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  1. Condé Nast alia-se à Farfetch
  2. 90 anos de Furla e loja renovada em Lisboa
  3. Mulheres querem roupas novas online
  4. Adidas otimista para os EUA
  5. Malha 3D chega ao mobiliário
  6. O patinho feio do calçado de verão

1Condé Nast alia-se à Farfetch

Menos de um ano depois da Condé Nast ter relançado o portal Style.com como plataforma de comércio eletrónico, a empresa anunciou o fim do negócio e uma nova parceria estratégica com a Farfetch. O Style.com interromperá as operações, efetiva e imediatamente e o URL do website irá redirecionar os visitantes para a morada Farfetch.com. «Como investidor inicial da Farfetch, esta parceria é o próximo passo do nosso relacionamento comercial em evolução. Além disso, une dois líderes nos respetivos sectores, combinando o melhor conteúdo com o principal destino de compras de luxo online do mundo», afirmou Jonathan Newhouse, presidente e diretor executivo da Condé Nast International, que se junta ao conselho da Farfetch, ao portal The Business of Fashion «Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a toda a equipa Style.com pela dedicação, energia e compromisso», acrescentou. Os termos da parceria ainda não foram divulgados, nem o que acontecerá com os 75 funcionários do Style.com – incluindo o presidente da empresa Franck Zayan e a diretora de moda Yasmin Sewell. A Condé Nast planeava investir 100 milhões de dólares (aproximadamente 89 milhões de euros) no novo Style.com nos primeiros quatro anos do projeto, pelo que as notícias divulgadas ontem, terça-feira, refletem uma grande mudança de posição do gigante dos media, que tem vindo a tentar criar novos fluxos de receita em resposta à quebra nas vendas de publicidade impressa. Ao formar parceria com a Farfetch, a Condé Nast parece estar a adotar uma nova abordagem, através da qual a empresa pode concentrar-se no conteúdo, investindo e estabelecendo parcerias com empresas de comércio eletrónico. A parceria com a startup fundada pelo empresário português José Neves tem como objetivo conciliar os conteúdos da Condé Nast com os produtos das boutiques e marcas agregadas na plataforma Farfetch.

290 anos de Furla e loja renovada em Lisboa

A marca de acessórios fundada em 1927 por Aldo Furlanetto, em Bolonha, está de parabéns, mas os presentes são para as clientes. A Furla está a celebrar 90 anos de vida e tem vindo a renovar os seus pontos de venda. Depois de uma profunda renovação, o espaço da Avenida da Liberdade reabriu recentemente apresentando um novo conceito de loja inspirado nos detalhes arquitetónicos da restaurada Villa Furla do século XVII. O espaço conta com cerca de 58 metros quadrados e apresenta a coleção primavera-verão 2017 da marca, mas também a pré-coleção outono-inverno 2018. Na Avenida da Liberdade há uma variedade de bolsas mas também de acessórios e calçado que orbitam o grande destaque do espaço – a bolsa Metrópolis que representa uma máquina do tempo portátil e viaja pelas nove décadas de existência da Furla.

3Mulheres querem roupas novas online

De acordo com os analistas da Adobe, são colocados online mais de 7.000 novos artigos de vestuário todos os dias. Quase metade (3.150) tem como público-alvo a ala feminina, enquanto apenas 1.750 são voltados para homens, com os restantes novos produtos distribuídos por criança, bebé e calçado. Mais de metade de todas as compras online de vestuário feminino (56%) são de itens que chegaram ao mercado nos três meses anteriores, em comparação com 38,8% dos gastos masculinos com itens mais recentes. A receita gerada pelas vendas de novos artigos de vestuário (no mercado há um ano ou menos) representa 80,5% das despesas na categoria. Quase um terço (30,8%) de todas as despesas com vestuário feminino vai para produtos que têm um mês ou menos; no vestuário masculino ronda os 18%. A nova pesquisa encontrou outras diferenças entre os géneros, incluindo que as mulheres tendem a fazer compras sazonalmente, enquanto os homens compram camisas e roupa interior durante todo o ano. As mulheres, entretanto, procuram vestidos na primavera e camisolas no outono. Os números revelam algumas diferenças de género que são surpreendentes, de acordo com o analista da Adobe, Sid Kulkarni. «As diferenças de género que vemos são realmente intrigantes», afirmou. «O vestuário feminino tem muito mais volume de negócios em resposta a um ciclo de moda mais rápido do que outras categorias de vestuário. Além disso, o vestuário feminino comprado online abrange uma maior variedade de artigos comparado com o vestuário de homem e criança», concluiu.

