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  1. Phoebe Philo de saída da Céline?
  2. Ásia Oriental e Pacífico com boas perspetivas
  3. O intemporal apelo da camisola às riscas
  4. Amazon quer entrar na corrida do activewear
  5. Rastreabilidade por um fio
  6. Boinas há muitas

1Phoebe Philo de saída da Céline?

Ainda que a empresa-mãe LVMH tenha sido rápida a «negar categoricamente» os rumores que começaram a circular ontem, as palavras «partida iminente» adicionadas à declaração do grupo levantaram dúvidas sobre a permanência da designer no leme criativo da casa de moda. O conglomerado de luxo francês tem vindo, alegadamente, a entrevistar designers para substituir a diretora criativa Phoebe Philo. «As entrevistas estão a acontecer há alguns meses», avançou uma fonte anónima ao portal The Business of Fashion. Outra fonte com conhecimento da situação asseverou que Philo deverá sair até ao final do ano, com os termos da sua partida acordados já antes do verão. «Parece o fim de uma época», afirmou outra fonte. Caso se confirme, esta será uma grande mudança para a Céline, considerando a vasta lista de seguidores do trabalho de Phoebe Philo, adorada pela indústria da moda. Mas, embora a designer tenha impulsionado as vendas da Céline, alguns analistas consideram que a marca ainda não abraçou o mundo digital tão rápido quanto as suas arquirrivais, como a Burberry, Dior ou Gucci. Por enquanto, as fontes da indústria acreditam que a lista de possíveis substitutos de Philo pode incluir a ex-responsável de design da Stella McCartney, Natasa Cagalj, Michael Rider, ex-diretor criativo do pronto-a-vestir da Céline, e Ilaria Icardi, responsável de design da Victoria Beckham. Phoebe Philo, que trabalhou com McCartney e na Chloé, juntou-se à Céline em 2008, transformando a marca numa influenciadora da indústria com a sua estética minimalista. A diretora criativa é creditada com a escalada das vendas anuais da Céline de 200 milhões de euros para mais de 700 milhões, de acordo com os analistas.

2Ásia Oriental e Pacífico com boas perspetivas

As melhores perspetivas de crescimento e a forte procura estão a contribuir para uma previsão positiva para as economias em desenvolvimento da Ásia Oriental e do Pacífico, segundo um novo relatório sobre a região. Um crescimento mais forte em economias avançadas, uma recuperação moderada nos preços das commodities e uma recuperação no crescimento do comércio mundial são os fatores externos favoráveis que vão apoiar as economias em desenvolvimento da Ásia Oriental e do Pacífico a crescer 6,4% em 2017, segundo o Banco Mundial. No resto da região, incluindo as economias maiores no sudeste asiático, o crescimento em 2017 será ligeiramente mais acelerado, com 5,1% em 2017 e 5,2% em 2018, em comparação com 4,9% em 2016. Contudo, vários riscos domésticos e externos podem ter impacto nesta previsão positiva. As políticas económicas em algumas economias avançadas continuam incertas, enquanto as tensões geopolíticas centradas na região aumentaram. A política monetária nos EUA e na Zona Euro podem ser restringidas mais rápido do que o esperado. Muitos países na região têm elevados níveis de dívida do sector privado, enquanto os défices fiscais continuam altos ou estão a subir. «A recuperação da economia mundial e a expansão do comércio mundial são boas notícias para a região da Ásia Oriental e do Pacífico e para a continuação do sucesso a melhorar os padrões de vida», afirma Victoria Kwakwa, vice-presidente para a região da Ásia Oriental e do Pacífico no Banco Mundial. «O desafio para os países será conseguirem um equilíbrio entre dar prioridade ao crescimento a curto prazo e reduzir as vulnerabilidades a médio prazo, para que a região tenha fundações fortes para um crescimento sustentado e inclusivo», resume.

