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  1. Bakugai é a buzzword do ano
  2. Zona Euro surpreende pela negativa
  3. Inditex investe em água potável
  4. Gap desaponta em novembro
  5. Economia chinesa abranda em 2016
  6. Alemães levam sustentabilidade ao Vietname

1Bakugai é a buzzword do ano

“Bakugai” significa as explosões de compras por parte dos turistas chineses, um termo tão usado em 2015 que foi considerado como a “buzzword” do ano nos prémios de novas palavras e “buzzwords” U-Can Shingo Ryukogo Taisho, anunciados pela editora Jiyukokuminsha. «Bakugai prova a alta qualidade dos produtos japoneses», considera Luo Yiwen, presidente da cadeia de lojas de eletrónica Laox, que esteve na entrega dos prémios e cujas lojas acolheram 1,49 milhões de consumidores chineses no ano passado. Os turistas chineses terão gasto 1,1 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) no Japão só durante a época de cerejeiras em flor no ano passado, em compras de todo o tipo de produtos, desde sais de banho a visitas guiadas. No segundo trimestre deste ano, gastaram 358,1 mil milhões de ienes (2,68 mil milhões de euros), 40,3% do total e o máximo entre as nacionalidades que visitaram o país – e três vezes mais do que no ano passado. Os japoneses não estão sozinhos no que diz respeito a sentir o “bakugai”, mesmo que sejam os únicos a chamar-lhe isso. Juntamente com o Japão, a Europa é um dos principais destinos dos consumidores chineses. Mesmo depois do abrandamento económico na China, continuam a comprar artigos de luxo em Paris, Londres e outros destinos populares. Com a classe média da China a crescer rapidamente, o fenómeno “bakugai” não deverá desaparecer nos próximos tempos. Segundo o CLSA, um grupo de investimentos e compra e venda de ações sediado na Ásia, até 2020 os turistas chineses deverão atingir os 200 milhões anualmente – o dobro da quantidade dos que viajaram no ano passado – e o valor que vão gastar no estrangeiro deverá triplicar. “Bakugai” não foi a única expressão galardoada nos prémios U-Can. Segundo o Japan Times, foram também distinguidas as palavras “doron” (drone), “toripuru suri” (triplo três, um feito raro no basebol em que um jogador se distingue em três categorias) e “Abe seiji wo yurusanai” (que significa “não vamos tolerar as políticas de Abe”, em referência às medidas implementadas pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe).

2Zona Euro surpreende pela negativa

As vendas a retalho da Zona Euro caíram inesperadamente 0,1% em termos mensais, sobretudo devido a uma diminuição nas vendas de produtos alimentares, segundo os dados do Eurostat. As expectativas apontavam para um crescimento de 0,2%. As vendas de produtos não-alimentares, contudo, subiram 0,1%. Em termos anuais, as vendas a retalho cresceram 2,5%, um valor que, no entanto, fica abaixo dos 2,9% registados em setembro e das expectativas de um crescimento de 2,6%. Na UE a 28, o comércio a retalho permaneceu estagnado em outubro, em comparação com setembro, e subiu 3,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

3Inditex investe em água potável

A Inditex anunciou que vai entregar 3,7 milhões de euros à organização sem fins lucrativos Water.org para melhorar o acesso a água potável e sistemas de saneamento em países em desenvolvimento como o Bangladesh e o Camboja. A empresa, que detém marcas como a Zara e a Massimo Dutti, revelou que o dinheiro irá ser aplicado em mais de 33 mil microcréditos e beneficiar mais de 160 mil pessoas. Sob o acordo de parceria de quatro anos entre as duas organizações, a Water.org irá alocar quase 3 milhões de euros para o seu programa WaterCredit. O projeto, explicou a Inditex, pretende ajudar as pessoas com baixos rendimentos em países em desenvolvimento a ter acesso a pequenos empréstimos para água e saneamento, aumentando assim o acesso das populações a estas necessidades básicas. Em particular, vai expandir a abrangência das atividades já em curso no Bangladesh e desenvolver a iniciativa no Camboja, o que deverá melhorar diretamente a vida de mais de 160 mil pessoas. Um quarto da contribuição para a Water.Org será disponibilizado para o New Ventures Fund, uma entidade de financiamento para investigação e desenvolvimento que a organização não-governamental usa para encontrar novas formas de combater a crise da água. A Inditex terá um lugar no conselho desse fundo para analisar os desenvolvimentos anuais. A empresa espanhola afirmou que considera o investimento em programas sociais «um pilar fundamental» na melhoria do bem-estar e na coesão das comunidades com quem trabalha. A colaboração com a Water.org está relacionada com o compromisso da Inditex de usar fontes de água sustentáveis. A Estratégia Global de Gestão de Água da Inditex constitui um guia que permite que a empresa colabore com outros grupos de especial interesse ligados à gestão racional e sustentável da água, nomeadamente fornecedores, clientes, funcionários, administrações e organizações não-governamentais.

