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  1. Denim com personalidade em 2017
  2. Retalho chinês com força on e offline
  3. Havaianas com venda oficializada
  4. Consumidores querem roupa antiodor
  5. Vestuário perde fôlego nos EUA
  6. 140 vestidos icónicos vão a leilão

1Denim com personalidade em 2017

Numa atualização do guarda-roupa ainda a tempo dos festivais de verão – ou das férias, sempre pautadas pelo vestuário casual –, o portal de moda WGSN selecionou as principais tendências de denim em 2017. Os pormenores como badges e patches em vermelho e branco dominam as propostas – com particular destaque para as estrelas, numa estética “americana”. Logo depois, surgem os bralettes e crop tops em denim, uma das peças-chave do guarda-roupa feminino neste verão. No campo dos badges e bordados, vencem ainda os frutos tropicais como o ananás e a papaia. Passando para o menswear, o denim brinda à estética desportiva e é combinado com t-shirts de marcas dos anos 1990, como a Fila. Os apontamentos americanos, nomeadamente bandeiras e estrelas, também transbordam para a ala masculina e, nas lavagens, o azul médio é o favorito.

2Retalho chinês com força on e offline

As vendas a retalho na China aumentaram 10,4% no primeiro semestre de 2017, logo depois da subida de 10% registada no primeiro trimestre, anunciou o Instituto Nacional de Estatística do país. O crescimento foi atribuído ao incremento das vendas online, que escalaram 33,4% em relação ao ano anterior, 1,3% no primeiro trimestre. As vendas a retalho nas áreas rurais cresceram 12,3%, superando o incremento de 10,1% nas áreas urbanas. Enquanto isso, a produção industrial escalou 6,9% durante o primeiro semestre. A produção industrial de junho evidenciou um crescimento de 7,6% face ao ano anterior, ou 1,1% acima do valor observado em maio. No geral, a economia chinesa voltou a prosperar no segundo trimestre, superando as previsões dos analistas. Em termos trimestrais, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,7%, em comparação com os 1,3% verificados no primeiro trimestre, sugerindo que o impulso da economia pode ser ainda mais forte do que o esperado.

3Havaianas com venda oficializada

Depois de um período de negociações, a brasileira J&F Investimentos concordou em vender a participação maioritária na Alpargatas, fabricante das populares Havaianas, às empresas de investimento das famílias bancárias mais proeminentes do país por 3,5 mil milhões de reais (aproximadamente 955 milhões de euros). Nos termos do acordo, a Cambuhy Investimentos, a Itaúsa Investimentos e o fundo Brasil Warrant vão dividir a participação de 54% da J& F na Alpargatas. A tão aguardada venda é a primeira da J&F, a holding que supervisiona a fortuna da família Batista, recentemente atingida por uma multa recorde por corrupção. Os rendimentos da venda irão ajudar a J&F a acelerar os pagamentos da multa de 10,3 mil milhões de reais, segundo a informação avançada pela Reuters. A Alpargatas, com sede em São Paulo, fabrica e comercializa as Havaianas – anualmente, são vendidos 200 milhões de pares dos conhecidos flip flops. A Alpargatas controla também várias marcas de moda brasileiras, incluindo a Osklen.

4Consumidores querem roupa antiodor

Uma pesquisa recentemente realizada pela líder em inovação têxtil suíça HeiQ descobriu que, dentro dos consumidores americanos inquiridos com um nível de atividade considerado médio, todos estavam preocupados com os odores dos seus artigos têxteis. No entanto, as soluções atualmente disponíveis concentram-se no pós-tratamento dos produtos, como a maior frequência da lavagem ou, por exemplo, a utilização de um detergente mais forte, o que, por sua vez, aumenta o impacto ambiental. De acordo com o Textile Market Knowledge Centre (TMKC) da HeiQ, a consciência sobre propriedades antiodor no vestuário ou têxteis domésticos é «significativamente baixa» e, portanto, a comunicação sobre produtos têxteis que utilizam tecnologias de controlo de odor deve ser repensada pelas empresas. Os consumidores inquiridos afirmaram que consideravam atrativo se um produto têxtil pudesse evitar que os odores se desenvolvessem ou até mesmo solucionar os odores do ambiente circundante. Na verdade, os consumidores inclusive estão dispostos a pagar até mais 15% por produtos têxteis com propriedades de controlo de odor, segundo uma pesquisa da Cotton Inc. Se as marcas comunicassem que os seus artigos são antiodor e que não precisam de um ciclo de lavagem extra, a HeiQ acredita que essas empresas poderiam «contribuir indiretamente» para reduzir a pegada ambiental dos seus produtos têxteis e até prolongar a vida útil do produto. Por essa razão, educar o consumidor é de grande importância, refere a empresa. As tecnologias HeiQ são aprovadas pela Bluesign, estão em conformidade com o OekoTex e são testadas para problemas como a sensibilidade da pele. Esse tipo de informação precisa de ser transferida para o consumidor para que se dissipem as suas preocupações, conclui com a empresa.

5Vestuário perde fôlego nos EUA

Nos EUA, os retalhistas de vestuário assistiram a um aumento marginal das vendas no ano até junho de 2017. Os dados mostram que as vendas subiram até aos 21,53 mil milhões de dólares (aproximadamente 18,64 mil milhões de euros), em comparação com os 21,46 mil milhões do ano anterior. Os números representam uma quebra, relativamente aos 21,55 mil milhões de dólares registados em maio. As vendas de lojas de merchandising geral, que incluem os grandes armazéns, subiram de 56,25 mil milhões para 57,19 mil milhões de dólares. As vendas anuais globais no retalho americano cresceram dos 405,32 mil milhões para os 417,5 mil milhões de dólares. Neil Saunders, diretor-geral da GlobalData Retail, afirmou que «depois do crescimento robusto em maio, junho foi um mês mais moderado para as vendas no retalho». Saunders prevê que as vendas no retalho americano continuem a aguentar-se, mas alerta sobre os descontos. «Os retalhistas estão a trabalhar arduamente para atrair clientes, com muitos a recorrerem ao desconto para estimular a compra. Embora esta seja uma boa notícia para os consumidores, é uma má notícia para as margens e irá atenuar os níveis de crescimento», explica.

6140 vestidos icónicos vão a leilão

Depois de um primeiro leilão em 2015, os amantes de guarda-roupas intemporais vão agora poder licitar as criações notáveis – incluindo 20 designs da Dior – que fazem parte da coleção particular do colecionador de moda francês Didier Ludot. O leilão está previsto para o dia 3 de outubro, em associação com a Kerry Taylor Auctions. O leilão exclusivo vai oferecer interpretações do Little Black Dress desde os anos 1920 até à atualidade. Estas peças vintage – avaliadas entre 800 e 5.000 euros – foram criadas pelos mais reputados nomes da indústria da moda, de Coco Chanel a Jean Patou, passando por Marc Vaughan. Alguns dos vestidos da Balenciaga, Yves Saint Laurent, Pierre Balmain ou Yohji Yamamoto já foram emprestados ao MET, em Nova Iorque. As peças em destaque no leilão incluem um clássico vestido preto da Lanvin de 1938, um exemplar da Chanel de 1960 e um Givenchy com costas abertas de 1998.