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  1. Alunos da FAUL desfilam antes das férias
  2. Adidas duplica quota de mercado
  3. Resort 2018 volta atrás no tempo
  4. H&M faz negócios da Índia
  5. O domínio do patchwork
  6. Lion of Porches reforça Vasco da Gama

1Alunos da FAUL desfilam antes das férias

Para encerrar o ano letivo 2016/2017, os finalistas da licenciatura em Design de Moda e os alunos do primeiro ano do mestrado em Design de Moda da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL) organizaram o desfile de moda DEMO’17, que aconteceu na passada sexta-feira, dia 23 de junho. A DEMO, evento criado pela Faculdade de Arquitetura e que acontece no final de cada ano letivo é, segundo a organização, «uma apresentação da consolidação de conhecimentos e de capacidades reflexivas, criativas e críticas dos alunos de Design de Moda». «Através de um desfile surge a materialização do ensino, onde não apenas apresentadas as competências técnicas de cada aluno, mas onde também se transite a visão individual do mundo da moda», pode ler-se em comunicado. A apresentação DEMO’17 decorreu no Antigo Picadeiro do Colégio dos Nobres da Companhia de Jesus, onde foram apresentadas duas coleções coletivas do 3.º ano da licenciatura, das turmas A e B, seguindo-se as coleções-cápsula individuais dos dez alunos da turma de mestrado. As coleções apresentadas vão estar disponíveis para compra na Pop Up Store DEMO’17, que abre portas hoje, 29 de junho, no Café-Bar do Bairro Alto Hotel, na Praça Luís de Camões.

2Adidas duplica quota de mercado

Os números da quota de mercado da indústria do calçado em maio foram conhecidos esta semana e mostram o regresso em força da Adidas aos EUA. De acordo com os dados do NPD Group, a quota da Nike no mercado de calçado desportivo dos EUA ficou nos 34,7% no mês passado, uma queda de 35,9% em relação a maio de 2016. A Jordan Brand, linha de sapatilhas de basquetebol da Nike, obteve uma quota de 11,8%, um mergulho de 14,8% face a maio de 2016. A quota da Adidas, por seu turno, quase duplicou, passando de 6,3% em maio de 2016 para 11,3% em maio de 2017. A Skechers ficou com 6.3%, a New Balance com 3.7%, a Converse teve uma quota de 3.6% e a Under Armour e 2.4%. A Nike é ainda a n.º 1 nos EUA, mas perdeu ritmo na corrida da quota de mercado nos EUA de 2011 a 2015 e a Adidas está agora a ganhar balanço.

3Resort 2018 volta atrás no tempo

Depois de terminado o périplo pelas apresentações das coleções resort 2018, começam a alinhar-se as tendências-chave. Das calças boca-de-sino à reinterpretação da icónica camisa branca, as propostas das principais casas de luxo internacionais remexeram os arquivos e decidiram atualizá-los. As calças boca-de-sino foram sugeridas por marcas como Beaufille, Ellery, Khaite, Adeam e Cushnie et Ochs e o colour-blocking (looks de cores vibrantes) foi explorado nas coleções da Versace, Tabula Rasa, Thom Browne, Rosetta Getty e Delpozo. A camisa branca masculina foi trabalhada em looks de calças, minissaias e mesmo leggings, como sugerido pela coleção resort 2018 da Camilla and Marc. Repescado de outras temporadas, o denim desfiado surgiu em look total, tal como o laranja e o amarelo. Nos padrões, vingaram as riscas horizontais e os estampados tropicais surgiram em coordenados de alfaiataria. Prada, Valentino, Antonio Marras, Gucci e Thom Browne reinterpretaram as meias com padrões contrastantes.

