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  1. Zara põe iPads nos provadores
  2. Preço acima da ética
  3. Geox aposta forte na China
  4. Uniqlo bate recordes na Coreia do Sul
  5. Retalho de Hong Kong cai com o turismo
  6. Jaeger aumenta vendas mas não evita prejuízo

1Zara põe iPads nos provadores

A Inditex, que detém a Zara, vai instalar iPads nos provadores das lojas Zara para ajudar os clientes e a selecionarem os artigos que pretendem. Segundo a edição online do jornal La Voz de Galicia, a ideia é permitir que os consumidores possam fazer o scan dos itens com o iPad assim que entram no provador e depois, se necessário, poderem pedir tamanhos ou cores diferentes aos funcionários da loja através do dispositivo. O serviço sugere ainda combinações de peças, se os consumidores quiserem experimentar. A Inditex vai testar este projeto numa das suas lojas mais movimentadas em Espanha para depois decidir se dá continuidade ao projeto noutros países. Um serviço semelhante já está em funcionamento para os funcionários de algumas lojas das marcas da Inditex, que há já algum tempo têm um sistema nos seus dispositivos eletrónicos através do qual podem solicitar peças sem terem de usar o telefone para contactar os colegas do armazém. A maior concorrente da Zara, a H&M tentou uma bordagem diferente no ano passado, quando colocou caixas registadoras e consultores de vendas na área de provadores, evitando que os clientes fiquem na fila nas caixas habituais.

2Preço acima da ética

A maioria dos consumidores britânicos coloca o preço acima da ética quando toma decisões de compra, apesar da recente introdução da legislação Modern Slavery Act. Um estudo da YouGov e do gabinete legal Winckworth Sherwood mostra que apenas 7% da população do Reino Unido afirma que preocupações éticas sobre escravatura, trabalho forçado e tráfico humano tem a mesma ou uma influência maior nas decisões de compra do que o preço e a qualidade. Os consumidores colocam a escravatura na cadeia de aprovisionamento num patamar bastante baixo no que diz respeito às compras que fazem, abaixo da conveniência (14%), reputação da marca (13%) e recomendações de amigos e família (9%). A transparência sobre a situação fiscal da empresa (2%) foi a única questão que ficou abaixo na lista. O preço (76%) e a qualidade (62%) foram considerados os fatores mais importantes. Isto apesar da nova lei Modern Slavery Act, que exige que as empresas no Reino Unido façam um relatório sobre como estão a combater a escravatura moderna, tanto diretamente nos seus negócios como na sua cadeia de aprovisionamento. Segundo o estudo, em 2013 foram denunciados mais de 1.700 casos de escravatura no Reino Unido, com o problema a afetar mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo. «Estes dados podem sugerir que muitos consumidores dão como garantido que as empresas agem de forma responsável, por isso sentem-se confortáveis a centrarem-se no preço e na qualidade em relação a outros fatores», afirma Andrew Yule, associado na equipa de emprego da Winckworth Sherwood. «Mas será interessante ver se os novos relatórios das empresas sob o Modern Slavery Act vai aumentar a consciência dos consumidores e influenciar materialmente as prioridades quando fazem escolhas de bens e serviços», acrescenta. Do estudo, que envolveu 1.678 pessoas no Reino Unido e foi realizado a 3 e 4 de novembro, ressalta ainda que os inquiridos mais jovens (18 a 24 anos) dão mais importância a questões relacionadas com escravatura moderna do que outros inquiridos, destaca Yule. Em outubro, um estudo semelhante levado a cabo pelo Ashridge Centre for Business and Sustainability da Hult International Business School e a Ethical Trading Initiative concluiu que cerca de 71% das empresas britânicas acredita que é provável que ocorram situações de escravatura moderna em algum ponto das suas cadeias de aprovisionamento. As marcas e retalhistas estão ainda preocupados sobretudo com os riscos para a sua reputação, mas reconhecem que os riscos reais são para os direitos humanos dos trabalhadores. E compreendem que têm de fazer uma abordagem diferente à gestão do risco.

