Início Breves

Breves

  1. Retalho falha expectativas em agosto
  2. Aerosoles declara-se insolvente
  3. H&M tropeça nos descontos
  4. Chineses focados no bem-estar
  5. Modatex viaja para Abu Dhabi
  6. Victoria’s Secret e Sephora favoritas dos adolescentes

1Retalho falha expectativas em agosto

As vendas no retalho norte-americano caíram 0,3% em agosto, comparativamente a julho, mas cresceram 3,3% comparativamente ao período homólogo de 2016, de acordo com o último relatório mensal do Departamento de Comércio dos EUA, divulgado na semana passada. As vendas de comércio eletrónico caíram 1,1% em relação a julho e subiram 8,4% em termos anuais, de acordo com o relatório. Nos grandes armazéns, as vendas caíram 0,1% em relação a julho e 0,8% em relação ao ano passado; as vendas de eletrónica caíram 0,7% em relação a julho e 3,5% em termos anuais; e as vendas de vestuário e acessórios caíram 1% em relação a julho e subiram 0,6% em relação ao ano passado. Enquanto isso, as vendas em lojas de artigos desportivos cresceram 0,1% em relação a julho e caíram 1,4% em relação ao ano passado, e as vendas em lojas de mobiliário cresceram 0,4% comparativamente a julho e 5,4% em relação a 2016. O furacão Harvey impactou os resultados mensais do retalho, mas «há indícios, junto das empresas, de que o furacão teve quer efeitos positivos, quer efeitos negativos nas suas vendas, enquanto outras declararam não ter sido afetadas». O relatório sinaliza a maior queda nas vendas do retalho em seis meses, de acordo com a Reuters, falhando as expectativas dos analistas, que esperavam um ligeiro crescimento. O analista da Gordon Haskett, Chuck Grom, observou que o declínio global de 0,2% das vendas mensais falhou a estimativa da Gordon Haskett de um crescimento de 0,2%.

2Aerosoles declara-se insolvente

A marca de calçado Aerosoles declarou-se insolvente na semana passada, com o objetivo de conseguir a venda ou o refinanciamento da empresa. Inicia-se agora o período de 60 dias para a receção de propostas. Estabelecida em 1987, a Aerosoles ficou mundialmente famosa nos anos 1990. Agora, com uma dívida estimada em 109 milhões de dólares (aproximadamente 91 milhões de euros), a marca entregou em tribunal um pedido de insolvência, ao mesmo tempo que considera o encerramento de 95% das suas lojas (em 2016, fecharam portas 30 lojas da marca, o que reduziu para 78 o número de pontos de venda Aerosoles). A Aerosoles justificou a situação com o declínio do tráfego nos centros comerciais e a preferência pelas compras online. A empresa sediada em Nova Jérsia pretende conseguir uma proposta de compra ou refinanciamento do seu negócio, com o intuito de apostar no canal online. A diretora-executiva da marca conhecida pelas suas propostas de calçado confortáveis, Denise Incandela, afirmou que «essa reestruturação permitirá que a Aerosoles se transforme numa marca mais forte e mais vibrante, bem como posicionar a empresa para o crescimento futuro».

3H&M tropeça nos descontos

Na H&M, os descontos abrandaram o crescimento das receitas do terceiro trimestre, de acordo com uma nota enviada pela retalhista na semana passada. A empresa informou que as vendas totais nos três meses encerrados a 31 de agosto cresceram 5%, incluindo IVA, para os 59,38 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 6,2 mil milhões de euros), em linha com as expectativas dos analistas. As receitas, excluindo o imposto sobre vendas, cresceram também 5%, para os 51,23 mil milhões de coroas suecas. Entretanto, a rede global de lojas H&M atingiu os 4.553 pontos de venda também a 31 de agosto, comparativamente aos 4.135 de há um ano. As vendas no trimestre foram afetadas pelos «descontos de verão significativamente mais prolongados este ano do que no trimestre correspondente do ano passado – tanto em termos de número de itens, como em termos de desconto médio por peça –, o que afetou o crescimento da receita», confirmou a H&M. No entanto, os descontos alargados do verão ajudaram a conseguir uma melhor posição em termos de stock e a garantir boas condições para a chegada da oferta de outono.

