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  1. Lenzing derruba fronteiras
  2. Punk de regresso no verão
  3. Novo acordo de segurança une retalho
  4. Hugo Boss comprometida com algodão sustentável
  5. Esquema de reembolsos impulsiona ITV indiana
  6. Panasonic apresenta cabide desodorizante

1Lenzing derruba fronteiras

Como parte dos seus esforços para aumentar o peso das fibras especiais nas suas receitas, a produtora austríaca de fibras celulósicas Lenzing pretende estabelecer uma subsidiária na Tailândia e construir uma unidade de produção de liocel nos arredores de Banguecoque até ao final de 2020. A nova unidade, que terá uma capacidade de produção de 100 mil toneladas por ano, ficará localizada no Parque Industrial 304, em Prachinburi. A Lenzing espera que a nova unidade de produção ajude a empresa a alcançar os objetivos previamente anunciados de aumentar a quota de fibras especiais dentro das vendas totais. A gigante das fibras celulósicas anunciou, em agosto passado, um investimento superior a 100 milhões de euros para aumentar a capacidade de produção de fibras especiais em 35 mil toneladas até meados de 2018. «A expansão planeada sublinha o nosso compromisso de apoiar o crescimento do negócio dos nossos clientes, o que resultará em oferecer-lhes produtos ainda mais ecológicos usando fibras Tencel, as fibras botânicas mais sustentáveis do mundo», destacou Stefan Doboczky, CEO da Lenzing. «A expansão para a Tailândia representa o próximo passo consistente na implementação da nossa estratégia SCore Ten como forma de aumentar o peso das fibras especiais e alargar o nosso alcance geográfico. Com a Ásia a representar 70% da receita total do Grupo Lenzing, é lógico que construamos a próxima unidade de produção de fibras Tencel lá», explicou. A Lenzing iniciou recentemente obras para expandir a fábrica em Heiligenkreuz, outra unidade que produz Tencel. A empresa revelou que, até meados de 2018, os seus clientes disporão de 25 mil toneladas adicionais de fibras especiais de liocel. A multinacional austríaca tornou-se recentemente a primeira das maiores produtoras mundiais de fibra de viscose a submeter-se a uma auditoria destinada a avaliar o progresso na eliminação de florestas ameaçadas no aprovisionamento. As fibras especiais ajudaram a Lenzing a aumentar consideravelmente as vendas e praticamente a duplicar o lucro em 2016 (ver Lenzing quase duplica o lucro).

2Punk de regresso no verão

No ano passado, o punk comemorou, oficialmente, quatro décadas. Caótica e, por definição, anárquica, a subcultura que a sociedade de então considerava transgressiva, acabaria por se fraturar em muitas fações e, por conseguinte, passaria a ter cada vez menos importância. A comercialização também reduziu o movimento a uma simples declaração de moda e muitos consideram que o punk morreu com o desaparecimento da banda Sex Pistols, em 1978. Ainda assim, a essência selvagem, criativa e indomável da subcultura continua a evoluir e a viver nos dias de hoje – quer na música, quer na moda. Prova disso, as passerelles do menswear dedicadas à primavera-verão 2017 deixaram-se cruzar por referências da subcultura. Matthew Miller, DSquared2 e Kim Jones exploraram a paleta escura do punk – entre o negro e o violeta –, viajando inclusivamente entre propostas mais ousadas de couro e looks de alfaiataria vestíveis.

3Novo acordo de segurança une retalho

Primark, Hennes e Mauritz (H&M) e Inditex fazem parte da lista de empresas que recentemente se juntaram a sindicatos de trabalhadores para a assinatura do novo “Accord on Fire and Building Safety”, executado até 2021, que entrará em vigor depois da expiração da versão atual, em maio de 2018. Apresentado em Paris no Fórum Global sobre Conduta Comercial Responsável da OCDE, no passado dia 29 de junho, o documento foi, até agora, assinado por 15 marcas e tem como objetivo desenvolver as conquistas do primeiro acordo de segurança, assinado em 2013 como resposta ao colapso do Rana Plaza. Os signatários defendem que o documento tem como propósito dar continuidade ao quadro legalmente vinculativo da versão atual, assim como ao seu compromisso com a transparência, mas ressalvam que o acordo de 2021 agrega novas proteções aos trabalhadores e garante que cada vez mais fábricas sejam inspecionadas. «O novo acordo coloca maior ênfase nos direitos dos trabalhadores e reconhece que a capacitação dos trabalhadores é fundamental para garantir a segurança no local de trabalho», declarou Valter Sanches, secretário-geral da IndustriAll. Christy Hoffman, vice-secretária da UNI Global Union, defendeu que a discussão de práticas empresariais responsáveis ficará incompleta sem um olhar aprofundado sobre o sucesso e a renovação do acordo de Bangladesh.

