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  1. Modatex abre em Marco de Canaveses
  2. Paris prepara recuperação
  3. Apetite pelo luxo cresce na Índia
  4. J.C. Penney supera expectativas
  5. JW Anderson reina nos prémios BFC
  6. Novembro quente afeta vendas nos EUA

1Modatex abre em Marco de Canaveses

O Modatex abriu no passado dia 23 de abril uma extensão em Marco de Canaveses, resultado de uma parceria com a Câmara Municipal local. «A criação deste centro formativo pretende responder a uma lacuna na oferta formativa vocacionada para o sector das malhas, que tem vindo a registar um aumento em termos de exportações», aponta o centro de formação profissional da indústria têxtil e vestuário no seu website, onde acrescenta que «sendo o Marco de Canaveses um concelho onde este subsector assume uma grande relevância, devido à presença de muitas empresas especializadas na confeção deste tipo de vestuário, era fundamental criar uma oferta formativa adequada mais perto dos potenciais formandos e empregadores». A primeira ação formativa – um curso de especialização tecnológica de nível 5 de Técnico/a Especialista em Design Têxtil para Estamparia – teve início no dia 11 de novembro e conta com 18 formandos da região. Já anunciados estão o Curso de Aprendizagem Técnico de Malhas – Máquinas Retas, previsto para janeiro, e as ações de formação para Máquinas de Malhas e Costura Industrial de Malhas, em fevereiro. Em 2015 o Modatex inaugurou ainda extensões em Lousada e Pinhel. Na inauguração da extensão no Marco de Canaveses, a diretora do Modatex, Sónia Pinto, revelou que a procura por formação na área tem vindo a aumentar, segundo o website Tâmegasousa.pt. «40% da nossa formação está nas empresas e posso adiantar que a taxa de empregabilidade de formação que é feita nas empresas é de 80%», afirmou aos jornalistas.

2Paris prepara recuperação

Os números relativos à confiança dos negócios franceses revelados na passada terça-feira não refletem o impacto potencial dos ataques terroristas em Paris, sublinhou uma porta-voz do gabinete de estatística Insee. A leitura para a confiança dos negócios em todos os sectores permaneceu em 102 em novembro, acima da média a longo prazo de 100, com o ligeiro declínio nos níveis de confiança na indústria a ser compensado por uma melhoria nos sectores do retalho e construção. A porta-voz do Insee, contudo, revelou que recebeu a maioria das respostas para o inquérito mensal antes de 13 de novembro, o dia dos ataques que ceifaram a vida a 130 pessoas nas ruas de Paris. O potencial impacto na confiança deverá refletir-se no inquérito de dezembro, acrescentou. Entretanto, a presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, deu pormenores sobre um plano para acelerar a recuperação dos sectores do retalho e do turismo. Numa tentativa de impulsionar o turismo, está a planear uma campanha de marketing para projetar a imagem de Paris no estrangeiro, referenciando artistas internacionais que reafirmam a sua paixão pela capital. Em termos se segurança, serão implementadas 14 novas medidas, incluindo o recrutamento de mais 30 agentes para a Direction pour la Prévention et la Protection, o departamento responsável pela segurança. Hidalgo também planeia instalar 165 novas câmaras de vídeo na cidade (para além das 1.044 já ativas) e aumentar o número de botões de pânico, que já estão instalados em museus, bibliotecas e academias de música.

3Apetite pelo luxo cresce na Índia

Os consumidores aspiracionais em cidades mais pequenas vão impulsionar o crescimento do mercado de luxo indiano, à medida que aumenta o seu poder de compra e ficam mais expostos às marcas de moda internacionais, de acordo com a Confederação Indiana da Indústria e a empresa de pesquisa de mercado IMRB. Os homens indianos que vivem em áreas não metropolitanas continuam a gastar em luxo como símbolo de status, enquanto as mulheres compram cada vez mais marcas de luxo internacionais, que estão a tornar-se mais acessíveis no país. Qualidade, luxuosidade e moda são os critérios mais valorizados em produtos de luxo pelos consumidores indianos. Por categoria de produto, os automóveis de luxo são mais conhecidos em cidades mais pequenas, seguidos de vestuário de senhora e acessórios de homem e senhora. Os relógios para homem, muitas vezes entendidos como sinal de poder e riqueza, são igualmente uma categoria popular. Apesar da crescente procura e acesso a bens de luxo, as mulheres que vivem em cidades mais pequenas continuam a tentar manter uma imagem frugal e são cautelosas enquanto consumidoras de luxo, concluiu o estudo. «A mulher das pequenas cidades ainda carrega a sua bagagem cultural juntamente com a sua nova identidade moderna e semi-ocidental», refere a agência noticiosa Press Trust of India. O estudo inquiriu pessoas em cidades mais pequenas (de segundo e terceiro nível) com um rendimento familiar anual superior a 150 mil euros.

