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  1. Sacos de restos de pacotes de batatas fritas na Ikea
  2. Comércio eletrónico cresce 19% na China
  3. Lululemon entra no vestuário para ciclismo
  4. Centros comerciais em risco nos EUA
  5. Amazon lança novo serviço na moda
  6. Roupa interior dá confiança às mulheres

1Sacos de restos de pacotes de batatas fritas na Ikea

A Ikea vai lançar novas versões do seu conhecido saco de compras Frakta. Uma delas é assinada por Mariam Hazem e Hend Riad, duas egípcias fundadoras do Reform Studio, e usa restos de pacotes de batatas fritas – cada saco representará o equivalente a 32 pacotes. «Acreditamos que o design pode resolver problemas difíceis e, como tal, começámos por um grande problema que afeta o Egito: desperdício», explicou Mariam Hazem, citada pela Quartz. Feitos com várias camadas de plástico e folhas metalizadas, os pacotes de batatas fritas são considerados os piores no que diz respeito à reciclagem. Especialistas em sustentabilidade sugerem dar uma nova utilização a materiais indestrutíveis e não-biodegradáveis – como usá-los em carteiras, bolsas ou individuais de mesa – tal como está a fazer a Ikea e a Reform Studio. A Ikea compra o material das embalagens diretamente a empresas produtoras, que normalmente deitam fora os resíduos resultantes do corte como desperdícios industriais. O novo design da dupla egípcia é a mais recente de uma sucessão de atualizações do saco de 0,70 euros da retalhista sueca. Originalmente desenhado em 1996 pelos irmãos Knut e Marianne Hagberg, o saco tem sido um alvo privilegiado de apropriação e reinterpretações – nomeadamente a versão de gama alta lançada pela Balenciaga, com um valor superior a 2.000 euros. O diretor de design da Ikea, Marcus Engman, conheceu o trabalho de Hazem e Riad na conferência Design Indaba, no ano passado, na África do Sul. Engman ficou tão impressionado pela criatividade na região que a retalhista sueca vai desenvolver a primeira coleção completamente africana, batizada Överallt. Os sacos Frakta prateados, juntamente com a coleção de artigos para a casa de designers da África do Sul, Quénia, Senegal, Egito, Angola, Costa do Marfim e Ruanda, estarão disponíveis nas lojas Ikea em 2019. A retalhista sueca, contudo, vai lançar já em outubro uma outra versão dos sacos Frakta, em verde floresta e branco, criada pelo estúdio de design dinamarquês Hay.

2Comércio eletrónico cresce 19% na China

O mercado de comércio eletrónico da China deverá crescer cerca de 19% em termos anuais em 2017. De acordo com um estudo da consultora McKinsey & Company, a China entrou numa «nova era de retalho» caracterizada pelo retalho online e offline que criou um enorme potencial e procura, sobretudo por produtos customizados. A popularidade das redes sociais está igualmente a alimentar as compras online, destacou a consultora. Contudo, o estudo refere que muitos players de comércio eletrónico que estão a expandir-se online para as redes sociais muitas vezes oferecem um serviço de menor qualidade em comparação com os grandes websites de comércio eletrónico. «Há um enorme potencial de mercado se conseguirem melhorar o seu serviço», afirma o estudo. Depois de anos de um crescimento explosivo, a China emergiu como o maior mercado mundial de comércio eletrónico, equivalente ao tamanho dos seis maiores mercados seguintes em conjunto, que incluem os EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e França. No ano passado, o mercado de comércio eletrónico da China cresceu 19,8% em termos mundiais, para 26,1 biliões de yuans (aproximadamente 3,4 biliões de euros), representando 39,2% do total mundial, segundo o Ministério do Comércio da China.

3Lululemon entra no vestuário para ciclismo

A Lululemon está a entrar no vestuário de ciclismo. A retalhista de sportswear assinou uma parceria estratégica com a 7mesh, uma empresa também canadiana, que produz vestuário técnico de ciclismo. A dupla vai criar artigos em conjunto, com o CEO da Lululemon, Laurent Potdevin, a afirmar que este acordo vai combinar «o vasto conhecimento em vestuário técnico da 7mesh e a sua mentalidade focada na performance» com os seus próprios esforços de investigação e desenvolvimento. A linha de produtos da 7mesh corresponde ao modelo premium da Lululemon, vendendo atualmente camisolas de ciclismo por 150 dólares (cerca de 134 euros), casacos por valores até 475 dólares e calções por mais de 150 dólares. «Com a tendência do athleisure a atingir, na nossa perspetiva, o pico, a ênfase em características dos produtos técnicos deve ser fundamental para ajudar a apoiar a sustentabilidade da marca a longo prazo», aponta a revista financeira Barrons, citando o analista Randal Konik, do banco de investimento Jefferies. «Em última análise, vemos a inovação como um motor essencial da performance da Lululemon no futuro», resumiu Konik.

