Início Breves

Breves

  1. Galeries Lafayette compram La Redoute
  2. Vestido viral na Zara
  3. New York City Ballet vestido a rigor
  4. Pijamas do séc. XV inspiram marca
  5. Denim a dobrar na Asos
  6. Jeremy Scott reinventa UGG’s

1Galeries Lafayette compram La Redoute

As Galeries Lafayette adquiriram uma participação maioritária da retalhista de comércio eletrónico La Redoute por um valor ainda não divulgado, confirmaram as duas empresas esta quinta-feira num comunicado divulgado pelo portal de moda The Business of Fashion. Através da holding Motier, os grandes armazéns de luxo franceses compraram 51% da La Redoute, apresentada em 1928 com um modelo de negócio de catálogo. O objetivo é adquirir a totalidade da La Redoute e as Galeries Lafayette asseveraram que a ambição é criar um grupo de retalho omnicanal líder. A sua eventual propriedade de 100% da La Redoute fará das Galeries Lafayette o principal ator do mercado francês de vestuário em termos de receita, de acordo com o comunicado. «Enquanto as indústrias da moda e retalho enfrentam mudanças globais sem precedentes, o posicionamento e a experiência complementares da La Redoute e das Galeries Lafayette vão estabelecer-nos como retalhista físico e digital líder especializado em moda e mobiliário doméstico, com raízes francesas e alcance internacional», avançou o presidente executivo das Galeries Lafayette, Philippe Houzé. A aquisição da La Redoute é a mais recente iniciativa numa estratégia omnicanal agressiva das Galeries Lafayette. No ano passado, a retalhista adquiriu o website de vendas flash BazarChic. Contudo, as Galeries Lafayette – que têm 62 lojas em todo o mundo (57 só em França) – enfrentam uma forte concorrência doméstica do Le Bon Marché, detido pelo conglomerado LVMH, bem como do seu recém-lançado 24 Sèvres. A La Redoute contabiliza atualmente 750 milhões de euros em receitas anuais e agrega nove milhões de visitantes mensais.

2Vestido viral na Zara

Depois de, no ano passado, o popular blusão amarelo de polipele (ver Febre amarela na Zara) ter dominado os blogues de moda e as ruas com igual força, originando diversas publicações nas redes sociais e, até, análises sociológicas – tendo inclusivamente sido noticiada uma nova estirpe de “febre-amarela”, face à cobiça em torno da peça –, este verão a Zara conseguiu colocar no mercado um vestido viral. Primeiramente usado pelas influenciadoras nas redes sociais e depois por mulheres anónimas nos quatro cantos do mundo, o vestido em questão, em sarja leve, de ombros descobertos e com folhos, alimenta inclusivamente um blogue – inteiramente dedicado ao modelo. “The Blue Off-The-Shoulder Dress From Zara” é o nome do diário digital que vai catalogando a popularidade da peça, fotografando mulheres à escala global rendidas ao vestido da Zara.

3New York City Ballet vestido a rigor

A Off-White, marca assinada pelo designer Virgil Abloh, e a Monse, que conta com o comando criativo da dupla Laura Kim e Fernando Garcia, bem como os designers Jonathan Saunders e Tsumori Chisato são as últimas confirmações do New York City Ballet. Num comunicado, a instituição anunciou que os designers foram escolhidos para desenvolveram os figurinos dos seus bailarinos para a gala de outono de 2017, que acontece no dia 28 de setembro. Tal como nas temporadas anteriores, os designers foram acompanhados por coreógrafos, que os ajudaram a criar os figurinos para as performances. O grupo de designers deste ano junta-se assim a uma lista que inclui nomes como Valentino (2012), Olivier Theyskens (2013), Sarah Burton para a Alexander McQueen (2014), Carolina Herrera (2014), Thom Browne (2014) e Dries Van Noten (2016).

4Pijamas do séc. XV inspiram marca

A sensibilidade maximalista da designer alemã Anna Heinrichs materializou-se na Horror Vacui, marca de vestuário feminina nascida em 2012. «É uma expressão latina que descreve o instinto humano para decorar, o desejo de preencher um espaço vazio com todos os tipos de detalhes», explicou ao The New York Times. Camisas de dormir luxuosas (para o dia e para a noite), tops leves e fluidos e camiseiros oversized em seda e algodão egípcio são as peças-chave da marca, que se deixa inspirar pelos pijamas encontrados na região da Baviera nos séculos XV e XVI. «Fiquei fascinada pelas camisas de dormir dos séculos XV e XVI, que eram usadas pelos aristocratas para se protegerem do frio», revelou. Heinrichs definiu a cliente Horror Vacui como «alguém que aprecia a vida plena e gosta de sonhar». A coleção primavera-verão de 2018 da marca – que está disponível para pré-encomenda online – inclui calças palazzo, slip dresses e uma blusa estampada com mangas abalonadas.

5Denim a dobrar na Asos

2017 tem sido um ano dominado pelas propostas de denim ousadas – algumas, até, bizarras (ver As bizarrias do denim) – e a retalhista britânica de vestuário Asos quis entrar na corrida. A mais recente proposta no tecido intemporal e democrático são uns jeans combinados com minissaia, ambos de bainhas desfiadas, uma tendência que nos anos 1990 fez furor junto dos elementos de algumas girlsband. A peça híbrida, longamente batizada “Liquor N Poker Denim Skirt over Jeans with Pearl Detail”, é o produto da Asos atualmente mais discutido pelos cibernautas e custa cerca de 70 dólares (aproximadamente 59 euros).

6Jeremy Scott reinventa UGG’s

O designer é conhecido pelas suas propostas pop, coloridas e gráficas e a marca de calçado australiana tem vindo a manter-se fiel a uma estética clean e propostas confortáveis ao longo dos seus longos anos de existência. Agora, a coleção-cápsula de edição limitada que junta os dois universos é desvendada já este mês de setembro. «Comprei um par de botas UGG e apaixonei-me por elas, não perderia a oportunidade de fazer a minha interpretação às botas», justificou Jeremy Scott. A abordagem de Scott ao calçado confortável nascido nos anos 1970 é inspirada pelo espírito californiano e pela cultura pop de Los Angeles, com aplicações de flores e estampados com chamas e os preços variam entre as 75 e as 995 libras (aproximadamente entre 81 e 1.077 euros).