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Breves

  1. Presente antecipado para a Inditex
  2. Kering vende Sergio Rossi
  3. Mulberry ganha com luxo acessível
  4. Wal-Mart provoca desemprego nos EUA
  5. Retalho otimista na Nova Zelândia
  6. Alibaba em busca da redenção

1Presente antecipado para a Inditex

Os lucros da Inditex subiram nos nove meses até outubro, com a sua oferta de moda atenta às tendências a dar um bom início à época de Natal. O lucro de 2,02 mil milhões de euros mostra que o grupo manteve-se forte apesar das temperaturas amenas que prejudicaram a procura por vestuário de inverno na Europa e que, consequentemente, levaram a resultados mais fracos para o retalho, sobretudo em países como o Reino Unido. As vendas da maior retalhista de moda do mundo nas quatro semanas entre 1 de novembro e 3 de dezembro subiram 15% – uma taxa de crescimento que se repetiu, a câmbios constantes, no período de nove meses. «Podemos dizer que a Inditex está com uma atividade tão forte no trimestre até à data como no terceiro trimestre», afirma Anne Critchlow, analista da Société Générale, acrescentando que os números devem suportar o preço das ações. A Zara, a principal marca da Inditex, encantou os consumidores nesta estação com um looks minimalistas com cortes retos, que combinaram cores suaves com botins e calças de todas as formas e comprimentos. O grupo espanhol, que detém no total nove marcas, revelou ainda que a área de venda está a aumentar em linha com os seus planos e que as vendas comparáveis têm sido «sólidas». Contudo, a margem bruta desceu para 58,8%, em comparação com 59,4% no trimestre passado, provavelmente afetada pela força do dólar, que está a aumentar os custos de aprovisionamento na Ásia. No entanto, a Inditex é menos afetada do que os seus concorrentes, uma vez que tende a aprovisionar-se perto de casa, o que lhe permite aptar-se mais rapidamente às mudanças nos gostos e chegar rapidamente ao mercado. O Ebitda subiu 18%, para 3,33 mil milhões de euros, em linha com as expectativas dos analistas consultados pela Reuters.

2Kering vende Sergio Rossi

O grupo Kering fez um acordo para vender a marca de calçado de luxo Sergio Rossi à empresa europeia de investimento Investindustrial. A transação inclui 100% do negócio, incluindo os direitos de marca registada e a rede de distribuição. O Kering afirmou que o acordo vai permitir que a marca Sergio Rossi continue o seu desenvolvimento com um parceiro estratégico que possa apoiar solidamente a marca e traga perspetivas de crescimento a longo prazo. Andrea Bonomi, sócio sénior da Investindustrial, explicou que «construímos uma excelente relação com o Kering, que nos escolheu como novos donos da marca. Esta escolha deixa-nos orgulhosos, já que, ao longo dos anos, a Investindustrial, através de várias histórias de sucesso, construiu e desenvolveu marcas com grande tradição. Atualmente somos parceiros de grandes marcas, como a Aston Martin, Flos e B&B Italia, que estão a crescer internacionalmente. O mesmo percurso de crescimento que queremos atingir com a Sergio Rossi». A Sergio Rossi foi comprada pelo Kering em 1999, tendo ficado completamente sob a alçada do grupo francês em 2005.

3Mulberry ganha com luxo acessível

A produtora britânica de carteiras Mulberry deu sinais de que o seu plano para reconquistar os consumidores com produtos mais acessíveis está a ganhar dinamismo, tendo registado um aumento de 5% no volume de negócios e uma melhoria na margem de lucro. A Mulberry, conhecida pelas suas carteiras em pele clássicas, passou o último ano a tentar voltar às suas raízes no chamado luxo acessível, depois de uma tentativa fracassada de se tornar mais exclusiva, com carteiras a custar cerca de 1.500 euros, que levaram a uma série de avisos de lucro. «O negócio está a aumentar e está em linha com as nossas expectativas, por isso estamos bastante confiantes que vai continuar dessa forma», afirmou à Reuters o CEO Thierry Andretta. A empresa indicou que as vendas a retalho nas 10 semanas até 5 de dezembro subiram 5% em termos comparáveis, embora tenha reconhecido que os resultados anuais estarão dependentes das próximas semanas de vendas no Natal e até janeiro. «Obviamente há algumas semanas importantes até ao Natal e ao Ano novo, mas para já está tudo bem», acrescentou o presidente do conselho de administração Godfrey Davis. A Mulberry indicou que viu vendas encorajadoras nas suas lojas a retalho nos seis meses terminados a 30 de setembro, que ajudaram a compensar o declínio já esperado nas vendas por grosso, devido ao abrandamento nas encomendas dos retalhistas asiáticos. A empresa registou um volume de negócios de 67,8 milhões de libras (93,7 milhões de euros) no primeiro semestre do ano fiscal e regressou aos lucros, com um lucro bruto de 100 mil libras em comparação com o prejuízo de 1,1 milhões de libras do ano passado. As margens brutas aumentaram de 59,9% para 61,5%. «O segundo semestre começou bem, com as primeiras 10 semanas a registarem um crescimento de 5%, um bom número num mercado de luxo em dificuldades, especialmente no Reino Unido/Londres», destacaram os analistas do Barclays numa nota.

