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  1. Homens de saia na passerelle
  2. Robots colocam mulheres em risco
  3. Pelo mantém força global
  4. Retalhistas dão três anos à IA
  5. Nike à venda na Amazon
  6. Gucci (duas vezes) acusada de cópia

1Homens de saia na passerelle

Depois de terem abraçado o modelo ver agora/comprar agora e de terem decidido contornar o calendário de moda tradicional ao fundir os desfiles de moda homem e senhora, as marcas de luxo deram o passo seguinte, propondo peças tradicionalmente associadas ao género feminino em semanas de moda masculinas. Homens de saia? Sim, longa, curta e midi. Pelo menos de acordo com as passerelles de marcas como Vivienne Westwood, em Londres, Palomo Spain, em Paris e, mais evidente ainda – casando minissaias com stilettos –, Thom Browne, também na Cidade-luz. Depois das coleções sem género terem dominado as passerelles em silhuetas oversized e paletas neutras, chegou a vez de se levarem para o guarda-roupa masculino os itens – até aqui – basilares dos coordenados de senhora.

2Robots colocam mulheres em risco

Numa altura em que a automação ameaça milhões de empregos nos EUA, nem todos os americanos correm o risco de serem substituídos por um robot. Face ao domínio da automação, as mulheres têm duas vezes mais probabilidade de serem despedidas do que os homens, de acordo com um relatório recente do Institute for Spatial Economic Analysis (ISEA). Isso acontece porque as mulheres estão mais propensas a desempenhar funções que enfrentam maiores riscos de automação. Por exemplo, espera-se que 97% dos caixas de supermercado percam os seus postos de trabalho nos próximos anos para a automação. Em 2016, 73% dos caixas nos EUA eram mulheres. Mas não é só a população ativa feminina que enfrenta maior risco de substituição. Os trabalhadores hispânicos e os afroamericanos estão 25% e 13% mais sujeitos, respetivamente, a perder os seus empregos para a automação do que os trabalhadores caucasianos. Já os trabalhadores asiáticos têm menos 11% de probabilidade de perder o seu posto de trabalho face ao incremento da automação, em comparação com trabalhadores caucasianos.

3Pelo mantém força global

Impulsionado pelo ressurgente interesse em passerelle, o comércio internacional de pelo mantém a sua força, apesar de um abrandamento previsto na China. Os últimos dados da International Fur Federation (IFF) mostram que a procura dos sectores de moda e design de interiores continua a impulsionar a produção de pelo na Europa e na América do Norte. Em 2016, foram produzidos mais de 75 milhões de pelo de vison à escala global, com um valor estimado total de 2,44 mil milhões de dólares (aproximadamente 2,18 mil milhões de euros). Enquanto isso, foram produzidos 15,25 milhões de pelo de raposa, com um valor estimado de quase mil milhões de dólares. Embora os números globais tenham sofrido uma quebra em relação a 2015, mostram uma boa performance na Europa e América do Norte, com valores de produção «estáveis e robustos», segundo o relatório. As estimativas avaliam o comércio global de pelo em mais de 30 mil milhões de dólares, incluindo todas as fases da cadeia. O IFF, que representa o comércio mundial de pelo, deverá atualizar esse valor nas próximas semanas num relatório detalhado. Fundado há mais de 60 anos, o IFF garante que os seus membros adotem códigos de conduta rígidos e protejam os interesses do comércio de pelo e representa mais de 50 associações e organizações nacionais de comércio de peles de mais de 40 países. De acordo com o grupo, os números mundiais estão a contrariar a tendência chinesa, país que mostrou uma desaceleração. A produção de pelo de vison na China caiu 41,2% em 2016 e a produção de pelo raposa do país caiu 12,75%.

4Retalhistas dão três anos à IA

A popularidade das plataformas de inteligência artificial (IA) como a Siri e a Alexa geraram comunicações digitais mais sofisticadas e cada vez mais retalhistas estão a perceber o potencial dessas tecnologias. Dentro de três anos, até 45% dos retalhistas planeiam utilizar a inteligência artificial (IA) – através de chatbots ou assistentes digitais – para aprimorar as experiências dos clientes, de acordo com uma pesquisa da Boston Retail Partners (BRP). Ainda que a maioria (55%) dos retalhistas afirme que a prioridade é otimizar a experiência do cliente, há outros objetivos, nomeadamente: aumentar a fidelidade do cliente; melhorar a experiência de compras móveis; criar uma experiência seamless em todos os canais; aprimorar o atendimento personalizado e, por último, oferecer promoções, recomendações e/ou ofertas personalizadas.

5Nike à venda na Amazon

Brevemente, a Nike poderá começar a vender diretamente no marketplace da Amazon. A aposta da marca desportiva tem o propósito de ajudar a reduzir as vendas de produtos falsificados da Nike na plataforma de comércio eletrónico. Contudo, a ser confirmado, este será um duro golpe para os retalhistas especializados como a Foot Locker, Finish Line e Dick’s Sporting Goods, que vendem os artigos da Nike. As ações destas empresas caíram assim que a notícia foi avançada pela Bloomberg. Quando se trata de grandes armazéns, jogadores de descontos como a Kohl’s e a JC Penney podem também ser atingidos, até porque estão mais dependentes dessas vendas do que a Macy’s ou a Nordstrom, de acordo com uma nota do analista Chuck Grom, da Gordon Haskett. Por seu turno, a aliança com a Amazon poderá vir a servir a Nike de várias formas. A rival Under Armour já está a vender diretamente no marketplace e a Nike tem vindo a sofrer diversas pressões para impulsionar as suas vendas de comércio eletrónico.

6Gucci (duas vezes) acusada de cópia

Passaram-se três semanas desde que a Gucci, casa de moda italiana agora reconhecida pela estética kitsch desenvolvida pelo diretor criativo Alessandro Michele, enfrentou duras críticas pela alegada cópia de um design icónico de Dapper Dan. Mais tarde, a marca emitiu um comunicado no qual afirmava que a peça em questão era uma «homenagem» ao trabalho do designer. Porem, depois de essa controvérsia ter acalmado, logo surgiram duas acusações para a substituir. Na semana passada, o portal WWD adiantou que dois designers gráficos da Nova Zelândia e da Austrália afirmaram que a Gucci os havia copiado, com versões dos seus logotipos a surgirem em itens como t-shirts e acessórios. A primeira peça em questão é uma t-shirt branca usada por vários modelos ao longo do desfile, bem como pelo diretor criativo Alessandro Michele na vénia final, com as palavras “Guccify yourself” a contornarem uma serpente. Stuart Smythe, artista da Nova Zelândia, argumenta que a Gucci plagiou um logotipo por si criado em 2014 para a marca de vestuário CLVL Apparel. O segundo artista revoltado é o designer gráfico e ilustrador Milan Chagoury. Chagoury acredita que a Gucci lhe plagiou um logotipo de um tigre, que desenhou em 2015 para o estúdio de tatuagens White Tiger Tattoo.