçado e acessórios, cuja marca própria conta com um volume de negócios de 4 milhões de euros e está representada em diversos mercados mundiais. Ao Portugal Têxtil, o designer revelou, à margem do seu desfile na última edição do Portugal Fashion, que «são vários os mercados que vamos abrangendo», destacando no último ano os desenvolvimentos comerciais em França, na Rússia e, especialmente, em África, onde, referiu, «há uma grande apetência para este tipo de produto».

3Moda Operandi dá passo à frente online

A retalhista online Moda Operandi adicionou, na semana passada, uma nova camada às compras de luxo no ciberespaço. Projetada para ser fácil e conveniente, além de ter sido especificamente criada para atender às necessidades da cliente existente, a nova app da Moda Operandi é, para os analistas, uma aposta ganha. «Aproximámos o serviço com uma intimidade otimizada, é uma mistura de dados e de visão», explicou a fundadora Lauren Santo Domingo à Forbes. A aplicação é mais um exemplo da aposta da retalhista na melhoria contínua do atendimento às clientes existentes, em vez de tentar agressivamente captar novas. A Moda Operandi tem aberto pop-ups de compras exclusivas em Londres e Nova Iorque, para oferecer às clientes uma experiência superior e pessoal em torno da alta-costura europeia. Enquanto isso, a premissa do seu modelo de negócios – que dá à cliente a possibilidade de comprar as coleções de um designer antes de estas estarem disponíveis nas lojas – continua a ser a espinha dorsal da empresa e compreende 60% do negócio. Já a nova app é muito simples e fácil de usar, o layout é discreto e o conteúdo é apresentado em scroll. Todos os dados de entrega do produto são ali descritos, algo crítico considerando a natureza de pré-encomenda do negócio (as datas de entrega para encomendas variam e podem chegar aos três meses). Uma das mais-valias da app é o guarda-roupa virtual onde todas as compras feitas no website são armazenadas, além do chat que conecta a cliente ao seu stylist. «O papel do stylist para uma cliente é fundamental, não são personal shoppers ou vendedores, são stylists», reforçou Santo Domingo. Através da aplicação, as clientes podem solicitar que o stylist construa os looks com base no que está no seu guarda-roupa virtual e, claro, que este lhes sugira novos itens para completar coordenados.

4Homem Alexander McQueen desfila em Paris

À medida que se aproxima a temporada de desfiles de moda masculina, agendada para junho e dedicada à primavera-verão 2018, começam também a surgir surpresas nos alinhamentos das capitais internacionais. A mais recente é a notícia de que a Alexander McQueen está de regresso aos desfiles e vai mostrar a sua coleção de menswear em Paris. Nas últimas estações, a marca optou por fazer apresentações e lookbooks fotografados por nomes como Julia Hetta ou Ethan James Green, mas já confirmou o seu regresso às semanas de moda de homem.

5Personalização em falta no retalho

Quase dois terços (64%) dos retalhistas consideram a personalização prioridade na sua estratégia de negócio, mas apenas 15% admitem tê-la implementado, de acordo com um estudo da McKinsey. Muitos retalhistas estão esforçar-se para preencher essa lacuna: 43% dos entrevistados afirmam que os esforços e as iniciativas de personalização já fazem parte dos seus investimentos para 2017-2018. 46% veem a personalização como uma abordagem mais centrada no cliente, 36% reconhecem que é necessário acompanhar a mudança e 10% acreditam que a personalização vai desempenhar um papel fundamental ao ajudá-los a usar o seu orçamento de marketing de forma mais eficiente. Já um estudo recente da Evergage revela que 88% dos profissionais de marketing veem um aumento nas vendas graças à personalização, sendo que o relatório mostra que a personalização pode gerar fluxos de receita adicionais. Quando questionados sobre o impacto da promoção “personalizada” versus promoção “em massa” na criação de receitas adicionais, 15% dos retalhistas assistiram a um aumento de 100% a 300%. Outros 41% dos entrevistados tiveram um alto impacto (50% a 100%) nos seus fluxos de receitas. A personalização tem ainda impacto nas visitas dos consumidores aos websites. 80% dos entrevistados consideram que as promoções personalizadas estão a ter um impacto direto no volume de visitas em relação ao ano anterior, 59% viram um aumento de 25% a 50% nas visitas e 21% viram as visitas duplicar.

6PVH Corp depende da CK e Hilfiger

A força contínua das marcas-estrela Calvin Klein e Tommy Hilfiger ajudou a gigante americana PVH Corp a superar as metas do primeiro trimestre e a elevar a sua previsão de crescimento para o ano, com as fortes vendas internacionais a compensarem as operações domésticas mais fracas. As ações subiram 3,6%, embora o lucro líquido tenha caído dos 231,6 milhões de dólares/2,83 dólares de há um ano para 70,1 milhões de dólares/0,89 centavos por ação (aproximadamente 62,7 milhões de euros/0,80 cêntimos). As vendas líquidas consolidadas subiram 3,3% no trimestre encerrado a 30 de abril, para 1,87 mil milhões de dólares. A receita da Tommy Hilfiger aumentou 6%, para os 842 milhões de dólares, impulsionada por um crescimento de 15% nas vendas internacionais. A receita da Calvin Klein aumentou 5%, para os 776 milhões de dólares, incluindo uma subida de 11% nas operações internacionais. A PVH revelou que ambas as marcas voltaram a ser bem-sucedidas na Europa e na China, mas a América do Norte continua uma região difícil, com as vendas da CK a caírem 5% e as da Hilfiger a conhecerem uma quebra de 14%. O presidente-executivo da PVH, Emanuel Chirico, sublinhou que ambas as marcas ainda estão a experimentar um «forte impulso». Enquanto isso, a receita da Heritage Brands caiu 3%, para os 391 milhões de dólares. As vendas comparáveis nas lojas estagnaram. «O nosso desempenho no primeiro trimestre ressalvou o poder do nosso modelo de negócios diversificado e a força dos nossos negócios internacionais», asseverou Chirico. «Acreditamos que as nossas marcas, lideradas pela Calvin Klein e Tommy Hilfiger, continuam a ressoar junto dos consumidores e estão a ganhar quota de mercado contra a nossa concorrência. À medida que o ambiente de retalho global se vai alterando, continuamos concentrados na adaptação à mudança, investindo nas nossas marcas e plataformas operacionais para capitalizar as oportunidades de cada um dos nossos negócios», concluiu.