4Wal-Mart provoca desemprego nos EUA

A importação de bens da China pelo Wal-Mart Stores Inc levou a uma perda de 400 mil postos de trabalho nos EUA entre 2001 e 2013, segundo um estudo de um think tank americano. O maior retalhista do mundo representou provavelmente 15,3% do crescimento do défice comercial dos EUA com a China nesse período, segundo o Economic Policy Institute (EPI). O défice comercial dos EUA com a China quase que quadruplicou para 324,2 mil milhões de dólares (296,3 mil milhões de euros) nos 12 anos até 2013, com o Wal-Mart a representar 48,1 mil milhões de dólares do total, sustenta o EPI. «O Wal-Mart contribuiu para o abuso dos direitos humanos na China e para as suas violações das normas de comércio reconhecidas internacionalmente ao dar um canal de distribuição em constante crescimento para exportações da China para os EUA artificialmente baratas e subsidiadas», afirma o EPI. O think tank revela ainda que o plano do Wal-Mart para aprovisionar mais produtos feitos nos EUA resultou, na verdade, na criação de poucos postos de trabalho. O Wal-Mart, por seu lado, considera que a análise do EPI tem «falhas» e que a empresa acrescenta empregos em áreas de negócio como cadeia de aprovisionamento, logística e distribuição. O Wal-Mart citou ainda um estudo do Boston Consulting Group que aponta para que a empresa vá criar cerca de um milhão de novos postos de trabalho nos EUA até 2023 através das suas iniciativas de produção nos EUA, incluindo um crescimento direto de cerca de 250 mil postos de trabalho. Já o EPI sustenta que o aumento do défice comercial dos EUA com a China e o aumento das importações do Wal-Mart deverá deslocar mais postos de trabalho na produção do que aqueles que o retalhista vai criar nos EUA na próxima década. O EPI tem o apoio de organizações laborais como a American Federation of Labor and Congress of Industrial Organizations e a United Food and Commercial Workers International Union, que têm apoiado campanhas dos funcionários do Wal-Mart para melhorar os salários e as regalias.

5Retalho otimista na Nova Zelândia

Os retalhistas na Nova Zelândia esperam uma forte época de Natal, com as vendas a subirem de forma consistente no ano até setembro. Contudo, alguns continuam cautelosos devido ao abrandamento do mercado de trabalho e da economia. A associação da indústria Retail NZ prevê que as vendas no período entre outubro e dezembro atinjam pelo menos 17,1 mil milhões de dólares neozelandeses (10,7 mil milhões de euros), depois do valor recorde de 16,3 mil milhões de dólares neozelandeses no mesmo período do ano passado. O Natal será um período crítico para muitos retalhistas, segundo um estudo da Retail NZ, com 40% dos retalhistas a não atingirem o seu objetivo de vendas no último trimestre. «As coisas têm corrido bem mas não têm sido perfeitas e tem havido vários retalhistas que viram as vendas a cair ao longo do ano», afirmou ao Dominion Post o diretor de assuntos externos da Retail NZ, Greg Harford. As taxas de juro baixas e fortes fluxos migratórios estão igualmente a dar aos retalhistas razões para estarem otimistas, mas os analistas consideram que o aumento do desemprego pode ter impacto na confiança dos consumidores durante o Natal.

6Alibaba em busca da redenção

O Alibaba quer atrair mais de 10 mil produtores de qualidade para criarem lojas nos seus mercados online como parte da recuperação da empresa, numa altura em que o gigante chinês de comércio eletrónico está a tentar afastar-se da imagem de vendedor de produtos de baixa qualidade e de contrafações. A empresa estabeleceu como meta anual de vendas 100 mil milhões de yuans (14,2 mil milhões de euros) para artigos de gama alta, indica o jornal China Daily, e fez uma parceria com quatro organizações independentes para fazer o controlo de qualidade dos produtos vendidos diretamente pelos produtores. Jin Jianhang, presidente do Alibaba, revela que o objetivo é responder ao apetite dos consumidores chineses por produtos estrangeiros com fábricas locais de elevada qualidade, muitas das quais têm produzido para marcas internacionais. A ação segue-se a uma série de acusações contra o Alibaba por tolerar a venda de bens contrafeitos nas suas plataformas, incluindo um processo legal submetido pelo grupo de bens de luxo Kering relativamente à sua marca Gucci. Em abril, o Alibaba criou um canal vertical no Taobao dedicado a artigos de gama alta, que trabalha com mais de 4.500 fornecedores que exportam ou produzem para marcas internacionais. Os analistas aplaudiram a iniciativa, que é vista como uma ação para melhorar a imagem internacional do Alibaba e ajudar os exportadores a entrarem no mercado interno da China. Ao levar os produtores diretamente até aos consumidores online, o Alibaba também pretende facilitar o feedback de quem compra e ajudar os produtores a envolverem os consumidores no processo de design e produção.