3O intemporal apelo da camisola às riscas

Atualmente em exposição no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), a intemporal camisola às riscas, ou breton, é um dos 111 itens incluídos na mostra “Items: Is Fashion Modern?”, que revê os artigos de moda que tiveram maior impacto nos séculos XX e XXI – e continuam a ter influência nos dias que correm. A camisola de algodão com riscas azul-marinho foi introduzida em 1858 como uniforme da marinha francesa e tornou-se um verdadeiro ícone da moda quando Coco Chanel a decidiu incluir na coleção náutica de 1917. Quando passou a ser associada à marca francesa, a camisola foi usada por nomes sonantes de Hollywood e, a partir daí, ganhou estatuto de peça-chave em todos os guarda-roupas, femininos e masculinos. De acordo com Brian Trunzo, editor do portal de moda WGSN, a camisola breton é uma «peça de vestuário intemporal que comunica uma estética cool acessível que é compreensível para homens e mulheres de todas as gerações». Em 2017, os temas náuticos surgiram nas coleções pré-primavera/verão 2018, sob a forma de riscas reinterpretadas. Já para a primavera-verão 2018, as riscas surgiram em tons neutros. Olhando para o futuro do item, a exposição do MoMA inclui um protótipo do projeto Bret.on, da startup de vestuário customizado Unmade. O protótipo permite que o visitante experimente com as riscas de assinatura da camisola breton num ecrã sensível ao toque.

4Amazon quer entrar na corrida do activewear

Depois das sucessivas investidas na moda, o marketplace quer entrar na corrida do vestuário desportivo customizado com uma nova marca própria, segundo a informação avançada pelo portal Bloomberg. A Makalot Industrial, fornecedor de Taiwan que produz vestuário para marcas como Gap, Uniqlo e Kohl’s, estará já a fazer as roupas para a linha de activewear da gigante online. A Eclat Textile será outra das empresas com acordo firmado com a Amazon. A fabricante fornece marcas como a Lululemon, Nike e a Under Armour. O portal Bloomberg refere que várias fontes, que pediram para não serem identificadas, adiantaram que o projeto é novo e que os contratos a longo prazo ainda não foram assinados. Os fabricantes estarão a produzir pequenas quantidades de produtos e amostras para a Amazon. A Amazon tem vindo a desenvolver as marcas próprias para colmatar vazios no seu inventário. Se um cliente está à procura de um certo tipo de sapato ou saia, e não encontra muito por onde escolher dentro das marcas já existentes, a Amazon vai estando cada vez mais capacitada para oferecer soluções.

5Rastreabilidade por um fio

Um investigador da Universidade de Borås na Suécia desenvolveu um sistema integrado de etiquetagem para têxteis que pode levar a uma maior transparência na cadeia de aprovisionamento do vestuário. Ao contrário de outros sistemas, este consiste na utilização de um padrão formado por um fio torcido com fibras brancas e pretas numa peça de tecido ou malha. A etiqueta torna-se parte do têxtil, tornando-se mais difícil de falsificar do que outros tipos de etiquetas rastreáveis, como o Rfid ou códigos QR, garantem os investigadores. A investigação foi liderada pelo doutorando e engenheiro têxtil Vijay Kumar, que explica que a rastreabilidade consiste em duas partes: uma etiqueta e um sistema de informação. A etiqueta é usada para identificar o produto na cadeia de aprovisionamento e pode também tornar mais fácil a recolha de produtos ou o armazenamento de dados do sistema de informação. «As duas vantagens com o meu conceito é que é feito completamente de têxteis e só pode ser lido visualmente», explica Kumar. «Será possível fazer a leitura com uma app num smartphone e não será necessário equipamento técnico especial. Não poder ser lido eletronicamente à distância pode também ser benéfico do ponto de vista da integridade», acrescenta. A investigação foi inspirada nos tradicionais códigos de barras e a ideia parte de colocar a informação da mesma forma que a aparência do fio. Ao usar pelo menos duas cores diferentes – como preto e branco – para as fibras que são torcidas no fio, é possível fazer padrões variados. A torção pode ser mais ou menos frequente e ter diferentes ângulos. E é possível tecer ou tricotar qualquer número de fios torcidos em combinações diferentes para criar um padrão único. Kumar indica que precisa de fazer modificações para permitir diferentes tipos de têxteis, materiais e corantes, mas espera ser capaz de desenvolver mais o projeto através da cooperação com a indústria.

6Boinas há muitas

Tudo começou com a coleção outono-inverno 2017/2018 da Dior e com as respetivas boinas de couro preto do alinhamento. Porém, nos últimos meses, o acessório-chave dos franceses deixou de estar circunscrito às passerelles ou às cabeças de artistas, e passeia nas ruas. Imortalizado por Pablo Picasso, Ernest Hemingway, Marlene Dietrich ou John Lennon, sem descurar as conotações políticas que a peça foi ganhando ao longo dos tempos, a boina é o acessório de moda mais cobiçado deste inverno e surge em várias cores e com diferentes pormenores. Em vermelho sangue – a cor da estação –, com pérolas ou bordados, a boina está em alta e vem para substituir os gorros e capuzes com a descida das temperaturas.