4Hugo Boss comprometida com algodão sustentável

A marca de moda alemã Hugo Boss é a mais recente adenda à lista dos 460 parceiros da cadeia de aprovisionamento global que já se comprometeram com o programa Cotton Leads para algodão produzido de forma responsável. O programa conjunto tem como objetivo influenciar as estratégias da cadeia de aprovisionamento de algodão, aumentando a consciencialização sobre as características comuns às indústrias australiana e norte-americana de algodão, incluindo práticas de produção responsáveis, regulamentação rígida de proteção do meio ambiente e das pessoas, capacidade de desencadear mudanças positivas a nível nacional, investigação, programas de desenvolvimento e benchmarking de sustentabilidade. Entre as marcas que já se comprometeram com o Cotton Leads encontram-se a Macy’s, Hanesbrands, Fruit of the Loom e Esquel Group. Ao dar as boas-vindas à Hugo Boss no programa Cotton Leads, o CEO da Cotton Australia, Adam Kay, afirmou que, cada vez mais, «as marcas e os retalhistas demonstram um desejo genuíno de apresentar produtos fabricados a partir de matérias-primas obtidas de forma responsável». Heinz Zeller, diretor de sustentabilidade e logística da Hugo Boss, acrescentou que o algodão é uma das matérias-primas mais importantes para os artigos da marca. «O programa Cotton Leads permite que a Hugo Boss aprovisione algodão sustentável, combinando padrões de alta qualidade com disponibilidade garantida», concluiu Zeller.

5Esquema de reembolsos impulsiona ITV indiana

A indústria têxtil e vestuário indiana acredita poder aumentar as exportações nos próximos três anos, gerando um crescimento entre 20% a 30%, graças à implementação do incentivo Rebate of State Levies (ROSL). Cerca de 85% dos exportadores de vestuário reconheceram que beneficiaram do incentivo implementado em setembro do ano passado, segundo uma pesquisa realizada pelo Conselho de Promoção de Exportação de Vestuário (AEPC). Cerca de 65% dos inquiridos avaliam o impacto do ROSL como «alto». O esquema de reembolso de impostos estatais (ROSL) faz parte do pacote especial de 60 mil milhões de rúpias (aproximadamente 814 milhões de euros) aprovado para o sector no ano passado. O esquema destina-se a impulsionar as exportações indianas de vestuário, aumentando assim o investimento e fomentando a criação de emprego no sector. Dados recentes do AEPC mostram que, de março a abril, os exportadores indianos de vestuário conseguiram aumentar a produção em cerca de 30%, empregando pelo menos 5% mais trabalhadores, graças ao ROSL. Os industriais acreditam também que, considerando o impacto do ROSL em tão pouco tempo, podem aumentar a capacidade de produção de forma consistente ao longo de um período de três anos. Cerca de 61% dos exportadores inquiridos afirmam que o esquema pode gerar um crescimento de 15% a 20%. Além disso, 64% dos entrevistados são da opinião que o apoio continuado da ROSL poderá ajudá-los a expandir as suas fábricas, o que motivará a uma maior taxa de emprego (67%), melhor ambiente de trabalho (73%) e melhores preços para os agricultores (50%).

6Panasonic apresenta cabide desodorizante

A multinacional japonesa Panasonic revelou recentemente o seu cabide desodorizante, desenvolvido não só para eliminar odores, mas também para suprimir o pólen. De acordo com a Panasonic, sediada em Osaka, Japão, a consciencialização sobre a higiene cresceu de forma considerável nos últimos anos e cerca de 80% da população do país utiliza pulverizadores desodorizantes ou lava as suas roupas a seco. Equipado com nanotecnologia, desenvolvida pela Panasonic para produzir partículas de água atomizada eletrostática de dimensão nano, o cabide MSDH100 elimina odores como o cheiro a tabaco e o suor das peças de vestuário. Disponível em dois modelos, um que funciona durante cerca de cinco horas e outro para sete, o cabide é «muito económico», com a Panasonic a afirmar que ambos os modelos custam menos do que um dólar (aproximadamente 88 cêntimos) por utilização. O cabide vai estar disponível no Japão a partir de 1 de setembro.