Início Breves

Breves

  1. Algodão revisto em alta
  2. M&S lança fatos em lã reciclada
  3. Inditex elogia acordo com sindicatos
  4. Vestuário inteligente descola até 2022
  5. ITV egípcia com nova estratégia
  6. Robots mudam comportamentos de compra

1Algodão revisto em alta

As previsões para a produção mundial de algodão foram revistas em alta novamente, com a mais recente projeção do International Cotton Advisory Committee (ICAC) a apontar para um aumento de 10% no ano comercial de 2017/2018, que decorre de agosto a julho. A produção deverá atingir 25,4 milhões de toneladas, em comparação com as previsões do mês passado, que referiam 25,14 milhões de toneladas. Contudo, apesar desta provável subida da produção, os preços deverão manter-se estáveis, com o ponto médio do Cotlook A Index para 2017/2018 a permanecer a 0,69 dólares por libra, o que representa um valor 0,13 dólares abaixo do que em 2016/2017. O aumento na produção deve-se aos preços mais elevados do algodão em 2016/2’17 e rácios de preço mais interessantes do que noutras colheitas na época de sementeira de 2017, que levou a que a área dedicada ao algodão se expandisse três hectares, para mais de 32 milhões de hectares. O maior ganho de produção está estimado para os EUA, com uma subida de 23%, para 4,6 milhões de toneladas, apesar do impacto do furacão Harvey no final de agosto no Texas, o maior estado de produção da fibra. A produção deverá ainda aumentar em todos os principais produtores mundiais, incluindo na Índia, China, Paquistão, Brasil, na África Francófona e na Turquia. A previsão do ICAC indica ainda um aumento de 2,7% da utilização das fiações, para 25,2 milhões de toneladas (em 2016/2017, o crescimento foi de 1,6%). No que diz respeito ao comércio mundial, deverá permanecer estável em 8 milhões de toneladas, com os EUA a manterem-se como principal exportador, representando 40% ou 3,1 milhões de toneladas de envios. O Bangladesh será o principal importador, representando 18% de todas as importações, o equivalente a 1,4 milhões de toneladas. Uma vez que a produção mundial deverá superar a utilização pelas fiações em 2017/2018, os stocks mundiais finais deverão aumentar ligeiramente e atingir 18,7 milhões de toneladas. Contudo, os stocks finais na China deverão diminuir 1,7 milhões de toneladas.

2M&S lança fatos em lã reciclada

A retalhista Marks & Spencer lançou uma nova gama de fatos produzidos com 55% de lã reciclada, que inclui a lã que os consumidores deixaram nas lojas através da iniciativa Shwopping, como parte do compromisso para responder ao impacto social, ético e ambiental dos seus produtos. O Recycled Wool Blend Suit, também apelidado de fato Shwop, está disponível em cinco cores por um preço de 149 libras, estando ainda disponível uma versão com três peças. A M&S afirma que a lã é tecida na Nova Fides, uma empresa familiar com 50 anos de história sediada em Prato, Itália. David Gandy, embaixador de alfaiataria na M&S, explica que o fato não só tem de parecer e assentar bem, como tem de passar o teste do tempo. «A lã provou durar, mantendo a sua forma e cor ao longo dos anos. Os meus fatos são predominantemente feitos com lã, que é respirável, quente e resiste aos vincos», afirma. Gandy acrescenta que 80% da nova coleção de alfaiataria da retalhista britânica será produzida com lã. O novo fato integra-se na estratégia de sustentabilidade Plan A 2025, lançada no início do verão, na qual a retalhista se compromete a que um quarto do vestuário e produtos para a casa que vende sejam feitos com pelo menos 25% de materiais reciclados. Os outros objetivos incluem que 100% dos produtos M&S tenham pelo menos um atributo de sustentabilidade do Plan A até 2020 e que cada produto tenha atributos que respondam a todos os impactos prioritários em termos sociais, éticos e ambientais até 2025. A empresa indica ainda que até 2019 todo o seu algodão será aprovisionado de forma mais sustentável. O Recycled Wool Blend Suit segue-se a uma gama de jeans denim selvedge mais sustentável que a retalhista lançou em agosto, que integra linha em poliéster reciclado e são produzidos com algodão da Better Cotton Initiative.

