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  1. Acende-se a luz da ModaLisboa
  2. Primark volta a somar
  3. Denim a dobrar é tendência
  4. Retalho americano otimista no Natal
  5. Amazon na corrida dos wearables
  6. Victoria Beckham vence NYFW

1Acende-se a luz da ModaLisboa

A edição primavera-verão 2018 da ModaLisboa, com o leitmotiv “Luz” – celebrando a luz da cidade que batizou e acolhe o certame – está em contagem decrescente. O calendário começa a contar-se no próximo dia 5 de outubro, quinta-feira, com as Fast Talks, na Estufa Fria, para dar depois lugar aos desfiles, nos dias 6,7 e 8, com a coleção de Filipe Faísca a fechar. O melhor da produção de moda nacional vai iluminar o Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, com sete desfiles Lab agendados para o jardim do parque, assim como a apresentação das propostas da Eureka. Ao todo, serão 15 os desfiles a realizar indoors, incluindo o Sangue Novo, marcado para sexta-feira 6 de outubro. Depois de quatro edições a apresentar no Sangue Novo, Carolina Machado estreia-se na plataforma Lab ao lado da marca Imauve, da jovem designer Inês de Oliveira. Outra novidade Lab será a colaboração de Nair Xavier com a Diniz & Cruz. Sábado, 7 de outubro, assinala o regresso de Aleksandar Protic à passerelle da ModaLisboa. O calendário completo de desfiles pode ser conhecido aqui.

2Primark volta a somar

Na mais recente atualização, a empresa-mãe da Primark, Associated British Foods (ABF), informou que os resultados da retalhista de moda rápida superaram as expectativas, depois de um 3.º trimestre e do 1.º semestre particularmente fortes. A sua quota de participação no mercado total de vestuário do Reino Unido também «aumentou significativamente». Em termos comparáveis, espera-se que as vendas da Primark cresçam 13%, ou até 20% às taxas de câmbio reais, impulsionadas pelo aumento do espaço de vendas no retalho. Em termos de mercados, as vendas a retalho da Primark estiveram «particularmente bem no Reino Unido», segundo a ABF, onde as vendas para o ano deverão crescer 10%. Depois de um bom 1.º semestre, as negociações do 3.º trimestre foram particularmente fortes no início da Páscoa. O tempo favorável na transição para o 4.º trimestre e uma oferta reforçada de produtos significaram menos remarcações, enquanto as primeiras vendas da nova coleção outono-inverno foram «encorajadoras». A empresa sublinhou ainda que continua a expandir-se nos EUA e está a «ajustar» as suas coleções ao mercado. A Primark abriu três novos espaços de venda nos EUA durante o ano e a 9.ª loja está programada para abrir no próximo em Brooklyn, Nova Iorque. A Primark inaugurou 30 novas lojas em nove países no último ano. Atualmente, a retalhista gere uma rede de 345 lojas com 11 pontos de venda adicionados ao Reino Unido, três adicionados a Espanha, França, Holanda, Itália e aos EUA, dois adicionados ao mercado alemão, um na Bélgica e um na Irlanda. França, Alemanha e Reino Unido vão assistir à maior expansão global da retalhista no próximo ano fiscal, mercados onde a Primark planeia a abertura de 19 novas lojas.

3Denim a dobrar é tendência

As bizarrias do denim (ver As bizarrias do denim) ainda não acabaram. Em 2017, o tecido clássico e intemporal tem-se assumido como o mais ousado exercício criativo para designers e marcas e, recentemente, chegou mais uma sugestão inusitada. Depois dos jeans com fechos em locais inusitados, dos jeans aparentemente lamacentos e dos jeans-saia, os jeans com dupla cintura foram sugeridos pela designer Natasha Zinko e estão a causar furor nas redes sociais, prometendo conquistar – apenas – os guarda-roupas de mulheres sem medo de arriscar nos coordenados. À venda online por 695 dólares (aproximadamente 580 euros) os jeans com duas cinturas, duas lavagens e de silhueta boyfriend agradaram a uns pela extravagância e revoltaram outros exatamente pelo mesmo motivo.

4Retalho americano otimista no Natal

Com uma escalada do rendimento disponível e a confiança do consumidor em subida nos EUA, a temporada de compras de Natal poderá ser um período particularmente saudável de vendas, depois de um ano tumultuoso. A Deloitte espera que os retalhistas tenham um crescimento das vendas até 4,5%. No ano passado, as vendas totais da temporada subiram 3,6%. As vendas de comércio eletrónico, entretanto, deverão crescer 18% a 21% durante a quadra natalícia de 2017. As vendas digitais cresceram 14,3% em 2016. «Os indicadores de sentimento económico e de gastos estão a disparar, mas a questão é: como vão responder os retalhistas, dada a profunda disrupção em toda a indústria?», questionou Rod Sides, da Deloitte. Ainda assim, a Deloitte antecipa que as vendas totais do período que se estende de novembro a janeiro alcancem os 1,04 biliões de dólares (aproximadamente 868 mil milhões de euros). As vendas de comércio eletrónico podem atingir o máximo de 114 mil milhões, de acordo com a Deloitte. No geral, o consumidor parece estar muito mais estável, reconheceu Sides. «No ano passado, estávamos a atravessar um período de eleições… com muita reação emocional nos dois lados. Penso que o consumidor estabilizou», acrescentou. Uma das potenciais ameaças para o sector de retalho na quadra natalícia é o crescimento do número de consumidores que economiza dinheiro, o que pode levar a uma quebra nos gastos. O impacto dos furacões que assolaram o território norte-americano também ainda não é conhecido.

5Amazon na corrida dos wearables

A Amazon pode estar a trabalhar no seu primeiro dispositivo wearable – um par de óculos inteligentes, informou o Financial Times. O dispositivo, com o design de um par de óculos tradicional, permitirá que o assistente digital Alexa da Amazon seja convocado a qualquer momento, em todos os lugares. Um sistema de áudio permitirá que o utilizador ouça a Alexa sem necessitar de colocar fones nos seus ouvidos, de acordo com o relatório. A Amazon não se mostrou disponível para comentar a notícia. No início deste ano, a Alphabet reintroduziu no mercado o seu dispositivo wearable semelhante, os óculos Google Glass, depois de interromper a sua produção no ano passado.

6Victoria Beckham vence NYFW

Na mais recente semana de moda de Nova Iorque, Victoria Beckham foi a grande vencedora. A marca epónima da designer agregou mais de 5,6 milhões de interações – entre gostos, partilhas e pesquisas – nas redes sociais Facebook, Google+, Instagram, Tumblr, Twitter, YouTube e Wikipedia, ou 17% do total de interações da NYFW. Os dados foram partilhados pela ListenFirst e mostraram que a Calvin Klein e a Michael Kors também pontuaram alto, com 2,9 milhões e 2,2 milhões, respetivamente, de interações. O mediático desfile da Fenty x Puma atraiu 1,8 milhões de interações, ficando em 5.º lugar na lista. Em 4.º lugar ficou a marca epónima da designer Sherri Hill, mostrando que os designers não precisam de desfrutar de um reconhecimento global para causarem impacto. Hill agregou 1,9 milhões de interações, à frente da Ralph Lauren (1,7 milhões), Tom Ford (1,6 milhões) e Marc Jacobs (1,1 milhões).