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  1. Uniqlo compete com a Inditex em casa
  2. Americanos com planos para gastar
  3. Bactérias limpam águas residuais
  4. E-commerce descola no sudeste asiático
  5. Tierra lança casaco 100% biológico
  6. Mulheres ousam masculinidade no outono

1Uniqlo compete com a Inditex em casa

Com o objetivo de ser maior do que a Inditex, a gigante japonesa do retalho Uniqlo abriu a sua primeira loja em Barcelona. Tadashi Yanai, presidente da Fast Retailing, que detém a marca Uniqlo, reconheceu, contudo, ao El País, que a meta traçada para igualizar a Inditex em tamanho em 2020 «pode ser difícil e talvez não a consigamos atingir [nessa altura], mas o meu sonho é ser maior do que a Inditex no futuro. Não interessa o tempo que demore». Tadashi Yanai afirmou ainda ao diário espanhol que um objetivo ainda maior é aumentar os resultados online. «As vendas online atualmente representam 5% a 6% das vendas, mas queremos aumentar isto para 30% o mais rapidamente possível. Penso que para comprar roupa é necessário tocá-la e testar a sua qualidade, mas precisamos de ambos os canais – as vendas online as lojas físicas», afirmou. O presidente da Fast Retailing acrescentou ainda que a Uniqlo «não compete pelo preço: fazemo-lo com vestuário realmente inovador… Queremos competir em termos de qualidade e pelos produtos que oferecemos. Elevada qualidade a preços acessíveis», sublinhou.

2Americanos com planos para gastar

Um novo estudo do Bankrate.com concluiu que os americanos vão abrir os cordões à bolsa no último trimestre do ano, com quase metade dos 1.000 inquiridos (49%) a afirmar que vai fazer «uma compra substancial» este ano. Apenas 17% afirmaram que não deverão fazer compras. Os bilhetes de avião surgem no topo da lista, com 43% a indicar que há muita ou alguma probabilidade de adquirir uma passagem aérea, seguidos de mobiliário (33%), computadores (29%), eletrodomésticos (25%), smartphones (25%) e televisores (23%). Os millennials mais jovens (entre os 18 e os 26 anos) são o grupo etário que referem ter mais probabilidade de comprar pelo menos um dos artigos mencionados em 2017 (68%), seguidos de perto da Geração X, com 62% dos que têm entre 37 e 52 anos a afirmar que há uma grande probabilidade de fazer uma compra desse tipo. Em termos de rendimentos, os que ganham mais (75 mil dólares ou mais por ano) vão gastar sobretudo em viagens (65% vai comprar um bilhete de avião), enquanto os que ganham menos (menos de 30 mil dólares por ano) irão concentrar os seus gastos em televisores. Os que auferem menos de 50 mil dólares têm mais probabilidade de adquirir um computador do que os que ganham mais do que isso (34% em comparação com 25%), o mesmo sendo verdade para os eletrodomésticos (30% em comparação com 20%).

3Bactérias limpam águas residuais

Cientistas na Índia descobriram uma bactéria que, segundo alegam, pode ser usada para quebrar corantes azo, potencialmente perigosos, nas águas residuais, permitindo um método mais amigo do ambiente para responder à poluição de unidades têxteis. Os investigadores do Instituto Nacional de Oceanografia da Índia identificaram a bactéria Yangia Pacifica em rochas na costa de Goa. Num estudo publicado no jornal Current Science afirmam que é possível descolorar os corantes Preto de Amido e Vermelho Congo em mais de 96% em sete dias. A Yangia Pacifica deriva da esponja marinha Cinachyrella Cavernosa, que é conhecida por produzir compostos bioativos potentes, mas é a primeira vez que o organismo tem esta utilização. Os corantes azo são usados na indústria têxtil e a descarga de efluentes de unidades têxteis contêm habitualmente uma elevada concentração destes químicos, por vezes até 300 miligramas por litro. «O estudo atual reitera que as bactérias associadas a esponjas são uma fonte promissora de bioprospeção», explicam os investigadores, citados pelo just-style.com. «O potencial da Yangia Pacifica na degradação de corantes azo é reportada pela primeira vez. A elevada capacidade de descoloração das bactérias naturais sob condições alcalinas e com poucos nutrientes mostra que é um forte candidato para aplicação quer de forma independente, quer num consórcio para a descoloração de efluentes têxteis», concluem.

