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  1. Orgânicos batem recordes nos EUA
  2. Homens atacam Paris
  3. Yoox Net-a-Porter corta peles
  4. Oriente invade guarda-roupa
  5. Devoluções são chave online
  6. A renda no masculino

1Orgânicos batem recordes nos EUA

As vendas de fibras e têxteis orgânicos nos EUA atingiram um novo recorde em 2016, alcançando 1,4 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,2 mil milhões de euros) e registando um crescimento de 9,2% em relação a 2015, segundo novas pesquisas. O recém-lançado “2017 Organic Industry Survey”, da Organic Trade Association (OTA), revela que a categoria de fibras e têxteis orgânicos é a maior categoria orgânica não alimentar no mercado dos EUA – com as vendas de fibras orgânicas a representarem quase 40% de um total de 3,9 mil milhões de dólares em vendas orgânicas não alimentares em 2016. «Aumentar a consciência do consumidor de que aquilo que colocamos em cima nosso corpo é tão importante quanto o que colocamos dentro do nosso corpo está a impulsionar o crescimento das vendas de fibras orgânicas», afirma o relatório. No entanto, o documento também refere que o aprovisionamento adequado é um desafio contínuo no mercado das fibras orgânicas – embora os produtores de algodão orgânico dos EUA tenham produzido mais 17 mil fardos em 2016, «o que deve ajudar a aliviar algumas preocupações de aprovisionamento». A pesquisa da OTA mostra ainda que as vendas orgânicas totais nos EUA representaram 47 mil milhões de dólares em 2016.

2Homens atacam Paris

Depois de Londres e Milão, fica nas mãos de Paris a responsabilidade de dar continuidade à primavera-verão 2018 no masculino. A semana de moda dedicada ao pronto-a-vestir de homem volta a destacar-se pelo alinhamento das mais reputadas marcas de menswear. O calendário parisiense, que se estende de 21 a 25 de junho, vai desvendar as coleções de nomes como Balenciaga, Valentino, Louis Vuitton, Berluti, Maison Margiela, Dior Homme, Balmain e Paul Smith. O desfile da Lucien Pellat Finet tem as honras de abertura da passerelle, no dia 21, e a Kenzo fecha o calendário, a 25.

3Yoox Net-a-Porter corta peles

O conglomerado Yoox Net-a-Porter (YNAP) anunciou esta semana estar a implementar uma política livre de peles de animais, que exclui todos as peças e acessórios do género das suas diferentes plataformas de comércio eletrónico, incluindo Net-a-Porter, Mr Porter, Yoox e The Outnet. Num comunicado de imprensa, o Yoox Net-a-Porter explicou que esta nova política tem por base um relacionamento de longa data do grupo com a Humane Society of the United States (HSUS), Humane Society International (HSI) e com a Lega Anti Vivisezione (LAV). O YNAP aderiu também ao programa internacional Fur Free Retailer, da Fur Free Alliance, organização de proteção ambiental e animal à escala global. O Yoox Net-a-Porter continuará a trabalhar em estreita colaboração com as agências mencionadas no futuro, mantendo-se a par dos novos desenvolvimentos no aprovisionamento de produtos éticos e animal friendly. Como membro do United Nations Global Compact (e única empresa de comércio eletrónico de moda incluída no RE100, compromisso internacional com a energia 100% renovável até 2020), o plano de sustentabilidade do Yoox Net-a-Porter continua a liderar pelo exemplo. É assim desde 2009, ano do lançamento do Yooxygen, o destino do Yoox para marcas social e ambientalmente responsáveis, segundo Matteo James Moroni, diretor de sustentabilidade do grupo. Para os analistas, o facto de um conglomerado desta dimensão apostar numa produção sem peles terá um impacto significativo – mas será o suficiente para que concorrentes como a Farfetch sigam o exemplo?

4Oriente invade guarda-roupa

Um rápido mergulho pelos portais de comércio eletrónico de algumas marcas da high street e uma curta viagem pelas montras do retalho deixam perceber que, neste verão, apenas um destino importa: o oriente. Dos quimonos longos às blusas de inspiração oriental (entre estampados e silhuetas) passando pelos vestidos, saias e acessórios – incluindo calçado – com padrões alusivos, o ocidente e oriente nunca estiveram tão próximos na subida das temperaturas. A tendência começou na passerelle do luxo e, mais concretamente, com o contributo de Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci. Diane Von Furstenberg, Prada e Jonathan Saunders beberam inspiração na mesma fonte e os tecidos leves, as silhuetas fluidas e os padrões florais – ou mesmo os tradicionais dragões – dominaram as coleções dedicadas à primavera-verão 2017.

5Devoluções são chave online

chave para o seu sucesso parecem ser os processos de devolução. A conclusão chegou com o relatório “Making Returns a Competitive Advantage”, promovido pela Navar. O estudo teve por base as respostas de 700 consumidores norte-americanos que devolveram artigos comprados online nos últimos 12 meses. De acordo com o documento, as vendas online atingiram quase 400 mil milhões de dólares (aproximadamente 355 mil milhões de euros) em 2016. Se os retalhistas quiserem continuar a granjear clientes, precisam de melhorar as devoluções, especialmente quando se trata de consumidores com menos de 30 anos. Os millennials (uma população que agrega 75,4 milhões de pessoas só nos EUA) fazem 54% das suas compras online, mas também estão a fazer mais devoluções do que nunca – e muitos retalhistas não correspondem às suas expectativas. Na verdade, 48% dos millennials afirmam que as devoluções são «um aborrecimento» Como resultado, quase 60% ficam com artigos que não gostam em casa porque não querem lidar com a devolução. «As devoluções são o novo normal», admite Sucharita Mulpuru, analista de retalho que colaborou com a Narvar no estudo. Os retalhistas que conseguirem facilitar esse processo vão ter uma vantagem competitiva, garante. Os consumidores gostam de devolver artigos nas lojas para que possam receber o crédito imediato (35%) e comprar outros itens (28%) – algo especialmente verdadeiro para consumidores de alto rendimento e consumidores com menos de 30 anos, segundo o relatório.

6A renda no masculino

Até aqui um reduto do guarda-roupa feminino, as rendas alargaram o seu raio de atuação e alcançaram o menswear nesta primavera-verão. Depois de jumpsuits de cores fortes e padrões indiscretos terem invadido o guarda-roupa dos homens sem medo de arriscar, chegou a vez de coordenados masculinos experimentarem a delicadeza das rendas. A proposta foi feita pela marca norte-americana Hologram City, que incluiu na sua última coleção coordenados rendados – transparentes – e em tons pastel. A ousadia da marca valeu-lhe vários comentários na rede social Instagram – na qual as fotografias dos looks totais em renda foram inicialmente partilhadas. As críticas dos cibernautas prendem-se sobretudo com o exagero, mostrando-se dispostos a introduzir rendas nos coordenados, mas jamais em look total.