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Breves

  1. Modatex integra estrangeiros
  2. Telfar conquista CFDA/Vogue Fashion Fund
  3. Michael Kors bate estimativas no segundo trimestre
  4. Retalho canadiano em guerra com norte-americanos
  5. Homens à frente na corrida aos presentes
  6. Lanvin prepara reestruturação

1Modatex integra estrangeiros

Este ano, mais de 100 imigrantes já concluíram os cursos de português para estrangeiros promovidos pelo Modatex, que tem vindo a alargar o seu raio de atuação para lá da formação dos recursos humanos da indústria têxtil e vestuário. Para além de promover a qualificação de adultos, uma das missões do centro de formação passa por fomentar a inserção social, nomeadamente através do ensino da Língua Portuguesa. O Modatex tem registado um aumento na procura dos seus cursos de português para estrangeiros, nomeadamente os que se destinam a imigrantes que procuram obter um visto de residência em Portugal. Esses cursos, com a duração de 150 horas, têm vindo a ser realizados na delegação de Lisboa ou nas instalações de associações que identificam essa necessidade e que, em parceria com o Modatex, promovem esses cursos. O mais recente teve início no mês de setembro e prolonga-se até ao dia 21 de dezembro, contando com 24 formandos. Este ano decorreram já cinco cursos, frequentados por mais de 100 imigrantes provenientes de países como a Índia, Bangladesh, Bulgária, Polónia, Marrocos ou Guiné-Bissau. Os cursos de Português para Falantes de Outras Línguas têm a duração de três meses e estão divididos em seis UFCD (Unidades de Formação de Curta Duração); na primeira são ensinadas as “bases” da língua, nomeadamente a identificação do alfabeto latino, as maiúsculas e as minúsculas, mas também alguns fundamentos da conversação, como cumprimentar ou dizer o nome. Nas últimas 25 horas da formação os alunos já deverão conseguir ler e comentar pequenas notícias, conhecer alguns aspetos da cultura portuguesa e os direitos e deveres em vários contextos.

2Telfar conquista CFDA/Vogue Fashion Fund

Na passada segunda-feira, as 10 marcas finalistas ao prémio CFDA/Vogue Fashion Fund de 2017 reuniram-se com a elite da indústria da moda no espaço Weylin, Nova Iorque, para saber qual delas havia ganho a reputada competição anual. A honra deste ano, depois da votação de um júri de designers e insiders da indústria, coube à marca Telfar, assinada pelo designer Telfar Clemens. Telfar Clemens lançou a linha unissexo sediada em Nova Iorque em 2005 e a marca que tem sido vendida em pontos de venda como a Colette e Opening Ceremony. O designer recebeu ainda um prémio pecuniário de 400 mil dólares (aproximadamente 345 mil euros). Duas das 10 marcas a concurso receberam ainda 150 mil dólares, são elas a marca de eyewear Ahlem e a marca de pronto-a-vestir inclusiva Chromat. Todas as 10 eleitas receberam um ano de acompanhamento do CFDA/Vogue Fashion Fund.

3Michael Kors bate estimativas no segundo trimestre

A Michael Kors superou as estimativas dos analistas para o lucro e receita do segundo trimestre, depois de os esforços de reposicionamento da marca terem revertido o declínio nas vendas nas Américas pela primeira vez num ano. A empresa subiu também a sua previsão de receitas para o ano, refletindo as vendas adicionais da sua mais recente aquisição, a Jimmy Choo. A Michael Kors tem vindo a enfrentar a queda nas vendas em loja, à medida que mais consumidores preferem as compras online. A distribuição no retalho e a dependência das promoções para impulsionar as vendas também corroeram o valor e o apelo da marca junto dos consumidores. Para reverter a queda de mais de dois anos nas vendas, a empresa tem vindo a apostar numa estratégia multimarca. A Michael Kors retirou também o stock com desconto dos grandes armazéns e de canais off-price, atualizou a sua linha de bolsas e encerrou lojas com má performance. «Esta é a primeira vez em mais de um ano que as vendas nas Américas, por exemplo, cresceram – prova de que a empresa está a recuperar o terreno que havia perdido», considerou Neil Saunders, diretor-geral da consultora GlobalData Retail. A receita total subiu 5,4%, para 1,15 mil milhões de dólares (aproximadamente 992 milhões de euros) no trimestre, superando os 1,05 mil milhões de dólares esperados pelos analistas. A Kors reviu em alta a sua previsão para a receita fiscal de 2018 para os 4,59 mil milhões de dólares, face aos anteriores 4,28 mil milhões. Para o trimestre do Natal, a empresa espera que as vendas da Jimmy Choo totalizem entre 105 milhões a 110 milhões de dólares.

