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  1. Lapidus estreia-se na Lanvin
  2. Pequenas bolsas, grande estilo
  3. Alibaba prepara expansão internacional
  4. Millennials usam novas ferramentas de retalho
  5. Nike com resultados mistos
  6. A reinvenção da gabardina

1Lapidus estreia-se na Lanvin

Encenado no Grand Palais, Paris, o desfile da Lanvin dedicado à primavera-verão 2018 aconteceu durante a tarde de quarta-feira, assinalando a estreia do novo diretor criativo da casa, Olivier Lapidus. O desiner foi contratado em julho para substituir Bouchra Jarrar, depois do seu curto período de 16 meses naquele papel. De acordo com o portal Business of Fashion, Lapidus tem grandes planos para transformar a Lanvin na «Michael Kors francesas», o que significa que olha para a casa como uma marca de estilo de vida de pleno direito – comparável ao mundo abrangente da Kors. O desfile foi adjetivado de «interessante» pelos insiders da indústria, que antecipam tempos de viragem na Lanvin. A mostra primavera-verão 2018 foi pautada por uma estética anos 1980, com referências gráficas ao nome “Lanvin” e os primeiros coordenados foram dominados pelo preto. Na era de 14 anos do diretor criativo Elber Albaz, as coleções da marca francesa foram, inicialmente, um sucesso comercial, mas as vendas da Lanvin entraram em declínio, facto que, provavelmente, motivou a demissão de Elbaz.

2Pequenas bolsas, grande estilo

Avistadas nas imediações dos desfiles de moda desta temporada, as bolsas de tamanho mini dominaram os coordenados das fashionistas. Em cores vibrantes, com padrões, apontamentos de pelo ou numa estética mais clássica, as bolsas XS vieram para substituir os sacos e modelos XXL que se destacaram em estações anteriores, mostrando que menos é mais nos acessórios. A tendência teve particular força em Paris, capital de moda rendida aos formatos de bolsas nos quais cabe pouco mais do que um smartphone.

3Alibaba prepara expansão internacional

A empresa chinesa de comércio eletrónico Alibaba Group anunciou esta semana que irá investir 100 mil milhões de yuans nos próximos cinco anos para construir uma rede de logística global, sustentando uma expansão agressiva no exterior. O Alibaba está a investir 5,3 mil miljhões de yuans na Cainiao Smart Logistics Network, uma joint venture das principais empresas chinesas de logística, para aumentar a sua quota de participação para 51%, de 47%. «O nosso compromisso com a Cainiao e com investimentos adicionais em logística demonstram o compromisso do Alibaba em construir a rede logística mais eficaz na China e em todo o mundo», afirmou o presidente do Alibaba, Daniel Zhang, em comunicado. O anúncio acontece numa altura em que o Alibaba está a expandir rapidamente a sua rede de comércio eletrónico e logística além-fronteiras, incluindo canais de vendas diretas recentemente anunciados na Indonésia, Tailândia e Filipinas, facilitados por um investimento no retalhista online do Sudeste Asiático Lazada Group.

4Millennials usam novas ferramentas de retalho

Os retalhistas precisam de perceber como a viagem do consumidor está a ser conduzida, se pretendem estabelecer relacionamentos de longo prazo com os seus clientes cada vez mais conectados. Uma nova pesquisa indica que os millennials são muito mais propensos do que os baby boomers a usar os seguintes canais para comprar produtos online: chat de vídeo (3.1 vezes mais do que boomers); aplicações de mensagens (2.7 vezes mais) e redes sociais (2.4 vezes mais). Esta mudança nas preferências de tecnologia do consumidor não se limita às compras reais, de acordo com o relatório 2017 da Salesforce “Connected Shoppers Report”. Na verdade, 79% dos consumidores pesquisam produtos antes da compra em loja e 85% pesquisam antes de comprar online. Os millennials são mais propensos do que os baby boomers a pesquisar produtos usando os seguintes canais: chat de vídeo (2.6 vezes mais); assistentes digitais de voz (2.2 vezes mais) e aplicações de mensagens (2 vezes mais). Apesar de serem rotulados como geração digital, os millennials são mais propensos do que os baby boomers a visitarem uma loja física (78% versus 70% nos últimos sete dias).

5Nike com resultados mistos

A Nike divulgou recentemente resultados mistos para o primeiro trimestre, com lucros baixos nas vendas na América do Norte, embora a gigante do vestuário e calçado desportivo tenha superado as expectativas de muitos analistas. A receita rondou os 9,07 mil milhões de dólares, estagnada em relação ao ano anterior, de acordo com um comunicado de imprensa da empresa. Por marca, a receita da Nike subiu 2%, para os 8,6 mil milhões de dólares, impulsionada pelo crescimento na Grande China, Europa, Médio Oriente e África, bem como na região Ásia-Pacífico, incluindo o crescimento em vestuário desportivo, revelou a empresa.

6A reinvenção da gabardina

A gabardina é uma peça de outerwear que, garantidamente e tal como o blusão de couro preto, mora em todos os guarda-roupas – no feminino e, também, no masculino. Neste outono, a peça clássica tem sete vidas e pode surgir nas mais inusitadas expressões: em materiais pesados, como o denim, o couro e o vinil, com textura, pela introdução de bordados ou lantejoulas, de cores vibrantes como o vermelho e o verde, entre outros. Explorada em diferentes coordenados, a gabardina está em alta nos looks da temporada, sendo não só a peça ideal para os dias imprevisíveis da estação, mas também a peça-chave para coordenados casuais.