4Chineses focados no bem-estar

Um relatório recente da Mintel mostrou que, em 2017, os chineses estão a assumir-se como consumidores mais seletivos. Com a economia do país a crescer a um ritmo moderado, os chineses estão a enfrentar pressões crescentes nas finanças pessoais e, por isso, em 2017, os consumidores urbanos estão visivelmente mais conservadores em relação aos seus gastos do que em 2016. Ainda assim, não é que exista uma total contenção – de acordo com o relatório, 36% dos consumidores gastaram mais em 2017. Contudo, há um ano, o número de inquiridos que assumiram estar a gastar mais rondou os 43%. Enquanto isso, 49% admitiram estar a gastar o mesmo que em 2016. Tal como a maioria dos consumidores globais, os chineses parecem estar particularmente interessados em gastar mais dinheiro com experiências. A pesquisa da Mintel mostrou que os gastos gerais dos consumidores cresceram 10,5%, atingindo os 33,5 mil milhões de dólares (aproximadamente 28,1 mil milhões de euros) em 2016 e, entre as categorias que mais cresceram, constam o bem-estar e o entretenimento. O relatório prevê que os gastos dos consumidores cresçam 8,4% anualmente até 2021 e, ainda que a moda seja, atualmente, uma das categorias mais relevantes, o bem-estar está pronto para superar o vestuário e acessórios para se tornar o terceiro maior grupo de gastos. Alcançar um estilo de vida saudável continua a ser a principal prioridade dos consumidores chineses, com “ter uma alimentação mais saudável” (80%) e “exercitar-se mais” (75%) entre os dois principais objetivos para o ano. “Viajar para novos lugares” tem sido um objetivo cada vez mais importante nos últimos quatro anos, passando do nono lugar em 2014 para o terceiro lugar em 2017. Enquanto isso, “passar mais tempo com a família” (73%) caiu da terceira posição em 2014 para a sexta posição em 2017.

5Modatex viaja para Abu Dhabi

Os concorrentes e jurados que vão representar Portugal reuniram-se, entre os dias 11 e 15 de setembro, para um treino intensivo no IEFP – Serviço de Formação Profissional, do Porto, preparando-se assim para o Campeonato do Mundo das Profissões – “WorldSkills Abu Dhabi 2017”. Esta preparação contou com a presença de 14 concorrentes e 14 jurados. Recorde-se que Joana Queirós, formanda do Modatex que já participou no Campeonato Nacional e no Campeonato Europeu (EuroSkills) das Profissões, será a representante portuguesa na prova de Tecnologia de Moda. No dia 14 de setembro foi ainda apresentada a equipa portuguesa que vai competir no “WorldSkills Abu Dhabi 2017”, a decorrer de 15 a 18 de outubro na capital dos Emirados Árabes Unidos.

6Victoria’s Secret e Sephora favoritas dos adolescentes

No seu relatório “Teen Summer Spending”, a app Current mostrou que o vestuário e os acessórios representaram 12% de todos os gastos dos adolescentes no retalho durante o verão. O grande vencedor foi a Victoria’s Secret. A marca capturou 7,2% dos gastos dos adolescentes em vestuário, mais 50% do que a retalhista que se seguiu na lista. Enquanto isso, os cosméticos representaram 2% dos gastos e Sephora e Ulta Beauty juntaram a maior quota. As duas marcas representaram 65% dos gastos dos adolescentes entre os 13 e os 16 anos em cosmética. Os 15 maiores retalhistas de vestuário representaram aproximadamente metade de todos os gastos, com a Victoria’s Secret na liderança, seguida pela American Eagle (4,8%), Urban Outfitters e H&M (ambas com 4,2%), PacSun (3,4%), Brandy Melville (3,4%), Forever 21 (3,2%) e Zumiez (2,8%). Na beleza, a Sephora e a Ulta dominaram, com a primeira a assumir uma quota de 34,3% e a segunda com 31,1%. A Lush conseguiu o terceiro lugar com 8,6%.