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  1. Hyosung faz parceria para Creora Fresh
  2. “Made in Britain” em alta
  3. Mango melhora logística
  4. Inovação impulsiona mercado de jeans
  5. Vestuário do Vietname a caminho do recorde
  6. Farfetch recebe investimento da China

1Hyosung faz parceria para Creora Fresh

A produtora sul-coreana de fibras Hyosung fez uma parceria com a especialista em tricotagem Sofileta para uma nova coleção de malhas para roupa interior e sportswear que utiliza tecnologias que neutralizam os maus odores. A nova coleção usa a tecnologia Creora Fresh da Hyosung para eliminar as fontes de odor corporal através de ligações químicas e permanentes nas fibras. «Estamos empenhados em aproveitar as nossas capacidades técnicas para servir as necessidades dos clientes na moda com mais performance», afirma Dominique Heuillard, diretor de inovação da Sofileta. «A nossa especialidade é customizar as malhas para as necessidades de aplicação para utilizações específicas. A Creora Fresh permite-nos acrescentar mais um elemento de performance para roupa interior e sportswear», acrescenta. A Sofileta faz parte de um grupo familiar com valências não só na tricotagem mas também no tingimento, acabamentos e laminação. De acordo com Ria Stern, diretora de marketing da Hyosung Textiles, a produtora de malhas integra tecnologia de fibra e tricotagem para desenvolver produtos «vanguardistas», acrescentando que «trabalhamos com a Sofileta desde os primeiros dias da Creora e estamos muito entusiasmados por continuar a nossa parceria para responder às necessidades sempre em mudança das marcas».

2“Made in Britain” em alta

Os produtores britânicos continuam a registar procura pelos artigos produzidos no Reino Unido, com crescimento registado em todos os sectores. Os produtores estão a sentir a performance mais forte em mais de 20 anos, de acordo com os dados divulgados pela Confederação Britânica da Indústria (CBI), com as empresas a reportarem que tanto os cadernos de encomendas totais como de exportações sentiram um aumento em junho. «Os produtores britânicos continuam a sentir a procura por artigos “made in Britain” a aumentar com o calor», afirma Rain Newton-Smith, economista-chefe da CBI. Segundo a CBI, os cadernos de encomendas em junho subiram para o nível mais alto desde 1988, enquanto as exportações melhoraram para o valor mais elevado em 22 anos, atingindo picos semelhantes aos registados em 2011 e 2013. Embora não haja dados específicos para a indústria têxtil e vestuário, o crescimento nos cadernos de encomendas foi impulsionado por 13 dos 17 subsectores, assinalando uma tendência geral da procura por artigos feitos no país. Este crescimento pode ser atribuído à desvalorização da libra, que tem registado valores 15% mais baixos face ao dólar e 12% inferiores ao euro em comparação com o valor registado antes do referendo, tornando os produtos britânicos mais baratos para os que estão a comprar no estrangeiro. A pressão sobre os preços, contudo, permanece forte, com os produtores a esperarem um aumento acentuado nos preços médios de venda (+23%), em linha com o nível registado em maio. «Para criar o futuro certo para a economia, para os produtores e para os trabalhadores britânicos, o governo tem de colocar a economia em primeiro lugar na negociação da saída do país da UE. Essa abordagem vai permitir um acordo que apoie o crescimento e suba os padrões de vida no Reino Unido», sublinha Rain Newton-Smith.

3Mango melhora logística

A Mango está a expandir o seu serviço de entrega em 24 horas para encomendas online nos 28 países da União Europeia e nos EUA, como parte da tentativa da retalhista espanhola de melhorar a experiência de compra para os seus consumidores. O serviço, anteriormente disponível apenas em 10 países europeus, será agora lançado em países como a Finlândia, Luxemburgo e Suécia, entre outros, e, nas nações onde já está disponível, será alargado para outras cidades, para incluir todas as capitais de distrito e grandes cidades. Melhorar o serviço de entrega implicou adaptar e otimizar as operações e os procedimentos logísticos, tornando possível preparar as encomendas online e enviá-las do centro logístico apenas 45 minutos após a confirmação da encomenda, permitindo chegar ao destino em 24 horas. Fundada em 1984 em Barcelona, a Mango tem uma rede de lojas equivalente a 800 mil metros quadrados em 112 países, desenhando 18 mil peças de vestuário e acessórios no seu centro de design “El Hangar”. A empresa, que detém as linhas de moda para homem, senhora, criança e tamanhos grandes de senhora (Violeta), encerrou 2015 com vendas de 2,3 mil milhões de euros, representando um aumento de 15% em comparação com 2014, e um Ebitda de 170 milhões de euros. No início deste ano, a Mango desenvolveu uma coleção sustentável, batizada Mango Committed, com o objetivo de criar um modelo de negócio com base em critérios de sustentabilidade e processos mais amigos do meio ambiente.

