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Breves

  1. AccuMark da Gerber com novos clientes
  2. Lycra muda de mãos
  3. Exportações do Camboja abrandam
  4. Baterias impressas a caminho
  5. Retalho tem de apostar em AI
  6. Colarinhos adaptáveis valem patente

1AccuMark da Gerber com novos clientes

A Fashion Enter e a empresa “irmã” FashionCapital investiram na solução de design de moldes da Gerber Technology para apoiar a parte comercial e também a academia de formação. A Fashion Enter, que se tornou nos últimos anos a maior fornecedora no Reino Unido de formação em áreas técnicas da moda, selecionou o AccuMark para integrar nos seus programas. «Nos últimos seis meses, expandimos o nosso serviço Fashion Studio com 28 novos clientes, incluindo a Huntsman e a Gormley & Gamble», revela Jenny Holloway, fundadora da empresa sem fins lucrativos Fashion Enter. «A equipa de modelagem, liderada por Lauren Loftus e apoiada por uma equipa excelente de seis pessoas está a todo o gás. Por isso investimos no mais recente sistema de CAD da Gerber para assegurar que a precisão do detalhe está nos nossos serviços de modelagem e graduação», acrescenta. Fundada em 2006, a Fashion Enter forma costureiras, técnicos de corte e técnicos de modelagem, ao mesmo tempo que produz amostras para Asos.com e desenvolve e produz coleções para a Tesco, o Harrods e a Phase Eight, bem como outros retalhistas que procuram introduzir mais “made in Britain” na sua oferta. Já a Gerber quer tornar a vida «mais fácil» a todos os que estão envolvidos na indústria. «Há quase 50 anos que damos tecnologia aos educadores para os ajudar a preparar a próxima geração de líderes da moda», explica Yvonne Heinen-Foudeh, diretora de marketing e comunicação para a região da Europa, Médio Oriente e Norte de África (EMEA) da Gerber Technology.«O sucesso da indústria depende dos estudantes se formarem com conhecimento de como as tecnologias como o PLM, CAD e máquinas inteligentes usadas na produção estão interligadas e são essenciais para o fluxo de trabalho e a Fashion Enter/FashionCapital é a parceira ideal para apoiar a nossa missão», resume.

2Lycra muda de mãos

A produtora de fibras Invista fez um acordo com a chinesa Shandong Ruyi Investment Holding para vender a unidade de Vestuário e Têxteis Avançados, que inclui a marca Lycra. A transação irá incluir o portefólio de fibras para vestuário da Invista – que, além da marca Lycra, conta ainda com a Lycra HyFit, a Coolmax, a fibra e isolamento Thermolite e os produtos fibrosos Elaspan, Supplex e Tactel – assim como algumas áreas produtivas, centros de investigação e desenvolvimento, escritórios comerciais e todas as operações associadas na área técnica, comercial e administrativa, correspondendo a cerca de 3.000 funcionários. A Invista irá manter os negócios de poliamida, poliéster, polióis e licenças, incluindo o portefólio de polímero e fibras de poliamida, as fibras para tapetes Stainmaster e Antron e o tecido Cordura. «O negócio de vestuário sempre foi uma parte estratégia e valorizada do nosso portefólio», afirma o CEO da Invista, Jeff Gentry. «Envolvemos o mercado porque queríamos que este negócio fosse detido por uma empresa que fosse capaz de criar o melhor valor para os clientes, empregados e acionistas. Neste caso, acreditamos que a Shandong Ruyi Investment Holding tem o conhecimento e a capacidade que vai permitir que este negócio prospere mais e seja bem sucedido a longo prazo», sublinhou. A Shandong Ruyi é uma das maiores produtoras têxteis na China e está no primeiro lugar no top 500 das empresas têxteis e de vestuário no país. O grupo tem uma cadeia de valor completamente integrada com operações desde o cultivo de matérias-primas ao retalho de vestuário. «Os ativos de classe mundial da Invista e as suas marcas com notoriedade junto dos consumidores são perfeitos para o nosso portefólio crescente de produtos ligados ao têxtil», acredita Yafu Qiu, presidente do conselho de administração da Shandong Ruyi Investment Holding, que, citando o exemplo da Lycra, garantiu que «estamos empenhados em levar este negócio para o próximo nível, através do investimento em inovação e no portefólio de marcas conhecidas pelos consumidores».

3Exportações do Camboja abrandam

As exportações de vestuário e calçado deverão reduzir o ritmo de crescimento este ano, embora não se antecipe um declínio. Ken Loo, secretário-geral da Associação de Produtores de Vestuário do Camboja, indicou numa cimeira têxtil recente que o crescimento deverá rondar os 5% este ano, em comparação com 7% em 2016. O abrandamento deve-se, contudo, a uma ocorrência normal do mercado, provocada pela expansão da base de produção da indústria, sublinhou. Embora os números das exportações não tenham ainda sido publicados, Loo afirmou na cimeira que abriram 25 novas fábricas no Camboja, tendo encerrado 53. O sector do vestuário do Camboja beneficia da abundância de mão de obra barata e estatuto preferencial junto da UE, assim como acesso sem taxas ao mercado americano para bens de viagem. Contudo, o aumento do salário mínimo previsto para janeiro de 2018, pode afetar as exportações, acreditam os produtos. A Associação de Produtores de Vestuário tem, por isso, apelado ao governo para ajudar os produtores a compensar o aumento de 11% do salário mínimo e o pacote de benefícios aos trabalhadores. Para além do aumento do salário de 153 dólares para 170 dólares por mês, os empregadores terão de pagar a 100% os custos com os cuidados de saúde dos trabalhadores, que anteriormente era dividido entre o governo e a entidade empregadora, o que a associação afirma que muitos empresários não terão condições de pagar.

