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  1. David Ferreira encanta Janet Jackson
  2. Geração Z quer presentes para o Instagram
  3. Calvin Klein escolhe Amazon
  4. Gap supera expectativas
  5. O athleisure veio para ficar
  6. Victoria’s Secret voa em Xangai

1David Ferreira encanta Janet Jackson

A cantora Janet Jackson escolheu um vestido do designer português David Ferreira – que desfila na plataforma Lab da ModaLisboa desde março de 2016 – para marcar presença, no passado dia 9 de novembro, na gala Out100 Celebration, em Nova Iorque, na qual foi distinguida com o prémio Music Icon Award. O vestido preto em renda e seda é uma das peças da coleção primavera-verão 2017 de David Ferreira e a cantora complementou o look com peças de Rick Owens. David Ferreira licenciou-se em julho de 2015 em design de moda pela universidade de Westminster, de Londres, e desde então já arrecadou três galardões internacionais.

2Geração Z quer presentes para o Instagram

Independentemente do género de artigo, neste Natal, os presentes recebidos pelos membros da geração Z devem ser dignos de uma partilha na rede social Instagram. Esta é a conclusão do relatório “Gen Z Holiday Gifting and Influencer”, da empresa Sweety High. Cerca de 58% dos elementos femininos da geração Z, entre os 13 e os 16 anos, preferem receber presentes que sejam «dignos de Instagram». O número talvez não seja uma surpresa, considerando que esta geração cresceu com a evolução das redes sociais. Das 600 jovens inquiridas entre os 13 e os 22 anos, a conectividade é um dos temas em destaque nas listas de desejos para a quadra. Entre o grupo dos 13 aos 16 anos, 42% querem um computador portátil para o Natal, pelo que a tecnologia “tradicional” ainda não está morta para esta geração. Independentemente da idade, a geração Z quer prendas digitais (51%) mais do que produtos de beleza (49%). Todavia, a moda continua a surgir no topo da lista, com 63%, sendo seguida pelas viagens (62%) e pelas experiências, como tratamentos de spa ou bilhetes para concertos (57%). Apenas 39% das inquiridas querem smartphones. Por outro lado, ainda que a geração Z queira receber presentes para mostrar no Instagram, 88% querem que estes tenham um significado pessoal, enquanto 77% preferem presentes úteis. Apesar desta obsessão pelas redes sociais, a geração Z também é surpreendentemente tradicional e gosta de interações offline. Estes jovens preferem lojas físicas e a pesquisa corrobora isso. Embora 54% gostem de fazer compras online, 77% gostam de visitar as lojas para comprar presentes e apreciam, especialmente, os centros comerciais. As pessoas que mais os influenciam nas ideias de presentes são os amigos (81%) e familiares (77%), em vez das celebridades que seguem no Instagram e noutras plataformas (12%).

3Calvin Klein escolhe Amazon

Pela primeira vez, a Calvin Klein está a contornar a venda nos grandes armazéns para apresentar, em primeira mão, a sua nova linha de underwear na Amazon durante a quadra natalícia. Os modelos, que incluem bralettes de algodão e cuecas às riscas, estarão disponíveis em Amazon.com e em lojas pop-up em Nova Iorque e Los Angeles, de 16 a 31 de dezembro. Os grandes armazéns só começarão a receber os artigos a partir de janeiro. Os clientes que visitarem as lojas pop-up vão poder comprar itens através da app móvel da Amazon. Os provadores terão dispositivos Amazon Echo capazes de responder a perguntas sobre a coleção, controlar a iluminação e, claro, colocar música ambiente. Os clientes das lojas pop-up poderão ainda customizar as peças com bordados. Esta parceria com a Calvin Klein é mais uma experiência importante para a Amazon, uma vez que as lojas pop-up são uma oportunidade perfeita para a gigante online explorar as vendas offline. O facto de ser uma coleção exclusiva é também valioso para a retalhista online, numa altura em que a Amazon aposta cada vez mais nas marcas próprias.