4E-commerce descola no sudeste asiático

As vendas online estão a ganhar dimensão no sudeste asiático, à medida que os consumidores se mostram mais aptos a usar as novas tecnologias. As vendas online na Tailândia – de todas as categorias, desde eletrodomésticos aos artigos de mercearia, como molho de peixe – estão a aumentar a uma taxa superior a 100%, ultrapassando o crescimento das compras realizadas nas lojas tradicionais, que estão a subir cerca de 10%. Este impulso tem sido dado pelo aumento da velocidade de conexão da Internet no país e pelo sucesso de retalhistas online como a Lazada. A terceira maior operadora de telecomunicações móveis do país, a Total Access Communication, estima que os tailandeses gastam até seis horas por dia nas redes sociais como o Facebook e o YouTube. No entanto, embora as vendas online no sudeste asiático estejam a crescer fortemente, ainda representam menos de 4% do total das vendas a retalho, segundo os economistas do Maybank, Chua Hak Bin e Lee Ju Ye, citados pela Bloomberg. Os mercados maiores, como a China e a Coreia do Sul, têm já taxas maiores de penetração do retalho online, de 16% e 18%, respetivamente. Estes números revelam o potencial para o sudeste asiático, em que as vendas no comércio eletrónico podem crescer para 5% a 10% das vendas a retalho totais nos próximos cinco anos, segundo o Maybank. Na Indonésia, a Macquarie Research estima que as vendas online podem atingir 65 mil milhões de dólares em 2020.

5Tierra lança casaco 100% biológico

A marca sueca de vestuário de outdoor Tierra anunciou o seu primeiro casaco produzido a 100% de materiais de origem biológica e sem qualquer utilização de matérias-primas à base de fósseis. O exterior do casaco Deterra, como foi batizado, é feito com fio Evo, da Fulgar, produzido com poliamida extraída de óleo de castor, uma fonte renovável que não exige grandes quantidades de água nem terra arável. O fio é leve, tem muita elasticidade, é respirável e tem propriedades bacteriostáticas naturais, o que o torna ideal para a produção de sportswear. O enchimento do casaco é feito com lã de ovelhas alemãs e fio de liocel. Os botões, por seu lado, são feitos de corozo, ou marfim-vegetal, e o capuz aperta com um nó em vez de uma aplicação em plástico. O casaco apresenta-se numa versão com capuz e outra sem e estará à venda este mês em retalhistas na Suécia e na Alemanha.

6Mulheres ousam masculinidade no outono

De acordo com um estudo da retalhista Marshall’s a 1.000 consumidoras, as mulheres estão mais interessadas em padrões, texturas e visuais ligeiramente masculinos para este outono. A empresa inquiriu mulheres entre os 25 e os 52 anos e concluiu que 93% estão à procura da «emoção da descoberta» enquanto fazem compras e mais de dois-terços acreditam que são melhores a criar o seu próprio estilo do que os especialistas da moda. Em termos de moda, estão interessadas em bordados e mangas pronunciadas, assim como em denim com decorações, e querem pequenos pormenores que façam a diferença. Estão ainda à procura de looks com um toque masculino, como casacos de motoqueiro e partes de baixo ao estilo militar, combinados com detalhes femininos, como rendas e folhos. Em termos de cores, dominam os tons de joias, pavão, preto e dourado, assim como vermelhos ousados. Os padrões e camadas de texturas são igualmente importantes, sobretudo em coletes, denim colorido e casacos em couro. De acordo com 79% das mulheres inquiridas, combinar padrões e texturas será uma forte tendência nos próximos meses. Na maquilhagem, a paleta de cores divide-se entre os tons castanhos e verdes, embora o clássico nude e os looks “sem maquilhagem” permaneçam como uma referência.