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  1. Britânicos gastam mais em presentes
  2. Beyoncé chega à Topshop em abril
  3. Otimismo cauteloso nos EUA
  4. Temperaturas arrefecem Uniqlo
  5. Chineses lideram compras de luxo
  6. Hermès compra mais um fornecedor de peles

1Britânicos gastam mais em presentes

Um em cada cinco consumidores britânicos planeia gastar mais este Natal do que no ano passado, 68% vai gastar o mesmo e 43% sente-se otimista em relação à sua situação financeira, segundo um novo estudo da Accenture. A notícia menos boa é que os produtos alimentares e bebidas, que subiram de 49% no ano passado para 64% este ano, ultrapassaram o vestuário como os artigos mais populares para presentes. Isso significa que apenas 51% está a pensar comprar vestuário, em comparação com 64% em 2014. Cerca de 53% dos inquiridos antecipa fazer a maioria das suas compras de Natal online e 44% planeia comprar em lojas físicas, de acordo com o UK Holiday Shooping Survey da Accenture. Para 24% dos consumidores, um desconto de 20% a 29% será suficiente para os convencer a comprar um produto, enquanto 48% indicou que as promoções na loja melhoram a sua experiência de compra. Cerca de 41% dos consumidores citaram melhores descontos e negócios online como razão para comprar através de um telemóvel, smartphone ou tablet. Contudo, 39% está preocupado com a privacidade ou a segurança, com mais 31% a citar preocupações com o facto de nem todos os websites permitirem compras através de um dispositivo móvel. «A intenção dos consumidores de gastarem mais neste Natal aponta para o que deverá ser um forte período de negócio para os retalhistas», refere Matt Prebble, diretor-geral de retalho na Accenture UK & Ireland. «Concluímos que 35% dos consumidores já começou a comprar os seus presentes de Natal, dando aos retalhistas um período alargado para aumentar o volume de negócios. Para assegurar que capitalizam esta oportunidade, os retalhistas devem assegurar-se que estão a oferecer uma experiência sem dificuldades, com ofertas e promoções direcionadas em todos os canais físicos e digitais. Os consumidores querem comprar através de qualquer canal, a qualquer altura», acrescenta Prebble. «Por isso é crítico que os retalhistas comecem a pensar com uma primeira abordagem móvel para assegurar que fornecem serviços da forma que o consumidor quer ou então podem arriscar-se a perder negócio para a concorrência», indica. Apesar da confiança e do aumento das intenções de compra, os consumidores ainda estão preocupados com fatores externos que podem ter potencialmente impacto no seu orçamento de Natal. Cerca de 39% está preocupado com uma emergência inesperada que possa reduzir o valor que têm para gastar em presentes de Natal, com as contas de eletricidade (32%) e com alimentação (30%) a terem também o potencial de reduzir o consumo.

2Beyoncé chega à Topshop em abril

A colaboração de Beyoncé com a Topshop numa linha de sportswear/Streetwear chega às lojas em abril e será vendida em 25 mercados. A cantora, também conhecida por Queen B, criou uma joint-venture com a Topshop para lançar a marca, batizada Parkwood Topshop Athletic e ambas as partes esperam que a linha se torne num sucesso e numa parceria de longo prazo. Para a Topshop é a primeira joint-venture e para Beyoncé é a segunda iniciativa na área do vestuário, já que detém a marca House of Deron. Philip Green, que detém a Topshop, afirmou à WWD que «temos estado atentos a esta categoria, à medida que a moda inspirada pelo fitness se desenvolve, e sabemos que isto acerta nos desejos dos nossos consumidores. Criar uma parceria com Beyoncé, uma das pessoas mais talentosas e trabalhadoras do mundo, que gasta muitas horas do seu dia a dançar, a ensaiar e a treinar, é uma oportunidade única para desenvolver esta categoria». A linha entrou em produção há pouco mais de um mês e Green revelou que vai ser vendida online em todo o mundo, assim como nas lojas Topshop, e que já recebeu «encomendas substanciais».

3Otimismo cauteloso nos EUA

As vendas nas cadeias de lojas americanas subiram 3,9% na última semana de novembro, de acordo com o The Johnson Redbook Retail Sales Index, com os consumidores a serem atraídos por descontos maiores, promoções e horário alargado das lojas. As vendas subiram 1,5% em comparação com a semana anterior. No mês até à data, as vendas em novembro aumentaram 1,9% em termos anuais. As margens brutas continuam a ser pressionadas por um aumento dos descontos. Algumas lojas ficaram fechadas no Dia de Ação de Graças, mas compensaram as vendas com a habitual corrida pós-feriado na Black Friday e no fim de semana seguinte. As primeiras indicações para dezembro trazem um certo otimismo, com os ganhos comparáveis a deverem rondar os 2,6% em temos anuais e 0,1% em comparação com novembro. O Retail Economist-Goldman Sachs Weekly Chain Store Sales Index caiu 0,4% na semana terminada a 28 de novembro, mas subiu 3,4% em termos anuais. Michael P. Niemira, analista-chefe do The Retail Economist, considera que «a resposta dos consumidores à panóplia de promoções do Natal 2015 oferecidas pelos retalhistas do país resultou em compras menos intensas e concentradas em comparação com o passado, já que as promoções foram novamente lançadas antes da Black Friday, as ofertas online foram mais dispersas e muitos retalhistas voltaram a abrir durante parte do Dia de Ação de Graças». Niemira afirma que, no geral, «foi uma semana decente para as vendas, mas foi largamente impulsionada pela força da procura online».

