Início Breves

Breves

  1. Porto inspira nova coleção da Nazareth
  2. Mulher ajuda Levi’s a crescer
  3. Richemont vende Shanghai Tang
  4. Exportações do Sri Lanka caem em abril
  5. Colaborações de moda dominam outono
  6. Alta-costura em beleza

1Porto inspira nova coleção da Nazareth

O Palácio de Cristal, a zona da Ribeira e o Rio Douro embelezam a nova coleção da marca nacional Nazareth. Apresentada no passado mês de junho a coleção “Porto” inclui t-shirts para homem e senhora inspiradas pelos recantos da Invicta. Os preços variam entre os 60 e os 75 euros. Fotografias para vestir é o mote da Nazareth, marca que sugere coleções temáticas como objetos de arte e design. A estamparia de fotografias temáticas permitiu a criação da linguagem própria e altamente visual da marca, que aplica padrões fotográficos em têxteis de alta qualidade. Para dar corpo a coleções de vestuário de homem e mulher – que incluem produtos como tops, t-shirts, túnicas, calções, vestidos ou lenços –, a fundadora Márcia Nazareth seleciona temas que lhe interessam explorar (ver A moda pela objetiva da Nazareth). A cidade do Porto foi a mais recente fonte de inspiração.

2Mulher ajuda Levi’s a crescer

A produtora norte-americana de vestuário denim surpreendeu os analistas no segundo trimestre, terminado a 28 de maio, com um crescimento das receitas na ordem dos 6%, para os 1.068 mil milhões de dólares (aproximadamente 925 milhões de euros). O segmento do vestuário feminino saltou de um negócio avaliado em 800 milhões de dólares nos dias mais sombrios de 2015 para mil milhões de dólares ao ano, impulsionado por avanços tecnológicos na elasticidade e no conforto. Além disso, o segmento registou crescimento em oito trimestres consecutivos. O CEO Chip Bergh afirmou que ainda há oportunidade de crescimento para o segmento, considerando o mercado altamente fragmentado do denim. «E não é apenas no denim. O retalho e o canal direto ao consumidor também estão a crescer», revelou, acrescentando que «é realmente o pacote global da moda de mulher que tem alimentado grande parte do nosso crescimento». As receitas diretas ao consumidor foram as que mais impressionaram, escalaram 13% no trimestre, enquanto as receitas dos grossistas também cresceram 2%, garantindo crescimento em todas as frentes. Regionalmente, a Europa liderou, com um aumento de 17% nas receitas, para os 280 milhões, enquanto as receitas da América e da Ásia cresceram 2%, para os 602 milhões e 185 milhões, respetivamente. Bergh acrescentou ainda que «o negócio está mais diversificado do que nunca, impulsionado pela execução disciplinada das estratégias de crescimento a longo prazo e investimentos na inovação de produtos e na experiência de compra do consumidor».

3Richemont vende Shanghai Tang

O conglomerado de luxo suíço Richemont confirmou a venda da marca de moda chinesa Shanghai Tang a um consórcio de investidores liderado pelo empresário italiano Alessandro Bastagli. Fundada em 1994 pelo empresário de Hong Kong David Tang como alfaiataria de gama alta, a Shanghai Tang tem atualmente 32 lojas em todo o mundo, vendendo vestuário de inspiração asiática para homem e mulher, bem como acessórios e têxteis-lar. Bastagli, em comunicado, adiantou que o objetivo é «relançar e consolidar a Shanghai Tang…concentrando-se na expansão internacional» e que para isso planeia criar uma equipa criativa e de gestão para a marca. O empresário revelou ainda ter adquirido uma participação maioritária na Shanghai Tang com a empresa de capital privado Cassia Investments e um fundo de investimento britânico, cujo nome não foi divulgado. A Richemont assumiu uma participação maioritária na Shanghai Tang em 1998 e adquiriu a totalidade da marca 10 anos depois. «A transação não terá impacto material no balanço patrimonial, fluxo de caixa ou resultados da Richemont no ano que termina a 31 de março de 2018», ressalvou o conglomerado suíço, que registou uma queda de 46% no lucro líquido anual. O acordo foi concluído a 30 de junho. Alessandro Bastagli, sediado em Florença, detém a empresa têxtil Lineapiù Italia, bem como três marcas de moda focadas em vestuário desportivo.