4Gap desaponta em novembro

A gigante americana de retalho Gap Inc registou vendas comparáveis «desapontantes» em novembro, com quebras em todas as suas marcas – sendo mesmo as primeiras comparações negativas da Old Navy desde abril. A empresa sediada em San Francisco, que opera mais de 3.300 lojas, registou uma quebra de 8% nas vendas comparáveis nas quatro semanas até 28 de novembro. A Banana Republic registou um declínio de 19%, a Gap desceu 4% e a Old Navy caiu 9%. A administração indicou que o mês de novembro foi muito promocional, o que, para o analista da Stifel, Richard Jaffe, significa que estes resultados vão provavelmente trazer uma significativa pressão sobre as margens no quarto trimestre. A diretora financeira da Gap Inc, Sabrina Simmons, afirmou que «com grande parte da época de Natal ainda pela frente, as nossas equipas continuam focadas numa forte execução e em dar experiências atrativas aos consumidores em todas as nossas marcas». O analista da UBS, Michael Binetti, descreveu a performance como «desapontante», acrescentando que, apesar das indicações positivas sobre uma melhoria no denim no início deste ano, a categoria acabou por «não ser imune à depressão geral que atingiu o retalho». Binetti acrescentou ainda que «embora reconheçamos as forças defensivas da Gap (corte de custos, recompra de ações), as tendências em desaceleração e as mudanças recentes na liderança reduzem a nossa convicção de que a Old Navy consiga manter o seu dinamismo e que os processos disciplinados que colocaram a Old Navy no centro da história de rentabilidade da Gap sejam bem-sucedidos na transposição para as marcas Gap e Banana Republic».

5Economia chinesa abranda em 2016

O crescimento económico da China deverá abrandar para 6,5% no próximo ano, de acordo com o Centro de Informação Estatal, um organismo que faz parte da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento. Segundo as previsões, publicadas no China Securities Journal, o índice de preços ao consumidor deve subir 1,5% e o índice de preços ao produtor deve cair 3,5%. O crescimento económico da China baixou para 6,9% no terceiro trimestre deste ano, a taxa de crescimento mais baixa desde 2009. A previsão de 6,5% para o próximo ano é a taxa anual mínima que a economia terá de crescer para conseguir atingir as metas do plano quinquenal do governo para, até 2020, duplicar o rendimento médio dos chineses em 2010.

6Alemães levam sustentabilidade ao Vietname

A iniciativa Partnership for Sustainable Textiles, que tem como objetivo melhorar em termos sociais, ecológicos e económicos a cadeia de aprovisionamento de têxteis e vestuário, foi lançada no Vietname. A iniciativa alemã foi anunciada na Embaixada da Alemanha, em Hanoi, com o vice-embaixador Hans­Jörg Brunner a afirmar que o objetivo é fornecer informação relacionada com o trabalho pioneiro do grupo para que as empresas vietnamitas interessadas possam integrar a iniciativa. Este é mais um passo nos planos do grupo, que revelou no início deste ano a intenção de desenvolver «centros de produção» em grandes países produtores, especialmente no Bangladesh, Camboja, China, Paquistão e Vietname. A Partnership for Sustainable Textiles foi criada em Berlim em outubro do ano passado por iniciativa de Gerd Mueller, o Ministro de Desenvolvimento e Cooperação Económica da Alemanha. O grupo estabeleceu padrões para toda a cadeia de produção de matérias-primas, têxteis e vestuário, sobretudo no que diz respeito à segurança dos edifícios, melhores relações industriais, salários de sobrevivência, produção de fibras (especialmente de algodão) e redução de químicos perigosos (focando-se inicialmente na contaminação da água). O projeto integra como membros os principais retalhistas e empresas de vestuário da Alemanha, incluindo o Otto Group, C&A, Aldi, Lidl, KiK, Adidas, Puma, Hugo Boss, Rewe e Tchibo, alguns produtores e organizações não-governamentais e sindicatos. O lançamento gradual dos objetivos da coligação começou no outono deste ano, estando direcionados para tornar a produção de artigos têxteis mais sustentável e ética, especialmente em países asiáticos. O Vietname, indicou o grupo, é o primeiro mercado-alvo. «Através de relações de colaboração de longa duração no Vietname, a aliança pode concretizar as suas metas com base nas melhores práticas, assim como através da rede estabelecida no país e na região», acrescentou. O Vietname é o quarto maior exportador de vestuário do mundo, com uma quota de mercado de 3,7%. A indústria representa 8% do PIB, assim como 13% a 15% do total de exportações do país. Há cerca de 5.000 empresas na indústria, que empregam 2,5 milhões de pessoas.