3Geox aposta forte na China

A marca de calçado Geox vai abrir 350 lojas na China através de uma parceria exclusiva com a Pou Sheng International, uma distribuidora de sportswear sediada em Hong Kong. A produtora e retalhista italiana de calçado tem como objetivo concluir esta expansão até 2020, numa estratégia que inclui lojas da marca e shop-in-shops em cadeias de lojas de calçado e grandes armazéns, sobretudo nas principais cidades chinesas. Em declarações ao jornal China Daily, o CEO da Geox, Giorgio Presca, afirmou que o crescimento da classe média na China foi a melhor coisa que podia ter acontecido para a Geox, já que os consumidores estão mais atentos às marcas e exigem uma maior qualidade nos produtos. Atualmente o mercado chinês representa apenas 2% do volume de negócios da Geox, segundo Presca, mas deverá registar a maior taxa de crescimento este ano entre todos os seus mercados. Nos primeiros nove meses do ano, a Geox registou um aumento global de 6,1% do seu volume de negócios.

4Uniqlo bate recordes na Coreia do Sul

A Uniqlo tornou-se a primeira marca de vestuário a atingir vendas anuais de um bilião de won (809,7 milhões de euros) na Coreia do Sul – ultrapassando os concorrentes locais e internacionais que sentiram dificuldades num ano de abrandamento do consumo local. A cadeia japonesa de casualwear registou um volume de vendas de 1,12 biliões de won no ano fiscal terminado em agosto, o que representa um aumento de 25% e marca o valor anual de vendas mais elevado desde que entrou no mercado, em 2005. O lucro também aumentou 47%, para 119,4 mil milhões de won. Os analistas consideram que a Uniqlo foi capaz de responder às necessidades dos consumidores por vestuário básico e simples, sobretudo numa altura de abrandamento económico. Em comparação, cadeias locais de casualwear como a Bean Pole, K2 e Black Yak registaram vendas anuais de cerca de 700 mil milhões de won. A Uniqlo atualmente tem uma parceria com a gigante do retalho Lotte na Coreia do Sul para simplificar a sua rede de distribuição.

5Retalho de Hong Kong cai com o turismo

Em outubro, as vendas a retalho em Hong Kong caíram 3% em termos anuais, num reflexo do abrandamento do consumo por parte de turistas, particularmente em artigos de luxo como relógios e joalharia. Os dados de outubro do departamento de censos e estatística do território dão conta de uma ligeira melhoria relativamente à quebra de 6,3% em setembro, graças sobretudo a um crescimento nas vendas de bens de consumo duráveis e ao lançamento de novos modelos de smartphones. O valor das vendas de relógios, joalharia e presentes mais dispendiosos diminuiu 17%, enquanto as vendas de vestuário desceram 5,7% e as vendas de calçado e acessórios de desporto caíram 1,3%. As previsões para as vendas a retalho continuam pouco positivas devido ao abrandamento do turismo, ao enfraquecimento da economia mundial e baixa confiança dos consumidores locais.

6Jaeger aumenta vendas mas não evita prejuízo

A retalhista de moda britânica Jaeger não conseguiu dar a volta aos prejuízos do ano passado, apesar de uma forte subida das vendas. A marca, detida pela Better Capital, registou um prejuízo bruto no ano até 28 de fevereiro de 15,4 milhões de libras (21,8 milhões de euros), apenas 0,4 milhões de libras menos do que no ano anterior. As vendas totais aumentaram 6%, para 84,2 milhões de libras, enquanto as comparações subiram 8%. As vendas online cresceram 42%, graças às vendas através de dispositivos móveis, como telemóveis e tablets, que representam agora 36% das vendas online. O grupo atribuiu às temperaturas anormalmente quentes no outono passado parte da culpa pelos resultados, uma vez que levaram a mais promoções que afetaram as margens brutas em 2%. As vendas totais de vestuário de senhora subiram 4%, graças a um aumento de 20% no outerwear e de 9% no vestuário em malha, que compensou a quebra de 15% registada na venda de vestidos. No final do verão, a Better Capital contratou a consultora AlixPartners para explorar opções, incluindo uma venda. Está também a preparar a saída da flagship de Regent Street, em Londres, no próximo ano, depois de uma presença de 80 anos.