4Baterias impressas a caminho

Investigadores da Universidade de Manchester estão mais perto de alimentar dispositivos de tecnologia wearable com baterias flexíveis impressas diretamente no tecido. A investigação foi motivada pelo problema causado pelo facto de, muitas vezes, os wearables necessitarem de dispositivos de alimentação maiores. A solução que está a ser desenvolvida inclui um supercondensador flexível em estado sólido que funciona ao usar tinta condutora de óxido de grafeno na impressão de um têxtil de algodão. Os elétrodos estampados têm, alegadamente, «muito boa estabilidade devido a uma excelente interação entre a tinta o substrato têxtil». Nazmul Karim, investigador de intercâmbio na Universidade de Manchester, que é coautor do relatório de investigação, afirma que a solução «vai abrir possibilidades para fazer têxteis eletrónicos inteligentes com eficiência de custos e “amigos do ambiente” capazes de, ao mesmo tempo, armazenar energia e monitorizar a atividade humana e a condição fisiológica ao mesmo tempo». Além disso, destaca, «o desenvolvimento de um supercondensador têxtil flexível à base de grafeno que usa uma técnica de impressão simples e com a possibilidade de ganhar escala é um passo significativo para concretizar a próxima geração de têxteis eletrónicos wearable multifuncionais». Um outro coautor, Amor Abdelkader, acrescenta que «os têxteis são dos substratos mais flexíveis e, pela primeira vez, imprimimos um dispositivo estável que consegue armazenar energia e ser tão flexível como o algodão. O dispositivo é ainda lavável, o que, na prática, torna possível usá-lo para as roupas inteligentes do futuro. Acreditamos que este trabalho vai abrir a porta para estampar outro tipo de dispositivos em têxteis».

5Retalho tem de apostar em AI

A Inteligência Artificial (AI) tem o potencial para aumentar os lucros do retalho através da simplificação dos procedimentos, automação e aceleração da inovação, ajudando as empresas a «sobreviver e prosperar» num mercado em rápida evolução. De acordo com a Blue Yonder, as organizações têm de acompanhar as tendências da tecnologia se quiserem colher os benefícios. Para além do controlo automático de stocks, «as empresas também podem usar a inteligência artificial para automatizar tarefas demasiado trabalhosas para os funcionários, melhorando a sua posição na empresa e a sua satisfação no trabalho, além de lhes dar mais tempo para as tarefas principais», afirma Michael Feindt, físico de partículas, ex-cientista do CERN e fundador da Blue Yonder. «A AI também pode simplificar a inovação no retalho e permitir que o processo de desenvolvimento se torne mais rápido», pelo que, acrescenta, «os retalhistas irão prosperar e aumentar os lucros se adaptarem as suas organizações, seja na cadeia de aprovisionamento ou no chão de fábrica, para responder à nova velocidade dos desenvolvimentos e manter-se a par do mundo». De acordo com a Blue Yonder, o retalho está a lidar com muitas mudanças: a era dos millennials mudou as regras das compras, exigindo opções de compras 24/7 em qualquer plataforma, entregues quando eles querem. Isso, a somar à transparência digital dos preços e à facilidade de comparar produtos online, torna o retalho muito diferente, com margens cada vez mais reduzidas. «Como tal, é extremamente importante que os retalhistas sejam capazes de utilizar soluções de inteligência artificial e oferecer experiências ainda melhores aos consumidores, com as estratégias de reposição e de preço mais eficazes, ao mesmo tempo que torna crítico reduzir o desperdício», explica Michael Feindt, para quem «só os retalhistas que entendem a importância dos algoritmos avançados de aprendizagem de máquinas e grandes dados vão sobreviver e prosperar».

6Colarinhos adaptáveis valem patente

A Talon International, fornecedora americana de fechos e acessórios, registou uma patente para uma inovação que permite que os colarinhos das camisas estiquem para melhorar o conforto do utilizador. A empresa afirma que marcas conhecidas, como a Van Heusen, Calvin Klein, Geoffrey Beene, Tommy Hilfiger, Arrow, Michael Kors, Chaps, Eagle e Izod, já estão a usar a tecnologia “Flex Collar” em camisas formais. Os colarinhos das camisas causam desconforto por dois motivos principais: o encolhimento da camisa durante a lavagem e as mudanças na forma e tamanho do corpo do consumidor, provocadas pelo stress ou pelo aumento de peso. A Talon International explica que os equipamentos, processos, engenharia de vestuário e materiais que possui permitiram desenvolver a tecnologia Flex Collar para assegurar que os colarinhos que apertam sejam uma coisa do passado. A inovação permite não só que o colarinho estique até mais de 2,5 centímetros sem enrugar nem comprometer a sua estrutura, como também impede que encolha, garante a empresa. A solução reflete a tecnologia TekFit da Talon, que foi desenvolvida para resolver o problema comum de cintos rígidos para homens, que não podiam ser ajustados.