4Retalho canadiano em guerra com norte-americanos

Os retalhistas canadianos estão a fortificar as suas defesas contra os operadores de comércio eletrónico norte-americanos, num esforço para evitar mais perdas de quota de mercado e a erosão das margens de lucro. Quatro das cinco principais empresas no comércio eletrónico do Canadá são norte-americanas, numa lista liderada pela Amazon e pelo Wal-Mart, de acordo com um ranking de 2017 dos 45 principais retalhistas que operam no Canadá, divulgado pela consultora Chasm. Em contraste, quatro das cinco últimas empresas da lista são canadianas. «A maioria das empresas canadianas continua a ser o mesmo tipo de negócio que sempre foi, enquanto o mundo à volta está a mudar», reconheceu Ashish Anand, presidente-executivo da Chasm, sediada em Vancouver. A expansão agressiva das empresas dos EUA dificulta também a contratação de talento aos operadores canadianos, deixando-os ainda mais para trás, acrescentou Anand. A Amazon, eBay, Apple, Wal-Mart, Costco e a Home Depot representam cerca de 40% das receitas de comércio eletrónico do Canadá, avaliadas em aproximadamente 20 mil milhões de dólares (aproximadamente 17,3 mil milhões de euros), de acordo com o Boston Consulting Group (BCG), que prevê que, na próxima década, mais de 35% do crescimento das vendas retalho no Canadá venha da Internet.

5Homens à frente na corrida aos presentes

Este Natal, os homens deverão gastar mais do que as mulheres nas compras de presentes para os seus entes queridos, de acordo com uma nova pesquisa da CreditCards.com. Apenas 29% dos homens planeiam gastar menos de 50 dólares (aproximadamente 43 euros) no presente mais caro, em comparação com 40% das mulheres. Quando se trata de quem receberá o presente mais caro, mulheres e homens têm pontos de vista diferentes. Enquanto os homens deverão gastar mais com a companheira, as mulheres indicam que será com os filhos. No geral, os consumidores planeiam gastar mais na quadra natalícia de 2017. Aproximadamente 53% dos adultos planeiam gastar 50 dólares ou mais por presente e 27% pretendem gastar 100 dólares ou mais por presente. «Antecipo mais adultos gastem pelo menos 50 dólares por presente nesta temporada», afirmou Matt Schulz, analista da CreditCards.com, «especialmente considerando que a taxa de desemprego está baixa, a dívida do cartão de crédito está a aumentar e as pessoas parecem ter a sua saúde financeira em ordem», acrescentou.

6Lanvin prepara reestruturação

A casa de moda francesa deverá ser relançada no mercado antes do final do ano, com planos de expansão nos acessórios e noutros artigos de luxo, segundo informação avançada pela AFP. A Lanvin tem estado em queda livre desde a saída do diretor criativo Alber Elbaz, há dois anos. A dona da Lanvin, Shaw-Lan Wang, financiará agora a reviravolta com uma nova injeção de capital na casa de moda. A Lanvin perdeu até 18,3 milhões de euros no ano passado, a primeira perda numa década. O novo diretor criativo, Olivier Lapidus – que substituiu Bouchra Jarrar em julho –, disse à AFP que estava já a preparar uma grande mudança para a marca fundada em 1889. «Wang acredita muito na marca», garantiu Lapidus. Tem havido especulações de que Lapidus tem o objetivo de transformar a Lanvin «numa Michael Kors francesa», posicionada no segmento de luxo acessível. Mas Lapidus tem negado tais planos. O novo diretor criativo da casa de moda francesa confirmou apenas a vontade de revitalizar a linha de vestidos de noiva e de festa da Lanvin e expandir a marca para a decoração e lifestyle.