3Inditex elogia acordo com sindicatos

O CEO da Inditex, Pablo Isla, considera que o Acordo Global de Enquadramento do grupo, que protege cerca de 1,5 milhões de trabalhadores da confeção, é uma das ferramentas mais eficazes para implementar e encorajar os direitos dos trabalhadores na cadeia mundial de aprovisionamento. Isla teve uma reunião em Madrid com o IndustriAll Global Union, para marcar o 10.º aniversário do acordo, que tem como objetivo proteger os interesses dos trabalhadores empregados na cadeia de aprovisionamento da Inditex. O acordo, que é único no sector do vestuário, foi assinado em 2007 e renovado e reforçado em 2014. Atualmente, abrange trabalhadores em cerca de 7.000 fábricas que produzem vestuário para as oito marcas da empresa espanhola e propõe-se a promover os direitos dos trabalhadores, a liberdade de associação e a negociação coletiva. Durante a apresentação, Pablo Isla afirmou que o trabalho na última década é bom para «um futuro para o Acordo Global de Enquadramento como uma das melhores ferramentas para continuar a aplicar e encorajar condições de trabalho decentes na cadeia de aprovisionamento do sector do vestuário em todo o mundo». O secretário-geral do IndustriAll, Valter Sanches, indicou que o acordo promove estabilidade numa altura de incerteza, dando poder aos sindicatos para defender os direitos dos trabalhadores a organizarem-se e a negociarem coletivamente melhores salários e condições de trabalho. «A Inditex reconhece o seu papel como uma das maiores retalhistas do mundo e foi a primeira empresa de vestuário a ver o valor de boas relações industriais, não apenas nas suas próprias unidades mas em toda a sua cadeia de aprovisionamento. O Acordo Global de Enquadramento torna as empresas fornecedoras responsáveis, permitindo que os conflitos laborais sejam solucionados com sucesso e uma maior participação dos sindicatos nos países de produção», destacou.

4Vestuário inteligente descola até 2022

Os envios de vestuário inteligente deverão aumentar de 1,7 milhões de unidades em 2016 para 26,9 milhões de unidades até 2022, mas o crescimento deverá manter-se a ritmo lento nos próximos um ou dois anos. De acordo com um novo estudo da empresa de pesquisa de mercado Tractica, os sensores corporais serão um mercado ainda maior, aumentando de 2,4 milhões de unidades em 2016 para 92,1 milhões de unidades em 2022. Em conjunto, os dois segmentos vão gerar 19 mil milhões de dólares em volume de negócios anual no final do período da previsão, com as aplicações no desporto e na saúde a serem os principais motores de crescimento. O vestuário inteligente e os sensores corporais são, de muitas formas, os wearables de eleição, uma vez que correspondem a artigos que podem ser integrados em vestuário, calçado, acessórios ou dispositivos que podem rastrear e medir parâmetros fisiológicos e biométricos ou ajudar os utilizadores a ficarem “ligados” de uma forma única. De acordo com o estudo “Vestuário inteligente e sensores corporais”, o vestuário inteligente tem vindo a desenvolver um ecossistema mais abrangente com mais players a entrarem no mercado. Há ainda um aumento da variedade de produtos, com chapéus, luvas, calçado, jeans e acessórios a entrarem no mundo do vestuário inteligente. O vestuário e o calçado de desporto continuam a liderar o sector, com camisolas, calções, roupa interior e meias com sensores embebidos, que fornecem mais dados biométricos do que o conseguido com os relógios inteligentes e as pulseiras de fitness. «O mercado para vestuário inteligente e sensores corporais está ainda nas fases iniciais, mas está a mover-se numa direção positiva, apesar de a um ritmo lento nos próximos um ou dois anos», afirma a analista Sherril Hanson. » o mercado de sensores corporais deverá ser maior a longo prazo devido a uma maior variedade de tipos de dispositivos e utilizações. Os cuidados de saúde serão um dos maiores impulsionadores do mercado, sobretudo os pensos wearable conectados», acrescenta