4Gap supera expectativas

A Gap revelou, na semana passada, resultados trimestrais que superaram as expectativas dos analistas, alavancados pelos esforços da empresa em revitalizar as marcas Gap e Old Navy e pela revisão em alta das vendas em loja em 2017. As ações da empresa subiram quase 7%, para 29,30 dólares (aproximadamente 24,84 euros). A Gap, como muitas outras retalhistas de vestuário, assistiu à quebra das vendas devido à mudança de hábitos dos consumidores e à sua preferência crescente pelas compras online. Como resposta, a empresa tem procurado aumentar o investimento para atualizar a gama de produtos com fraca performance, melhorar a oferta online e encurtar o tempo de reabastecimento das lojas Old Navy e Athleta. «Todas as nossas marcas estão a superar o tráfego da indústria no terceiro trimestre», atestou o diretor-executivo Art Peck. As vendas comparáveis da Old Navy, a maior contribuidora para as contas da Gap, cresceram 4% no trimestre, superando a estimativa dos analistas de uma subida de 2,5%. A empresa indicou ainda um crescimento de 1% das vendas na Gap. As vendas de comparáveis da Banana Republic, por seu lado, sentiram uma quebra de 1%. No total, as vendas comparáveis subiram 3% no terceiro trimestre, quando os analistas antecipavam um crescimento de 1,01%.

5O athleisure veio para ficar

No final de 2016, ano em que o athleisure parecia ter atingido o seu pico, alguns analistas previram que 2017 seria o derradeiro ano de teste à resistência da macrotendência. As principais marcas posicionadas no segmento, como a Nike e a Lululemon, assistiram a uma desaceleração do crescimento e algumas vozes adjetivaram o athleisure de “fora de moda”. No entanto, de acordo com o relatório “Global market review of athleisurewear: a fad or here to stay?”, o ano de 2017 provou que todas as previsões sobre o fim do athleisure estavam erradas, com novas coleções apresentadas por marcas de renome, como a Tory Burch e a Moncler. Com orçamento disponível para desenvolver tecnologias mais sofisticadas e capazes de produzir em massa, estas marcas fizeram investigações e experiências para encontrar o equilíbrio perfeito entre conforto e performance. Além disso, ainda que o retalho generalista tradicional não esteja a atrair os clientes do segmento, que consideram a sua oferta banal, as lojas físicas especializadas estão a conquistar os consumidores com uma oferta de marcas desportivas a preço razoável. Por outro lado, os catálogos/websites, especializados ou não, estão a ganhar quota de mercado.

6Victoria’s Secret voa em Xangai

O desfile anual da Victoria’s Secret aconteceu esta segunda-feira, 20 de novembro, na Mercedes-Benz Arena, em Xangai, China. A passerelle foi cruzada por alguns dos rostos mais conhecidos da indústria da moda mundial, entre os quais o da modelo portuguesa Sara Sampaio, da angolana Maria Borges ou das brasileiras Adriana Lima e Alessandra Ambrosio (que anunciou que este foi o seu último desfile para a marca de lingerie). Karlie Kloss regressou ao evento depois de um interregno de três anos. Em adição aos seis temas tradicionais – “The Road Ahead”, “Secret Angel”, “Mountain Romance”, “Pink Nation”, “Dark Angel” e “Bright Night Angel” – pela primeira vez na história da Victoria’s Secret, a marca recrutou o talento da alta-costura de Olivier Rousteing e a casa Balmain assinou alguns dos looks – carregados de referências “punk”, do cabedal ao padrão axadrezado. Sara Sampaio foi levantando já o véu ao evento mais sensual do ano na sua conta oficial na rede social Instagram, mostrando-se «muito feliz por estar em Xangai». O desfile, que só será transmitido na televisão a 30 de novembro, teve direito a três momentos musicais, protagonizados por Harry Styles, Miguel e a popstar chinesa Jane Zhang. Este ano, a organização do evento enfrentou algumas dificuldades, uma vez que várias atrações da edição tiveram alegadamente os seus vistos de entrada no país negados, como aconteceu com a modelo Gigi Hadid e com a cantora Katy Perry.