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  1. Modatex regressa ao WorldSkills
  2. Europa faz Levi Strauss sorrir
  3. Pelo está fora de moda na Gucci
  4. Coach muda nome para Tapestry
  5. Britânicos foram às compras
  6. Supreme junta-se aos unicórnios

1Modatex regressa ao WorldSkills

O centro de formação Modatex estará novamente representado no WorldSkills, um campeonato do mundo que distingue os melhores jovens em cada área profissional. Joana Queirós, formanda do curso de Design de Moda no Modatex Porto, será a representante nacional na prova de Tecnologia de Moda, para a qual se preparou com 455 horas de formação nas áreas de modelação, confeção, corte, moulage e inglês técnico. A prova consiste na conceção e desenvolvimento de um vestido e terá uma duração total de 18 horas, distribuídas por quatro dias, onde os 30 concorrentes terão de desenhar o coordenado de acordo com materiais escolhidos aleatoriamente, seguindo-se a modelação, o corte e a confeção do vestido. Uma última fase compreende uma “caixa mistério”, com materiais selecionados pelo júri, que terão de ser incorporados no modelo elaborado pelos concorrentes. O WorldSkills 2017 terá lugar em Abu Dhabi, entre 14 e 19 de outubro e conta com a participação de jovens de 77 países e 51 profissões.

2Europa faz Levi Strauss sorrir

As vendas na Europa impulsionaram os resultados da Levi Strauss no terceiro trimestre. Nos três meses, o volume de negócios subiu 7%, para 1,27 mil milhões de dólares, o que levou a uma revisão em alta do crescimento anual, que está agora estimado em 5% a 6%, em comparação com os anteriores 2% a 4%. As vendas diretas ao consumidor aumentaram 16% graças à performance mas também à expansão da rede de retalho, assim como ao crescimento do comércio eletrónico. As vendas grossistas, por seu lado, subiram 4%, refletindo essencialmente uma forte performance na Europa, onde o volume de negócios cresceu 23%, para 348 milhões de dólares, superando o crescimento de 2% na Ásia e nas Américas, para respetivamente 182 milhões de dólares e 739 milhões de dólares. Os lucros líquidos, contudo, baixaram 10%, para 88 milhões de dólares, refletindo sobretudo a desvalorização do dólar face a outras moedas. «O que mais me deixa satisfeito é a forma como tudo está equilibrado», afirmou o CEO, Chip Bergh. «Se analisarmos o canal, se olharmos para as regiões – ainda não estamos a todo o vapor, para ser claro, ainda temos algumas oportunidades – mas num ambiente muito difícil, conseguimos mais um trimestre forte», salientou.

3Pelo está fora de moda na Gucci

A casa de moda italiana anunciou que, a partir da coleção da primavera 2018, não usará mais pelos animais. No anúncio feito numa conferência na London College of Fashion, o CEO da Gucci, Marco Bizzarri, afirmou que a decisão «demonstra o nosso empenho absoluto em tornar a sustentabilidade numa parte intrínseca do nosso negócio». Aliás, reforçou, «ser socialmente responsável é um dos valores-chave da Gucci e vamos continuar a lutar para fazermos melhor ao ambiente e aos animais. Pensam que usar pelos hoje ainda é moderno? Não acredito que ainda seja moderno e essa é a razão pela qual decidimos não fazer isso». A decisão foi apoiada pela Human Society of the United States, que tem estado em negociações com o grupo nos últimos oito ano. «A Gucci eliminar o pelo é uma enorme mudança de jogo. Esta grande casa italiana acabar com o uso de pelo por causa da crueldade envolvida terá um enorme efeito de contágio no mundo da moda», acredita a presidente da Human Society of the United States, Kitty Block. A Gucci vai tornar-se membro da Fur Free Alliance, uma associação internacional com mais de 40 entidades que faz campanha pelo bem-estar animal e promove alternativas ao pelo na indústria da moda. Para além da Gucci, várias outras marcas renunciaram ao pelo, como é o caso da Armani, Calvin Klein e Ralph Lauren.

4Coach muda nome para Tapestry

A Coach Inc chamar-se-á, a partir de 31 de outubro, Tapestry Inc. O novo nome pretende destacar a atual plataforma multimarca da empresa e surge três anos após ter sido lançado o plano para somar mais marcas além da Coach, que resultou na aquisição da Stuart Weitzman e da Kate Spade & Co. «Em Tapestry, encontramos um nome que fala de criatividade, perícia, autenticidade e inclusão numa plataforma e valores partilhados», justifica o CEO, Victor Luis, em comunicado. «É uma metáfora maravilhosa para aquilo em que acreditamos, que são linhas individuais de cores diferentes que trabalham em conjunto para criar uma imagem», acrescenta. Segundo o CEO, o nome funciona porque «não é muito corporativo ou rebuscado, é fácil de entender para toda a gente».

5Britânicos foram às compras

Os britânicos esqueceram a incerteza económica em setembro e foram às compras, segundo um novo estudo do British Retail Consortium (BRC) e da KPMG, que aponta para um aumento das vendas de 2,3%, graças à renovação do guarda-roupa e da época de regresso às aulas. O aumento coincidiu com preços mais altos do vestuário e bens alimentares provocados pela desvalorização da libra, após a decisão do Brexit. As vendas comparáveis no retalho também subiram no mês passado (+1,9%), numa melhoria significativa face ao aumento de 0,4% registado há um ano. No entanto, o BRC sublinhou que os consumidores estão a manter-se longe dos artigos com preços mais altos, como mobiliário, e estão a adiar a renovação de eletrodomésticos. A inflação está ainda a fazer com que os agregados familiares gastem uma maior proporção do seu rendimento em bens essenciais. As vendas de bens alimentares, por exemplo, subiram 3,5%, acima da média de 12 meses de 2,9%. As compras de bens não-alimentares caiu 0,9%. «Os retalhistas trabalharam muito para manter um teto no aumento dos preços após a desvalorização da libra mas, com uma mistura forte de importações mais caras e subida dos custos do negócio causada por várias políticas governamentais, em algum ponto tinham de ceder», afirma Helen Dickinson, diretora-executiva do BRC.

6Supreme junta-se aos unicórnios

A marca de streetwear Supreme, criada por James Jebbia, vendeu 50% do negócio à empresa de private equity The Carlyle Group por cerca de 500 milhões de dólares, o que a avalia em cerca de mil milhões de dólares. A Supreme junta-se assim a uma lista que inclui a Uber, o Snapchat, o Spotify, a Dropbox e a Farfetch. Nascida numa loja em Lafayette Street há 15 anos e baseada na cultura de skateboard de Nova Iorque, a Supreme conta atualmente com 11 lojas em todo o mundo. O sucesso da marca baseia-se, em parte, em cultivar uma audiência de nicho de consumidores interessados em streetwear de luxo. Muitas vezes retira os produtos para ter a certeza que estes mantêm o espectro de exclusividade. Agora, adianta o WGSN, a Supreme terá de encontrar formas de crescer para responder às exigências dos investidores ao mesmo tempo que mantém algo do seu background de rua. O Women’s Wear Daily, que anunciou em primeira-mão o negócio, afirma que o lucro projetado para este ano é de 100 milhões de dólares, levantando questões sobre o que é que a marca irá fazer com este influxo de liquidez. Para já, no entanto, a Supreme tem estado ocupada, tendo anunciado este ano uma nova parceria com a Louis Vuitton e uma coleção com a Bape, além de ter aberto recentemente uma nova loja de grande formato – que inclui uma rampa gigante de skate – em Brooklyn.