4Exportações do Sri Lanka caem em abril

O Sri Lanka viu as suas exportações de têxteis e vestuário baixarem nos primeiros quatro meses do ano como resultado dos comportamentos de compra sazonais dos seus mercados de exportação, que sofreram uma quebra no início do ano, mas tiveram um crescimento moderado no mês de abril. As exportações de têxteis e vestuário para o período de janeiro a abril totalizaram 1,71 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,48 mil milhões de euros), uma queda de 4,9% face a igual período ano anterior. As exportações de vestuário diminuíram 5,1%, para os 1,61 mil milhões de dólares. No sector de couro, artigos de viagem e calçado, as exportações caíram 1,2%, para os 49,8 milhões de dólares. No mês de abril, as exportações de têxteis e vestuário registaram um aumento moderado de 3%, para os 340,5 milhões de dólares. Os principais mercados de exportação do Sri Lanka nos primeiros quatro meses de 2017 foram os EUA, Reino Unido, Índia, Alemanha e Itália –, representando cerca de 51% das exportações totais. No mesmo período, o Sri Lanka importou 120,2 milhões de dólares em vestuário e acessórios, um aumento de 19,4% em relação ao período homólogo de 2016, enquanto as importações de artigos têxteis e vestuário caíram 4% para os 896,8 milhões de dólares. A União Europeia é o maior mercado de exportação do Sri Lanka, representando cerca de um terço das exportações globais do país.

5Colaborações de moda dominam outono

As colaborações de retalhistas com marcas de autor são agora regulares no calendário da indústria da moda e uma alternativa preciosa para os consumidores conseguirem preencher os seus guarda-roupas com peças de designer sem para isso precisarem de comprometer as finanças. Este ano, há quatro colaborações particularmente aguardadas pelos consumidores. “Eudon Choi x John Lewis”: Eudon Choi, designer que integra o calendário da semana da moda de Londres, alia-se à John Lewis este outono, desenvolvendo cinco designs de vestuário exterior para a gama Modern Rarity. A coleção chega às lojas a 7 de setembro. “JW Anderson x Uniqlo”: as peças desenvolvidas pelo atual diretor criativo da Loewe têm um leque de preços entre as 15 e as 140 libras (aproximadamente entre os 17 e os 160 euros) e apresentam interpretações muito próprias de Anderson a peças de vestuário casuais. A coleção fica disponível a partir do dia 18 de setembro. “Ashish x River Island”: a colaboração entre Ashish e a River Island compreende loungewear de género neutro projetado para estilos de vida descontraídos. A coleção desembarca no dia 21 de setembro. “Erdem x H&M”: sediado em Londres, o designer Erdem Moralioglu é conhecido pelos seus padrões florais e designs românticos e as imagens já reveladas pela H&M num curto vídeo mostram que a coleção-cápsula de edição limitada se mantém fiel à estética da marca fundada em 2005. As peças chegam às lojas a 2 de novembro (ver H&M floresce com a Erdem).

6Alta-costura em beleza

Na recente semana de alta-costura de Paris, dedicada ao outono-inverno 2017/2018, a beleza teve duas abordagens opostas: os tons nude e os rostos praticamente limpos versus maquilhagem dramática e multicolor. A icónica casa Schiaparelli sugeriu uma maquilhagem leve numa paleta nude, destacando apenas as sobrancelhas fartas das modelos. As sobrancelhas e as pestanas também tiveram protagonismo na passerelle da Ralph & Russo, com rostos iluminados pelos tons pêssego e lábios nude. A convidada Rodarte, por sua vez, teve uma abordagem quase impercetível à maquilhagem. Já na Valentino, as pálpebras ganharam vida com um toque de brilho. Do lado da cor, o desfile da Chanel no Grand Palais contou com uma passerelle dominada pelos tons cinza e preto e, por isso, os olhos compensaram com uma paleta vibrante e pálpebras multicoloridas – a maquilhadora Shelley Blaze começou na pálpebra inferior e alcançou as sobrancelhas das modelos. Na Maison Margiela venceu o dramatismo já reconhecido à beleza assinada pela stylist Pat McGrath. As modelos desfilaram com lábios vermelhos metalizados. Na Giambattista Valli dominaram os lábios laranjas e vermelhos num rosto limpo.