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  1. OIT elogia parceria com a Inditex
  2. EUA celebra primeiro contrato de cânhamo
  3. eBay investe na moda
  4. Reino Unido cresce com menos promoções
  5. Adidas convence norte-americanos
  6. Etiquetagem molecular chega à biblioteca

1OIT elogia parceria com a Inditex

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) acredita que a parceria com a Inditex vai melhorar as condições de trabalho a todos os níveis no sector e representa um novo marco na indústria de vestuário. Guy Ryder encontrou-se com o CEO da Inditex, Pablo Isla, na semana passada, em Genebra, na Suíça, para discutir o progresso feito em projetos conjuntos das duas organizações em países como a China, Índia, Brasil, Indonésia, Turquia e Camboja. De acordo com Isla, a Inditex está empenhada nas convenções da OIT, nas quais se baseia o seu Código de Conduta para Produtores e Fornecedores, e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis das Nações Unidas, sobretudo nos que estão relacionados com condições de trabalho decentes. Os projetos conjuntos incluem a Better Work, uma plataforma que junta vários players da indústria (governos, marcas de vestuário e produtores, sindicatos e trabalhadores, assim como a própria OIT) para melhorar as condições de trabalho na indústria de vestuário e aumentar a competitividade do sector. A Inditex colabora com a plataforma Better Work desde 2007, nomeadamente no reforço dos direitos dos trabalhadores em fábricas no Camboja, no Vietname e na Indonésia. Além disso, a Inditex está a trabalhar com a OIT no Score Programme, pensado para melhorar os sistemas de gestão e as condições de trabalho em fábricas na China e na Turquia.

2EUA celebra primeiro contrato de cânhamo

O primeiro contrato americano para fornecer cânhamo para utilização na produção de vestuário foi firmado com uma empresa de Los Angeles. A Bastcore, que opera um sistema de processamento patenteado que converte cânhamo em materiais comerciais para mercados como os têxteis, compósitos e energia, vai fornecer a californiana Recreator. A empresa de Los Angeles é uma cooperativa criativa que produz vestuário em cânhamo, incluindo sweatshirts com capuz, t-shirts e calças de fato de treino. Contudo, desde uma vez que o cultivo de cânhamo comercial continua a ser ilegal na maior parte dos estados americanos, tem atualmente de importar a fibra e os tecidos que usa. «Este contrato de fornecimento de fibra é um marco histórico na indústria de cânhamo dos EUA, sobretudo para os têxteis de cânhamo feitos na América, desde a aprovação da lei de 2014», afirma o fundador da Bastcore, John Lupien. A fibra de cânhamo fornecida pelos agricultores americanos e processada pela Bastcore será fiada, tricotada e submetida ao corte e confeção para a produção de vestuário em Los Angeles. «Esta parceria pode encorajar as comunidades rurais a reinvestir na produção de fibras naturais e têxteis», considera o CEO da Recreator, Matt McClain. «Estamos entusiasmados por mostrar a capacidade da Recreator ao implementar a fibra de cânhamo cultivada e processada nos EUA na nossa linha premium de vestuário», acrescenta. O cultivo de cânhamo industrial, uma variedade da canábis, foi tornado ilegal nos EUA em 1937. Contudo, uma provisão da lei pelo Presidente Obama em 2014 retirou o cânhamo cultivado por motivos de investigação da Lei de Substâncias Controladas, a principal lei federal sobre drogas, em alguns estados. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, a fibra de cânhamo é quatro vezes mais durável do que o algodão, não exige pesticidas, impede naturalmente o crescimento de ervas daninhas e produz duas vezes mais fibra por acre.

3eBay investe na moda

O eBay confirmou os planos para aumentar a sua presença na indústria da moda, depois do acordo de parceria com a retalhista de gama alta Spring. Na mesma conferência em que apresentou os seus resultados do terceiro trimestre, Devin Wenig, CEO do eBay, afirmou que «temos planos agressivos há já algum tempo para a moda, incluindo a nossa parceria com a Spring, mas muitos outros para trazer novas marcas para a moda». Em setembro, a empresa anunciou planos para colaborar com a Spring, um mercado online dedicado à indústria da moda, numa ação que dá ao eBay 171 milhões de consumidores em todo o mundo com acesso a marcas como a Rag & Bone, Mango e Chloe. Wening indicou ainda que a empresa está disponível para considerar mais parcerias no futuro. «Começámos bem com a recente parceria com a Spring. Seremos oportunistas dependendo da categoria. Estamos muito focados em trazer um inventário diferenciado ao mercado. Por isso, se uma parceria nos puder ajudar com isso, vamos certamente analisá-la», concluiu o CEO.