4Inovação impulsiona mercado de jeans

O mercado de jeans de homem e senhora recuperou nos EUA, mas os retalhistas têm de continuar a inovar se quiserem impulsionar o crescimento no mercado. De acordo com os dados do The NPD Group, em 2016 o mercado americano de jeans subiu 4%, para um valor de 13,5 mil milhões de dólares (12,1 mil milhões de euros), um crescimento impelido tanto pelo lançamento de novos estilos como pela continuação da procura de modelos tradicionais. «Os jeans são representativos do mercado como um todo – a novidade e a inovação gera crescimento enquanto os básicos mantêm o volume», aponta Marshal Cohen, analista da indústria do The NPD Group. Os jeans de senhora que chegaram ao mercado nos últimos dois anos representam quase 70% das unidades vendidas em 2016 e quase todos os ganhos em valor no ano. As ofertas de produto mais antigas, lançadas em 2013 ou mais cedo, representaram 19% das unidades vendidas mas foram responsáveis por mais de um terço dos prejuízos em dólares para o ano, segundo os dados. Já no mercado masculino, a maioria dos jeans vendidos em 2016 foram produtos mais antigos. Estes produtos, lançados em 2013 ou antes, representaram a maioria dos prejuízos para o ano, e foram, provavelmente, o fator por detrás do abrandamento da taxa de crescimento em comparação com o mercado de senhora. Os artigos introduzidos em 2016 representaram uma quota muito mais pequena do mercado masculino, mas geraram quase três-quartos dos dólares ganhos no mesmo ano. «Os produtores e retalhistas de denim estão a perceber a importância de um equilíbrio entre dar aos consumidores as características que eles conhecem e gostam e introduzir novos elementos que eles não sabiam que precisavam», acrescenta Cohen. «O mercado de denim precisa de encontrar formas de quebrar a zona de conforto dos hábitos de compra dos consumidores com novas ofertas de produto que valham a pena a mudança e o gasto, impulsionando o mercado para a sua força certa», conclui.

5Vestuário do Vietname a caminho do recorde

A indústria de vestuário do Vietname deverá atingir o objetivo de exportar 31 mil milhões de dólares (27,8 mil milhões de euros) este ano, de acordo com a associação do sector, a Vinatex. Nos primeiros seis meses de 2017, as exportações aumentaram 10,5%, colocando o sector no caminho certo para bater o recorde. As exportações de vestuário do Vietname aumentaram consistentemente nos últimos anos, tendo atingido 28,2 mil milhões de dólares em 2016, em comparação com 27,5 mil milhões de dólares no ano anterior. A indústria beneficiou da diversificação da cadeia de aprovisionamento de produtores e compradores para o país, graças aos seus baixos custos com mão de obra e especialização, modernização e crescente valor acrescentado da indústria. O país também deverá beneficiar de um acesso melhorado ao mercado europeu quando o acordo de comércio livre entre a UE e o Vietname entrar em vigor. Estatísticas recentes mostram que o Vietname tem a produtividade mais baixa dos cinco principais exportadores mundiais de vestuário, segundo a Vinatex, pelo que a associação acredita que é a altura certa para formar os trabalhadores e avaliar a eficiência das fábricas e da cultura empresarial. Hoang Xuan Hiep, diretor da Universidade de Têxteis e Vestuário de Hanoi, afirmou recentemente que melhorar as competências dos trabalhadores da indústria têxtil e vestuário do Vietname pode ajudar os produtores a entrar na cadeia de valor acrescentado, ao aumentar a sua competitividade e produtividade. Segundo a universidade, cerca de 25% dos trabalhadores da indústria têm qualificações, sendo os restantes 75% ou sem qualificações ou a trabalhar com menos de três meses de formação.

6Farfetch recebe investimento da China

A empresa chinesa de comércio eletrónico JD.com investiu 397 milhões de dólares (cerca de 355 milhões de euros) na Farfetch, criando uma parceria estratégica que deverá permitir criar uma plataforma de vendas online de luxo na China e abrir as portas a um mercado avaliado em 80 mil milhões de dólares. O investimento transforma a JD.com numa das maiores acionistas da Farfetch, com Richard Liu, fundador e CEO da empresa chinesa, a integrar o conselho de administração da Farfetch. José Neves, fundador e CEO da Farfetch, afirmou, citado pelo just-style.com, estar «profundamente honrado e entusiasmado por anunciar esta parceria com Richard Liu e a JD.com», sublinhando que «a China é o segundo maior mercado de luxo do mundo e estamos muito satisfeitos por termos um parceiro tão respeitado, conhecido pela sua proteção de IP, com quem nos direcionarmos para os consumidores chineses de luxo. Esta parceria responde aos desafios do mercado ao combinar a marca e a curadoria Farfetch com a escala e a influência da gigante do comércio eletrónico na China. Esta parceria estratégica vai dar às marcas um acesso imediato e fácil ao consumidor chinês e aos consumidores chineses de luxo vai dar acesso à maior seleção de luxo na forma omnicanal que eles já adotaram completamente». Os esforços conjuntos entre as duas empresas vão ainda incluir a utilização da BlackDragon, uma plataforma tecnológica de marketing digital que alimenta entidades em várias áreas, do comércio eletrónico às finanças e educação, e garantir aos utilizadores da Farfetch na China acesso uma série de serviços da JD Finance. O anúncio desta parceria surge numa altura em que a JD está a colocar maior enfoque no luxo e na moda de gama alta para responder à enorme procura entre os seus consumidores que usam dispositivos móveis mais frequentemente. «Como parte do nosso impulso no luxo, não podíamos ter encontrado um parceiro online mais forte do que a Farfetch», aponta Liu. «Sempre acreditamos que a tendência a longo prazo do comércio eletrónico chinês era de qualidade em detrimento do preço e esta parceria com a Farfetch aumenta mais a nossa liderança na batalha pelos consumidores cada vez mais móveis da China. Estamos desejosos de aprofundar as nossas relações com a Farfetch e com as marcas de luxo nos próximos meses e anos», conclui o CEO da JD.com.