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  1. ITV continua a matar no Bangladesh
  2. Kookai nas mãos de australianos
  3. Tommy Hilfiger na lista da Vetements
  4. Porsche e Adidas juntas no inverno
  5. Saint Laurent quer duplicar receita
  6. O fim do bege na moda

1ITV continua a matar no Bangladesh

Na semana passada, a explosão de uma caldeira numa fábrica de vestuário do Bangladesh matou 10 pessoas e feriu dezenas, no último acidente a atingir um dos maiores produtores de vestuário do mundo. O acidente aconteceu numa unidade fabril da Multifabs Limited, sediada nos arredores da capital, Dhaka. A empresa fornece vestuário de malha a clientes na Suécia, Dinamarca, Alemanha, Rússia, Espanha, Holanda e Grã-Bretanha, incluindo a Littlewoods, uma das marcas de retalho mais antigas da Grã-Bretanha. «Nove pessoas morreram na explosão e uma morreu no hospital», revelou o bombeiro Palash Chandra Modak à agência Reuters. A empresa entretanto garantiu que a fábrica estava funcionar bem e que a caldeira tinha sido monitorizada. «Foi um acidente», afirmou Mahiuddin Faruqui, presidente da Multifabs Limited. A sector da confeção no Bangladesh, o maior produtor de vestuário do mundo depois da China, emprega quatro milhões de pessoas e gera 80% dos lucros de exportação. Esta indústria tem estado sob escrutínio desde o colapso de Rana Plaza, em 2013, que ceifou a vida a mais de 1.100 pessoas, e depois de um incêndio numa unidade fabril, em 2012, ter resultado em 112 mortos.

2Kookai nas mãos de australianos

A Vivarte, que detém a Kookai, concordou com a venda da marca à empresa australiana Magi. A venda da Kookai, anunciada pela Vivarte na semana passada, acontece dois meses depois de a empresa ter conseguido um acordo similar com a venda da marca de calçado Pataugas ao Hopps Group. Os termos financeiros da venda da Kookai, que teve uma receita anual de 76 milhões de euros, não foram divulgados. A empresa familiar Magi registou vendas de 105 milhões de dólares australianos (aproximadamente 71 milhões de euros) em 2016 e os Magi já gerem uma rede de 39 lojas Kookai na Austrália. A Vivarte é detida desde 2014 por um grupo liderado pelos fundos de investimento Alcentra, Babson, Oaktree e GLG Partners. Os lucros e as vendas da Vivarte caíram face à concorrência de grandes cadeias de retalho como a H&M, Kiabi e Primark, desencadeando a decisão da empresa de reestruturar os seus negócios para melhorar as finanças.

3Tommy Hilfiger na lista da Vetements

O rol de colaborações da Vetements – que inclui marcas como a Comme des Garçons, Manolo Blahnik, Brioni, Juicy Couture, Canada Goose, Dr. Martens, Levi’s ou a Champion – não para de crescer. Recentemente, o designer Tommy Hilfiger partilhou na sua conta oficial na rede social Instagram uma fotografia onde mostrava um hoodie (peça encapuzada) vermelho com a legenda: «estou superentusiasmado com a nossa colaboração!», fazendo referência à aliança firmada com o coletivo disruptivo liderado pelo designer Demna Gvasalia. Em declarações ao portal WWD, Hilfiger revelou que «fiquei muito animado». «O que eles têm feito é absolutamente genial. Têm o próprio livro de regras. Fazem o que querem e fazem-no como e quando querem». Inspirada pelas ruas da Vetements e pela herança da Tommy Hilfiger, a coleção será composta por peças unissexo, como hoodies e t-shirts oversized. A gama vai estar à venda a partir de fevereiro de 2018 com preços a partir dos 103 dólares (aproximadamente 90 euros).

4Porsche e Adidas juntas no inverno

A Adidas acaba de mostrar a coleção desenvolvida em parceria com a Porsche Design Sport, que propõe uma gama de vestuário desportivo de raiz clássica para a estação outono-inverno 2017/2018. Inspirada pelo «impulso constante do homem urbano para se manter em movimento», a coleção Porsche Design Sport by Adidas foi desenvolvida com tecidos de alta performance e designs funcionais para permitir o máximo de conforto no ambiente citadino. Pensado para o quotidiano, o bomber proposto na gama combina estilo e funcionalidade, confecionado num elegante tecido de cetim, mas com os benefícios adicionais da impermeabilização e do isolamento PrimaLoft para os meses mais frios. As calças Fairway foram também concebidas com tecido elástico e à prova de água e de manchas, enquanto o corte da t-shirt Core visa otimizar o conforto. A coleção fica completa com o par de sapatilhas de corrida EC, projetado com amortecimento e suporte para utilização tanto dentro como fora do ginásio. A linha é vendida nos websites da Adidas e da Porsche Design.

5Saint Laurent quer duplicar receita

A Yves Saint Laurent, propriedade do conglomerado de luxo Kering, prevê a duplicar as receitas nos próximos três a cinco anos. Francesca Bellettini, presidente e diretora-executiva da casa de moda desde setembro de 2013, afirmou que o objetivo é aumentar as vendas de 1,2 mil milhões de euros em 2016 para 2 mil milhões de euros no médio prazo, alcançando os 3 mil milhões de euros no longo prazo. A YSL pretende também aumentar a sua margem operacional de 22% em 2016 para 25% no médio prazo e 27% a longo prazo. A marca francesa espera que o impulso das vendas seja estimulado por diferentes ações, incluindo a abertura de novas lojas, o desenvolvimento das categorias de eyewear, seda e joalharia, assim como por mais investimentos no negócio digital. Outros movimentos importantes incluem dar mais autonomia aos principais funcionários em cada divisão da YSL e procurar concentrar-se mais nos clientes locais, que agora representam mais de 60% da base de clientes da marca. A YSL é agora a segunda maior marca dentro do portefólio de luxo do grupo Kering, logo depois da Gucci, representando 14% das vendas da divisão de luxo. O designer belga Anthony Vaccarello assumiu a direção criativa da marca em abril de 2016, procurando aproveitar o sucesso alcançado pela YSL no mandato do seu antecessor, Hedi Slimane. No ano passado, as receitas da YSL cresceram 25,5% numa base comparável. A Europa Ocidental representou 38% das vendas, as regiões Ásia-Pacífico e América do Norte tiveram um peso 23% cada e o Japão representou 9% das vendas.

6O fim do bege na moda

Estudos recentes da consultora Mintel e da plataforma GOV.uk mostraram que existem 1,2 milhões de pessoas na Grã-Bretanha que se descrevem como tendo uma herança ou raça mista. Considerando a busca premente da moda pela inclusão, o bege – a cor que até aqui era muitas vezes apresentada como “tom de pele” ou um neutro que ficaria bem a qualquer mulher – tem vindo a merecer a atenção de designers e marcas, que ultimamente se aperceberam que a tez tem múltiplos tons e abraçaram a multiculturalidade nas respetivas paletas das coleções. Nas últimas estações de moda, o bege multiplicou-se e surgiram diferentes gradações da cor, procurando responder aos muitos tons de pele existentes à escala global. O “nude” – expressão que veio substituir o bege – começa muito próximo do branco e termina muito próximo do preto. Marcas como a Nubian (lingerie), Kahmune (calçado) e mesmo a estabelecida Christian Louboutin têm vindo a explorar a paleta neutra em toda a sua extensão, fazendo da inclusão e da diversidade elementos-chave das coleções.