4Reino Unido cresce com menos promoções

As vendas de moda no Reino Unido regressaram ao crescimento depois de 14 meses, com os consumidores mais dispostos a comprar artigos a preço completo. As conclusões são da Kantar Worldpanel, que mostram que as vendas de vestuário, calçado e acessórios aumentaram 0,2% nas 52 semanas terminadas a 24 de setembro de 2017, depois de 16 períodos consecutivos de declínio iniciados em junho de 2016. Os números mais recentes mostram que os artigos de moda vendidos a preço total estão atualmente a impulsionar o crescimento do mercado, contribuindo com mais 483 milhões de libras do que na mesma altura do ano passado. No mesmo período, os descontos diminuíram 2,7%, com menos 98 milhões de unidades vendidas em promoção. «Durante anos assistimos a grandes descontos e isso criou uma atmosfera de falta de confiança: os consumidores sentiam que o vestuário não valia o seu preço total», explica Glen Tooke, diretor de análise de consumo na Kantar Worldpanel. «Os retalhistas fizeram um esforço significativo para responder a isso focando-se em ter o valor certo desde o início e, como resultado, os consumidores têm mais confiança a comprar ao preço original. Tem havido também uma tendência crescente para peças transacionais como casacos dois-em-um, que são relevantes durante mais tempo e, por isso, não precisam de descontos mal o tempo muda. Os retalhistas estão finalmente a reconhecer que a maior parte dos consumidores não estão atrás do que está “na moda” – em parte porque as tendências muitas vezes não têm relação com o tempo no Reino Unido – e grandes gamas e uma abordagem mais flexível para controlo de stocks estão a ajudar a quebrar este ciclo», acrescenta. Contudo, o aumento de 0,2% nas vendas representa apenas 66 milhões de libras (cerca de 73,6 milhões de euros). Embora a tendência seja de melhoria até ao Natal, os retalhistas e marcas terão de ser proativos para garantirem o crescimento a longo prazo, sublinhou Glen Tooke.

5Adidas convence norte-americanos

O grupo alemão de sportswear Adidas pode potencialmente duplicar a sua quota de mercado na América do Norte para 30% graças aos produtos em execução na sua linha Boost e ao aumento da notoriedade junto dos consumidores. «Como mostram os resultados do segundo trimestre dos retalhistas e fornecedores de artigos de desporto, o sector está a revelar questões críticas e cíclicas», afirmam John Kernan, Krista Zuber e David Buckley, analistas da Cowen, numa recente nota de atualização da indústria. «Um dos principais impulsionadores da recente disrupção é a falta de segmentação nos canais, tanto nas lojas físicas como online e dentro do mercado grossista e m várias marcas», apontam, acrescentando que «a lealdade do consumidor está em grande parte a evaporar-se em favor de ser tudo sobre o produto – onde a Adidas está a ganhar». Os analistas acreditam que a Adidas pode atingir 30% de quota de mercado nos EUA nos próximos 18 meses. «As nossas análises apontam para que a Adidas ainda esteja a liderar o ciclo de produto, o que pode apoiar os seus objetivos mais ambiciosos a curto prazo. As Adidas Primeknit continuam a superar as Nike Flynit junto dos consumidores de gama mais alta, enquanto as Boost continuam a ter uma melhor performance do que as Vapor Max», sublinham. Mas para a Adidas continuar a crescer a longo prazo, os analistas acreditam que a administração terá de manter uma mão firme no inventário e na gestão da oferta, sobretudo através dos canais apropriados na América do norte e manter a criatividade e a inovação a fluir. Os analistas reforçam ainda que a impressão 3D e 4D irá tornar-se mais prevalente em 2018 tanto para a Nike como para a Adidas.

6Etiquetagem molecular chega à biblioteca

Os designers de produto de todo o mundo já podem aceder à tecnologia de etiquetagem molecular da Applied DNA Sciences depois da sua plataforma SigNature ter sido adicionada à biblioteca online de materiais inovadores Material ConneXion. A plataforma de etiquetagem molecular da Applied DNA é usada para autenticar produtos ao longo da cadeia de aprovisionamento mundial e para assegurar que estão etiquetadas corretamente. A Material ConneXion ajuda as empresas a melhorar a inovação de materiais com a criação de melhores produtos e experiências, com bibliotecas de materiais em Banguecoque (Tailândia), em Bilbao (Espanha), em Daegu (Coreia do Sul), em Milão (Itália), em Skövde (Suécia), em Tóquio (Japão) e em Nova Iorque (EUA). Os visitantes das várias filiais das bibliotecas podem ver as diferentes tecnologias, acessíveis através da base de dados online da Material ConneXion. «As novas ciências e tecnologias são avaliadas e selecionadas para inclusão com base na sua oferta única, inovação e performance extraordinária», explica Kerrie Rosenheck, especialista em materiais da Material ConneXion. A etiquetagem molecular SigNature na rastreabilidade e autenticação de têxteis será uma «parte importante» das soluções para responder aos desafios de autenticação de produto. As ferramentas SigNatureT e FiberTyping são especificamente direcionadas para os têxteis e vestuário. A SigNatureT, por exemplo, oferece uma forma de provar a origem do algodão e já foi usada para etiquetar mais de 150 milhões de libras de algodão produzido nos EUA. «A nossa inclusão na biblioteca é uma prova do nosso sucesso até agora para purificar a cadeia de aprovisionamento de algodão e reflete o crescente papel estratégico que as tecnologias como as nossas estão a ter junto dos players para alimentar a sua sustentabilidade e os objetivos de confiança junto do consumidor», sublinha James Hayward, presidente e CEO da Applied DNA.