Início Breves

Breves

  1. Primark acusada de bullying
  2. Irma atinge retalho
  3. Zara online na Índia
  4. Hermès com resultados recorde
  5. Millennials querem funcionários nas lojas
  6. C&A aposta no serviço ao cliente português

1Primark acusada de bullying

A retalhista de moda rápida Primark foi recentemente acusada de promover comportamentos de bullying depois de uma nova gama de t-shirts, que inclui citações do filme de culto “Mean Girls”, ter chegado às lojas. A terapeuta Dawn Thomson, uma das várias consumidoras que se insurgiram contra a linha de produtos da retalhista, defende que as t-shirts, que incluem slogans como “You can’t sit with us” (“Não podes sentar-te connosco”) são irresponsáveis e que a Primark não considerou o impacto potencial que as peças poderiam ter em pessoas que já se sentem isoladas. Depois de ver as t-shirts na secção de mulher numa loja de Edimburgo, Thomson entrou imediatamente em contacto com a marca, divulgando as imagens na rede social Twitter. «Sinto-me envergonhada ao ver estas t-shirts à venda na Primark», escreveu. «Irresponsável e inaceitável», acrescentou. Respondendo às críticas, um porta-voz da Primark limitou-se a afirmar que «as t-shirts são merchandising licenciado do popular filme».

2Irma atinge retalho

O furacão Irma está a assolar o retalho norte-americano e a moda está no epicentro da tempestade. Os retalhistas que vendem bens alimentares e artigos de bricolagem –críticos em cenários de destruição como este –, estão melhor posicionados do que aqueles que vendem artigos de moda e produtos de «sem valor crítico», de acordo com uma nota da Cowen & Co. enviada para o portal Retail Dive. A Cowen & Co. Sublinhou também as suas «preocupações de médio prazo» com as ruturas relacionadas com a cadeia de aprovisionamento em todas as categorias de produtos. Estas ruturas poderão traduzir-se em atrasos no aprovisionamento de stocks para a quadra natalícia, de acordo com os analistas da Cowen & Co. Antes de agosto – e da tempestade – os vendedores no marketplace da Amazon apelaram à retalhista para permitir a expedição de merchandising alusivo à quadra natalícia. Como consequência do Irma, no retalho (incluindo restauração) poderão ser perdidos aproximadamente 2,75 mil milhões de dólares (aproximadamente 2,31 mil milhões de euros) em vendas, além dos custos com os danos causados diretamente pela tempestade, de acordo com a Planalytics.

3Zara online na Índia

A Zara confirmou recentemente o dia 4 de outubro como a data oficial do lançamento do seu portal de comércio eletrónico na Índia. Esta chegada ao mercado indiano faz com que a retalhista espanhola possa vender diretamente aos consumidores indianos através de uma plataforma de retalho online própria. A Zara tem presença na Índia desde 2010, com 18 lojas físicas e através de plataformas online como a Amazon. A notícia da chegada à Índia surge enquadrada nos planos da retalhista para a abertura de mais lojas na Índia, apesar de uma desaceleração na disponibilidade de espaço de retalho. «Os planos são abrir mais algumas lojas Zara na Índia nos próximos três a quatro anos nas principais cidades – o principal desafio para uma expansão mais rápida é a disponibilidade de espaços de retalho de alta qualidade», afirmou a Trent, parceiro indiano de joint venture da Zara

4Hermès com resultados recorde

A Hermès informou esta semana que a margem operacional do primeiro semestre atingiu a percentagem recorde de 34,3% das vendas, face aos 33,9% do período homólogo do ano passado, embora a empresa francesa de artigos de luxo tenha deixado uma nota de cautela aos investidores, considerando o impacto da força do euro. O presidente-executivo, Axel Dumas, ressalvou também que a performance do primeiro semestre não pode ser extrapolada para o ano inteiro. Pode haver um impacto negativo de um euro mais forte sobre os lucros de 2018, explicou. «Tentamos ser ambiciosos, mas somos cautelosos num ambiente muito volátil», acrescentou. O lucro operacional cresceu 13%, atingindo um recorde de 931 milhões de euros no primeiro semestre de 2017, devido às fortes vendas. Em julho, a Hermès divulgou um crescimento de 9,7% nas receitas, a taxas de câmbio constantes, para os 2,7 mil milhões de euros, graças a uma forte performance na divisão de artigos de couro, que representa 50% das vendas do grupo. A indústria de bens de luxo sofreu nos últimos dois anos com a desaceleração do mercado chinês, enquanto os sucessivos atentados terroristas em continente europeu dissuadiram alguns turistas a viajar para a Europa. No entanto, a Hermès e os rivais como o LVMH e o Kering, começaram a assinalar uma recuperação na procura da China e nos gastos dos turistas na Europa.

5Millennials querem funcionários nas lojas

Aproximadamente 66% dos millennials consideram os funcionários de loja «extremamente importantes» para a sua experiência de compra, de acordo com um estudo da ChargeItSpot. Por outro lado, os baby boomers são a demografia que se mostra mais à vontade com o fim dessa interação humana, com 22% a avaliarem os funcionários de loja como «sem importância». O estudo descobriu também que 43% dos 600 consumidores inquiridos deixariam de comprar num local onde os robots viessem a substituir os humanos. «Estamos a ver cada vez mais tecnologia a ser integrada na experiência de loja», analisou Douglas Baldasare, CEO e fundador da ChargeItSpot, no relatório. «A Amazon já está a testar o processo de pagamento sem caixas na Amazon Go, eliminando completamente a necessidade de funcionários. Todavia, embora isso possa parecer uma vantagem para alguns, pode afastar os clientes das lojas», reconheceu.

6C&A aposta no serviço ao cliente português

Melhorar a experiência de compra dos clientes foi o mote na abertura da nova C&A de Telheiras, Lisboa. Com mais de 1.300 metros quadrados, o novo espaço apresenta uma inovadora disposição dos produtos. «Este novo conceito de loja, já testado no início de 2016 na cidade belga de Wijnegem e lançado com sucesso noutros sete locais na Bélgica e na Alemanha, é apelativo para os clientes devido ao seu design aberto, apresentação de produtos atrativa e serviços personalizados», destaca a marca em comunicado. A loja dispõe ainda de novas zonas e funcionalidades, como uma zona de espera, acesso a pessoas com mobilidade reduzida e espaço para as crianças. «O objetivo da C&A é renovar a imagem em todas as suas lojas, para promover uma experiência de compra descomplicada e inspiradora, que pretende atrair e agradar muitos novos clientes», acrescenta a C&A. O serviço ao cliente intuitivo é um dos elementos que define o novo conceito de loja da C&A, agora implementado na nova loja de Telheiras. O sistema “Spine” – sistema de apoio ao cliente, a ser utilizado em todas as lojas – leva os clientes do Style Court, na área de entrada, até outros pontos de destaque, como novas áreas de espera, provadores, elementos essenciais como as secções de “Ganga”, “Básicos” e “Lingerie” e, por fim, até às caixas. O princípio de orientação do sistema “Spine” é melhorado pelo novo conceito de iluminação que, não só destaca os produtos de forma eficaz, como também poupa energia graças à tecnologia LED.