4Centros comerciais em risco nos EUA

Até 25% dos centros comerciais nos EUA deverão fechar em cinco anos, após uma série de insolvências, encerramento de lojas e crescente influência do comércio eletrónico, de acordo com o banco de investimento Credit Suisse. No total, 275 centros comerciais nos EUA deverão encerrar até 2022, prevê. Os encerramentos deverão atingir os centros comerciais de gama mais baixa, enquanto os dois maiores promotores, o Simon Property Group e o General Growth Properties, deverão ultrapassar a crise, depois de terem deixado as propriedades em pior situação há dois anos. Esta duas entidades detêm mais de 96% da taxa de ocupação. Contudo, alguns analistas da indústria de retalho afirmam que o Credit Suisse pode ter subestimado a abrangência desta revolução. «Está mais na ordem dos 30%», acredita Ron Friedman, especialista de retalho na empresa de consultoria Marcum, em declarações ao LA Times. «Há muitos centros comerciais que sabem que estão em grandes sarilhos», acrescentou. De acordo com os dados recentes do CoStar Realty Information, há mais de 218 metros quadrados de espaço em centros comerciais nos EUA por cada 100 americanos, em comparação com 152 metros quadrados no Canadá e 43 metros quadrados no Reino Unido. O Credit Suisse estima que irão fechar 8.640 lojas nos EUA até ao final do ano, pior do que no pico da crise financeira de 2008/2009. As lojas físicas podem ainda esperar mais pressão por parte do comércio eletrónico, com o Credit Suisse a antecipar que a quota das vendas online de vestuário suba para 35% até 2030, em comparação com 17% atualmente.

5Amazon lança novo serviço na moda

A Amazon.com lançou um serviço de subscrição, o Prime Wardrobe, para impulsionar o seu negócio na moda. Este serviço vai permitir que os subscritores do Amazon Prime escolham e experimentem vestuário, calçado e acessórios de marcas como a Calvin Klein, Hugo Boss, Adidas e Levi’s, assim como das marcas da própria Amazon. O serviço, que está ainda a ser testado, é semelhante a vários serviços “experimente antes de comprar”, incluindo o Stitch Fix, TrunkClub e Rent the Runway. Os consumidores irão pagar apenas os artigos que decidirem manter e terão descontos mais elevados se comprarem um grande número de artigos, segundo a Amazon.

6Roupa interior dá confiança às mulheres

Sentir-se bem com a roupa interior que está a usar ajuda as mulheres a sentirem-se mais confiantes, de acordo com um novo estudo da Sears Canada. A gigante do retalho entrevistou 1.500 canadianas entre os 18 e os 50 anos e 80% afirmou que um conjunto bonito de soutien e cueca as faz sentir «confiante e sensual». O estudo, realizado pela Maru/Matchbox no seu painel online, o Angus Reid Forum, também mostrou que 58% das inquiridas indicou que comprar roupa interior bonita tem a ver com gostar do seu corpo e sentir-se bem. Cerca de 48% das mulheres canadianas entre os 18 e os 24 anos revelou igualmente que comprou roupa interior para situações especiais, como o Dia dos Namorados, um primeiro encontro, aniversário e férias e mais de uma em cada três tem umas cuecas favoritas que reserva para dias especiais. Entre as canadianas que expressaram ter preferência nas cores, 65% sente-se mais confiante vestida com roupa interior preta. 46% também gosta de tons pastel, mas as cores vivas e mais “divertidas” são bastante menos populares. Em termos de materiais, 54% das millennials adora renda, afirmando que é a sua característica favorita em roupa interior. No que diz respeito à frequência de compra,59% das mulheres com encontros amorosos compra roupa interior pelo menos a cada dois ou três meses, enquanto 61% das mulheres em relações a longo prazo compram, no máximo, roupa interior duas vezes por ano.