4H&M faz negócios da Índia

A H&M entrou com o pé direito na Índia e em menos de dois anos de operações está a meio do caminho feito pela Zara, que entrou no país há sete anos, de acordo com os números divulgados pelo jornal The Economic Times. O mais recente relatório da H&M indica que a unidade indiana da retalhista sueca registou vendas de 60,6 milhões de euros no ano terminado em novembro de 2016 – o primeiro ano de atividade. A Zara, no ano terminado em março de 2016, registou vendas de 114,7 milhões de euros. Retalhistas bem estabelecidos no país, como a Levi Strauss, a Benetton (que está no mercado há 20 anos) e a Marks & Spencer (presente na Índia há uma década) tiveram vendas entre 95 e 109 milhões de euros. A empresa indiana Fabindia continua a ser a maior marca de lifestyle, com vendas de 125 milhões de euros no ano fiscal terminado em março de 2016. A Zara, que abriu a sua primeira loja em 2010, tinha anteriormente estabelecido o recorde de marca de vestuário com crescimento mais rápido na Índia. Mas a H&M, cuja performance tem sido a melhor no mercado de retalho de moda, abriu 12 lojas entre dezembro de 2015 e novembro de 2016. Logo nos primeiros seis meses de operações na Índia, a retalhista sueca registou lucro e atingiu vendas no valor de 12,8 milhões de euros nas quatro lojas abertas entre outubro de 2015 e março de 2016. A retalhista anunciou, entretanto, que vai abrir 50 lojas no país, com um investimento superior a 95 milhões de euros até 2020. O mercado indiano de retalho ficou avaliado em 563,5 mil milhões de euros em 2016 e deverá atingir 1,4 biliões de euros até 2026, com uma taxa de crescimento anual composta de 10%, segundo o estudo India Business of Fashion 2017.

5O domínio do patchwork

Neste verão, o patchwork está de volta aos guarda-roupas femininos. Na Loewe, o diretor criativo Jonathan Anderson explorou a técnica em blusas e saias. Mais do que isso, designer mostrou o seu apreço pelo patchwork ao estende-lo à coleção da marca epónima em peças assimétricas. Na linha Giamba, de Giambattista Valli, o patchwork foi trabalhado numa expressão mais luxuosa e romântica, com a injeção de brilho e tons de rosa em vestidos tipo gabardina. Victoria Beckham seguiu a via mais tradicional, optando pelas minissaias em denim e Jean Paul Gaultier olhou para um slip dress pela lente da técnica. No retalho, a Zara sugeriu um vestido de festa em patchwork, mas há muitas outras peças na coleção – agora em saldos – com casamentos de texturas, tecidos e, sobretudo, padrões.

6Lion of Porches reforça Vasco da Gama

A marca portuguesa de inspiração britânica Lion of Porches inaugurou, no passado dia 23 de junho, uma loja no Centro Vasco da Gama, em Lisboa, reforçando a sua aposta no mercado nacional. No novo ponto de venda da marca podem ser encontradas todas as coleções Lion of Porches – homem, senhora e criança –, e a estética das peças mantém-se casual e descontraída, mas simultaneamente sofisticada. A loja abriu portas numa fase de transição de estações, algo que, de acordo com comunicado, «tem o objetivo de proporcionar aos clientes mais uma oportunidade especial, através das promoções». Toda a coleção primavera-verão 2017 está com 30% de desconto, numa campanha é válida até ao dia 16 julho. A loja do Centro Vasco da Gama apresenta ainda o mais recente conceito Lion of Porches, que abarca espaços com um design inovador e mobiliário exclusivo. «A Lion of Porches continua a crescer e faz parte da estratégia comercial da marca a sua consolidação no mercado nacional. Esta abertura foi um passo importante para a marca, que estando presente em praticamente todos os principais shoppings do país, escolheu o Centro Vasco da Gama como a maior aposta de Lisboa Oriental», sublinhou a Lion of Porches. Com 24 lojas próprias, entre a primeira linha e outlets, a Lion of Porches tem igualmente crescido através do modelo de franchising, em Portugal e Espanha, assim como com recurso a parcerias noutros mercados. A crescer está também o canal online, atualmente em fase de remodelação (ver A garra da Lion of Porches).