4Temperaturas arrefecem Uniqlo

As temperaturas anormalmente altas em meados de novembro arrefeceram as vendas de vestuário de inverno da retalhista de vestuário casual Uniqlo, empurrando as vendas para baixo nas suas lojas japonesas. A marca da Fast Retailing indicou que as vendas comparáveis desceram 8,9% em termos anuais, enquanto as vendas nas suas lojas geridas diretamente caíram 9,9%. As vendas totais, incluindo as vendas online, registaram uma quebra de 8,1%. Um resultado bem diferente de outubro, quando o tempo mais frio impulsionou as vendas de vestuário para o outono-inverno. Durante o mês, a Uniqlo abriu cinco lojas e fechou duas. Em novembro, a Uniqlo estabeleceu ainda um novo acordo de sourcing a cinco anos com a produtora japonesa de têxteis Toray Industries para reduzir os prazos, otimizar a produção e «criar uma nova indústria centrada no futuro».

5Chineses lideram compras de luxo

Os consumidores chineses deverão continuar a ser os maiores consumidores de luxo no mercado mundial este ano, representando 46% das vendas mundiais, segundo um estudo do Fortune Character Institute, sediado em Xangai. Contudo, com o consumo em bens de luxo a dever subir 9%, para 117 mil milhões de dólares (107,3 mil milhões de euros) este ano, o facto de 78% dessas vendas serem feitas no estrangeiro terá um efeito desfavorável para o mercado doméstico de luxo, alega o estudo. Apenas 10% das vendas mundiais serão realizadas na China, uma quebra em comparação com os 11% registados em 2014, afirma o instituto no China Luxury Report 2015, que abrange as vendas de joalharia, relógios, acessórios e vestuário. O diretor do Fortune Character Institute, Zhou Ting, afirmou ao scmp.com que mais de 80% das marcas mundiais de luxo encerraram as lojas chinesas e que as condições deverão piorar. «Antecipamos que mais de 95% das marcas de luxo internacionais irão fechar algumas das suas lojas no próximo ano, e atualizar as restantes – para as substituir por centros de serviços e experiência», acrescentou. Zhou revelou que uma marca de relógios de topo não conseguiu vender um único relógio no último ano, mas não quis dizer o nome da empresa. O diretor do instituto disse ainda que, há cinco anos, os consumidores chineses estavam mais dispostos a pagar mais localmente por marcas de luxo porque ainda não tinham consciência nem acesso ao mercado externo. «Agora, como os chineses viajam para o estrangeiro mais frequentemente, estão a comparar bens à escala mundial», explicou. O estudo, que abrangeu mais de 3.800 chineses com mais de 5 milhões de yuans (cerca de 716 mil euros) em ativos, concluiu ainda que as marcas têm menos peso agora para os consumidores mais ricos. Cerca de 40% dos inquiridos afirmou que a marca era importante, mas não era o fator principal na hora de gastar. Em média, os artigos de luxo representaram 10% a 20% do consumo das famílias mais ricas.

6Hermès compra mais um fornecedor de peles

O grupo de luxo Hermès anunciou a aquisição da sua fornecedora Tanneries du Puy, uma empresa de curtumes situada na região de Auvergne em França, e especializada em peles de bovino. A aquisição, realizada em nome da Hermès Cuirs Précieux (a divisão de curtumes do grupo de luxo), «permite a preservação de mais de 100 postos de trabalho na região de Auvergne-Rhône Alpes», afirmou em comunicado a Hermès. A operação «faz parte da estratégia atual do grupo Hermès de preservar o conhecimento único e salvaguardar a sua cadeia de aprovisionamento», acrescentou a empresa. A Tanneries du Puy foi criada em Puy-en-Velay e alega fornecer «os principais nomes de calçado e artigos de pele de luxo do mundo», exportando mais de 50% da sua produção. Em 2013, a Hermès comprou a Tannerie d’Annonay na região de Ardèche. A marca de luxo usa especialmente couro de uma só cor, que é mais fácil de tingir, e para as suas carteiras necessita de pedaços de grande tamanho com uma espessura consistente e sem manchas ou marcas. Os artigos em pele e de selaria representaram 47% do volume de negócios do grupo de luxo no terceiro trimestre, período em que registou um aumento de 8,6% das vendas a taxas de câmbio constantes, depois de um aumento de 14,9% no período anterior.