4Adidas otimista para os EUA

A Adidas está otimista de que a forte procura pelos seus novos modelos de ténis impulsione a sua recuperação no mercado americano, apesar da popularidade de clássicos como os Superstar e Stan Smith estar a diminuir. A Adidas tem ressurgido em força, superando rivais como a Under Armour e pressionando a líder do mercado dos EUA, a Nike. Os ténis retro Superstar foram os mais vendidos nos EUA no ano passado e marcaram a primeira vez em mais de uma década que um produto da Nike não ocupou a liderança. A empresa alemã quase que duplicou a sua quota de mercado para 9% nos EUA nos 12 meses terminados em abril de 2017, segundo a empresa de pesquisa de mercado The NPD Group. A Nike manteve-se, contudo, firme na liderança, apesar de ter perdido dois pontos percentuais de quota de mercado, que se situa agora em 50%. Mark King, presidente para a América do Norte da Adidas, indicou à Reuters que a empresa esteve melhor a gerir os picos e as quedas de procura pelos seus ténis mais populares e teve cuidado em não saturar o mercado. «No passado, fazíamos envios demasiadas vezes e agora somos muito cautelosos em relação a fazer envios na quantidade certa», indicou King, acrescentando que está a apostar na popularidade de novos modelos para compensar o abrandamento na procura pelos mais antigos. No ano passado, as vendas da Adidas na América do Norte subiram 24%, para 3,41 mil milhões de euros, a sua melhor performance de sempre. Alguns analistas, contudo, questionaram a sustentabilidade deste rápido crescimento. Há receios de que a Adidas possa estar a apoiar-se em demasia em tendências de moda para impulsionar o crescimento nos EUA, em vez de calçado de performance, onde está muito atrás da Nike. Mark King, contudo, indicou que embora veja as tendências de moda como uma oportunidade, o foco da empresa está ainda no seu principal negócio: produtos de performance para atletas como chuteiras para futebol americano e basebol, sapatos de golf e sapatilhas de futebol e basquetebol. Para impulsionar o negócio no desporto, a Adidas patrocinou cerca de 85 estrelas do basquetebol, incluindo James Harden, nomeado como jogador mais valioso em 2017 da NBA, quase 200 jogadores da liga profissional de futebol e 200 jogadores de basebol.

5Malha 3D chega ao mobiliário

As malhas 3D estão a chegar ao mobiliário, uma onda que até a sueca Ikea está a tentar surfar. Um dos primeiros modelos, contudo, foi produzido pelo Layer, um estúdio de design sediado em Londres, que está a lançar a cadeira “Tent” para a marca italiana Moroso. A cadeira é seamless, usa malha 3D e integra as almofadas e o descanso de braços numa única peça, inspirada no design de tendas. A matriz em malha é composta por mais de 50 mil metros de fio de poliamida à prova de água. A moldura em aço foi desenhada para ser inserida em bolsos nos lados da malha, tal como acontece na montagem de uma tenda. Esta não é, contudo, a primeira cadeira em malha 3D que o Layer desenhou para a Moroso. No ano passado, o fundador do Layer, Benjamin Hubert, afirmou à Fast Company que o seu interesse em tecidos técnicos prende-se com encontrar formas de oferecer mais performance com menos materiais. «Há muita conversa sobre mobiliário inteligente na indústria atualmente, mas não é preciso embeber circuitos no mobiliário para o tornar mais inteligente», referiu. «Penso que usar menos para fazer mais é uma forma ainda melhor de tornar o mobiliário mais inteligente», referiu.

6O patinho feio do calçado de verão

Com o verão chegam, também, algumas das aventuras de moda mais ousadas e, no momento em que as calças deixam de esconder os pés, começam a descobrir-se os novos sapatos de estética “ugly-chic”. Conhecida pelo seu estilo hippie, a Birkenstocks fabrica sandálias de qualidade – e robustas – desde 1964. No passado, estas eram usadas apenas pelos amantes da natureza, mas atualmente são vistas nos pés das mais influentes personalidades da moda. Também recentemente, graças à intervenção de nomes como a Christopher Kane, a também a americana Crocs deixou de ser somente favorita entre o público infantil, alargando a sua oferta para agradar a um público mais maduro e fashionista. Agora, chegou a vez dos chinelos “da mãe” com aplicações como flores, pedras e pompons e em materiais como o veludo ou o denim. As propostas aparentemente ultrapassadas foram adiantadas por marcas como a Prada, Miu Miu e Lanvin, mas há várias reinterpretações no retalho. Com uma estética muito próxima dos intemporais chinelos ortopédicos, os chinelos não se distinguem pela sua beleza, mas já conquistaram as amantes de calçado confortável.