4J.C. Penney supera expectativas

A JC Penney Co registou vendas trimestrais melhores do que o esperado, ajudada pela procura de artigos para a casa e calçado e uma forte performance das lojas de artigos de cosmética Sephora integradas nos seus grandes armazéns. As vendas subiram 4,8%, para 2,9 mil milhões de dólares (2,74 mil milhões de euros), acima dos 2,88 mil milhões de dólares antecipados, em média, pelos analistas, segundo o Thomson Reuters I/B/E/S. As vendas comparáveis subiram 6,4% no trimestre, o que representa o maior crescimento em mais de nove anos. Neste terceiro trimestre, terminado a 31 de outubro, a JC Penney conseguiu reduzir o prejuízo para 137 milhões de dólares, ou 0,45 dólares por ação, em comparação com 188 milhões de euros, ou 0,62 dólares por ação, no ano passado.

5JW Anderson reina nos prémios BFC

Jonathan Anderson foi a primeira pessoa a vencer as categorias de designer de vestuário de senhora e designer de vestuário de homem nos prémios do British Fashion Council (BFC). A marca JW Anderson tem grande influência junto das marcas de moda britânicas e o trabalho do designer na Loewe está a ajudar a renovar o interesse pela marca espanhola. Os prémios reconheceram ainda o mérito de Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci, que levou para casa o galardão de Designer Internacional. Charlotte Olympia ganhou na categoria de Designer de Acessórios e a Stella McCartney foi considerada a Marca do Ano, enquanto Tom Ford venceu o prémio Passadeira Vermelha, um galardão que foi entregue a Lady Gaga, uma vez que o designer não esteve presente na cerimónia, que teve lugar na passada segunda-feira. Thomas Tait foi considerado o melhor Designer Emergente de Vestuário de Senhora, Grace Wales Bonner foi a Designer Emergente de Vestuário de Homem e Jordan Askill venceu como melhor Designer Emergente de Acessórios. Destaque ainda para o prémio de carreira, entregue a Karl Lagerfeld.

6Novembro quente afeta vendas nos EUA

O início do mês de novembro com temperaturas quentes levou a um aumento de apenas 0,8% em termos mensais nas vendas das cadeias de lojas americanas nas primeiras duas semanas do mês, segundo o mais recente indicador do Redbook Research, ficando abaixo das previsões de um crescimento de 1,9%. O Johnson Redbook Sales Index mostrou também que as vendas no período ajustadas sazonalmente melhoraram 1,2% em termos anuais, abaixo das expectativas de uma subida de 2%. O Redbook explicou que embora o Dia dos Veteranos tenha ajudado a aumentar o tráfego e as vendas na segunda semana do mês de novembro, as temperaturas mais elevadas do que o habitual em muitas partes do país afetaram a procura sazonal por vestuário de inverno, no qual os retalhistas apostam para atrair consumidores às lojas. Alguns retalhistas indicaram que esperam tendências de vendas erráticas e impulsionadas por promoções nesta altura do ano, acrescentou o Redbook. As vendas deverão recuperar gradualmente, com o clímax no próximo fim de semana, um prolongamento do Dia de Ação de Graças que se celebra hoje. Já o Retail Economist-Goldman Sachs Weekly Chain Store Sales Index caiu 1,2% em termos semanais nos sete dias até 14 de novembro. Em termos anuais, a quebra foi de 1,8%. O analista-chefe da Retail Economist, Michael P Niemira, considera que «as temperaturas quentes em comparação com o ano passado podem ter levado a uma diminuição da vontade dos consumidores de fazer compras» mas, acrescenta, com a época natalícia a chegar, os consumidores vão começar a procura por bons negócios. Niemira sublinha ainda que «o ambiente para a época de Natal continua incerto».