5ITV egípcia com nova estratégia

O Egito está a definir uma estratégia nacional para a fiação, tecelagem e confeção de pronto-a-vestir numa tentativa de impulsionar as suas exportações e baixar a sua dependência das importações. De acordo com um comunicado do Ministério do Comércio e da Indústria, o país está a explorar várias iniciativas para aumentar o investimento e as taxas de exportação. Atualmente está a ser estudada uma cidade têxtil, juntamente com a estratégia para a cadeia produtiva. O objetivo é «promover a indústria vital» em todas as fases de produção, do algodão ao produto acabado. Citando detalhes da Organização Geral para o Controlo de Importação e Exportação, o Ministro do Comércio e da Indústria, Tarek Kabil, afirmou que as exportações têxteis subiram 26% em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No ano até à data, as exportações têxteis aumentaram 12% e as importações de fios e têxteis baixaram 59%. Os dados mais recentes disponibilizados pelo Conselho de Exportação de Pronto-a-Vestir do Egito indicam que as exportações de vestuário atingiram 941 milhões de dólares nos primeiros oito meses do ano, equivalente a um aumento de 9% face ao período homólogo de 2016. Tarek Kabil acrescentou que o governo está «empenhado em atualizar esta indústria estratégica» e colocá-la num «nível mundial», apesar de reconhecer os obstáculos que a indústria têxtil do Egito está a enfrentar atualmente, incluindo tráfico ilegal que está a ter um impacto negativo na fiação e tecelagem. Mohamed El-Morshedy, presidente do conselho de administração da Câmara das Indústrias Têxteis, sublinhou a necessidade de rever as leis de admissão temporária e as zonas livres e ativar o controlo sobre as operações de importação para eliminar algumas formas de tráfico. Já o Ministro do Comércio e da Indústria indicou que sob a nova estratégia, serão lançados novos workshops no cultivo de algodão e que haverá um foco maior em atualizar e desenvolver a indústria de tingimento e processamento. Serão ainda realizados investimentos para «preencher as falhas» nas cadeias locais de produção.

6Robots mudam comportamentos de compra

Um novo estudo está a levar os retalhistas a repensar como interagem com os consumidores, depois das conclusões revelarem que os compradores exigem maior rapidez, eficiência e customização quando compras online. O aumento da utilização de smartphones e de interação por voz como a Amazon Alexa e o Google Home mostram que os consumidores preferem usar “bots” e tecnologias de reconhecimento de voz para comunicar com as marcas, segundo o estudo da especialista em análise pós-compra Narvar. O estudo revelou ainda que embora 80% dos inquiridos tenham selecionado o email como canal de comunicação preferencial, 38% afirma que quer que os retalhistas usem «múltiplos canais». «É importante que os retalhistas compreendam as preferências de comunicação dos consumidores para que possam investir nos canais certos, personalizar os contactos e, em último caso, criar experiências de consumo emocionais sem esforço», afirma Harsh Jawharkar, vice-presidente e diretor de marketing da Narvar. «Cada lançamento de produto, venda, confirmação de encomenda, atualização de envio, devolução, questão do consumidor ou resolução de problema é uma nova oportunidade para os retalhistas criarem relações e alimentarem a fidelização», acrescenta, citado pelo just-style.com. A inteligência artificial está também a aumentar a sua proeminência. No inquérito da Narvar, 79% dos consumidores indicaram que usaram mensagens escritas, aplicações como o Messenger ou dispositivos de voz e 74% usou características de “chat em tempo real” enquanto faziam compras online. Mas 38% não foi capaz de identificar se estava ou não a usar inteligência artificial e apenas 10% sabia que não estava a comunicar com um ser humano. «Embora os chatbots alimentados por inteligência artificial e os dispositivos de voz sejam ainda considerados tecnologias emergentes – a Alexa da Amazon foi lançada há menos de três anos – a taxa de adoção entre os consumidores é acelerada… No que diz respeito à voz, apenas 12% detém atualmente um dispositivo de voz. Mas a adoção entre os detentores é elevada: 70% dos que têm dispositivos de voz usam ou planeiam usar estas tecnologias para comprar. Isso diz-nos que os consumidores estão a começar a usar a inteligência artificial para fazer compras», resume Harsh Jawharkar.