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Breves

  1. Online fora do futuro próximo da Chanel
  2. David Lynch estreia-se na joalharia
  3. Guess tropeça no terceiro trimestre
  4. Médico robot inicia funções na China
  5. Como Lim e Leon renovaram a Kenzo
  6. Vestuário de escritório em mudança

1Online fora do futuro próximo da Chanel

A Chanel não tem planos imediatos para disponibilizar vestuário ou carteiras online, tornando-a uma das últimas resistentes. A marca de luxo já vende perfumes, como o Chanel No 5, óculos de sol e produtos de beleza online, mas é aí que traça o seu limite, pelo menos no futuro próximo. «Se dermos tudo a todos logo de imediato, acredito que vamos perder a exclusividade», justificou Bruno Pavlovsky, presidente de moda na Chanel, durante uma conferência da Vogue em Paris. «Não estou a dizer que não vamos tentar um dia, mas se o fizermos é por considerarmos que, de facto, acrescentará valor», sublinhou. As marcas de luxo foram lentas a desenvolver websites de comércio eletrónico, com receio de que a disponibilização generalizada dos produtos erodisse o seu valor. Mas a maior parte acabou por assumir o risco. O LVMH, que detém a Louis Vuitton, lançou recentemente um site com múltiplas marcas, embora a estratégia online para cada uma seja diferente. De acordo com a consultora Bain, as vendas online irão representar 10% do volume de negócios do mercado de bens de luxo este ano, podendo atingir 25% em 2025. A atitude da Chanel, contudo, não está a prejudicar os seus resultados, com Pavlovsky a afirmar que a casa de moda fundada por Coco Chanel em 1910 está a chegar a uma audiência cada vez mais jovem e tem listas de espera para as carteiras mais desejadas. A marca, controlada pelos bilionários Alain e Gerar Wertheimer, não divulga regularmente os resultados financeiros, mas com base nos dados apresentados na Bolsa de Valores de Amesterdão, o lucro líquido da Chanel desceu cerca de 35% em 2016 e as vendas diminuíram 9% para, aproximadamente, 4,8 mil milhões de euros. Em contrapartida, os principais concorrentes registaram um crescimento positivo em 2017. A Chanel, contudo, não é estranha ao marketing digital, recorrendo ao Instagram e ao Twitter para partilhar imagens dos desfiles extravagantes e das coleções do designer Karl Lagerfeld. No entanto, acredita bruno Pavlovsky, os clientes querem experimentar as roupas antes de tomarem qualquer decisão, pelo que o negócio deverá analisar a possibilidade de fornecer serviços online que permitam que os compradores reservem artigos ou façam marcações para atendimento em loja. «Sempre que estou na China encontro-me com clientes que me dizem: “o que quer que faças, não faças vendas online. O dia em que o fizeres, isto deixará de ser exclusivo para nós”», asseverou Pavlovsky.

2David Lynch estreia-se na joalharia

O cineasta David Lynch revelou a sua primeira coleção de joias inspirada na meditação e na consciência interna. O tema da linha de joalharia, batizada “Meditating Eye” (que pode ser traduzido como “Olho da meditação”) e criada em parceria com a Alex and Ani, é um “olho turco” e surge como forma encorajamento para que todos encontrem a paz interior. O símbolo parece ser, cada vez mais, uma tendência no mundo da moda e s acessórios. Na primeira coleção pronto-a-vestir para a Dior, em setembro de 2016, Maria Grazia Chiuri canalizou vibrações místicas através dos símbolos do tarot, em homenagem a Christian Dior. Poucos meses depois, para a coleção primavera-verão 2017 de alta-costura, a designer desenhou corpos celestiais e signos do zodíaco. Há duas semanas, a marca de calçado Stuart Weitzman apresentou a segunda colaboração com a modelo Gigi Hadid, que inclui vários pares de mules rasas, com o nome de “Eyelove” e “Eyerlovemore”, que aludem um tema místico, em que cada par de sapatos mostra um padrão diferente para o “olho turco”. A coleção David Lynch foi lançada através da Fundação David Lynch, criada em 2005 com o intuito de ajudar as pessoas a encontrar a paz interior recorrendo à meditação. Pulseiras, colares e braceletes exibem o “olho turco” aberto ou fechado, de forma a impulsionarem os utilizadores a «acederem ao oceano de pura consciência interior».

3Guess tropeça no terceiro trimestre

O sol de agosto que iluminou os resultados do segundo trimestre da Guess “apagou-se”, com a divulgação dos números do terceiro trimestre a dar conta de um prejuízo líquido de 2,9 milhões de dólares, em comparação com o lucro de 9,1 milhões de dólares registado no mesmo período do ano passado. O lucro ajustado, contudo, subiu 8%, para 10,4 milhões de dólares, em linha com as expectativas dos analistas, e o volume de negócios aumentou 3%, para 554 milhões de dólares – um valor que, no entanto, ficou aquém dos 569,75 milhões de dólares esperados pelos analistas. As Américas foram as principais responsáveis por este resultado desanimador, uma vez que as vendas a retalho na região baixaram 13,4%, enquanto as vendas grossistas diminuíram 2,5%. Já na Europa, o volume de negócios aumentou 18,8% e na Ásia a subida foi de 16,8%, impulsionada por novas lojas, crescimento das vendas por grosso e vendas comparáveis superiores. «Acredito que a Europa e a Ásia ainda ofereçam muitas oportunidades e devemos continuar a crescer a dois dígitos no próximo ano», afirmou Victor Herrero, CEO da Guess.

4Médico robot inicia funções na China

Um robot chinês conseguiu passar nos exames para exercer medicina, tendo demonstrado ser capaz não só de reter informação mas também fazer raciocínios lógicos a partir da mesma. O robot, batizado Xiao Yi e construído na Universidade Tsinghua, em Pequim, obteve 465 pontos dos 600 possíveis no exame oficial, conseguindo um resultado melhor do que o esperado pelos seus construtores e superior aos dos “colegas” humanos. Para além de ter demonstrado capacidade para armazenar mais factos do que os humanos, o robot demonstrou uma abordagem semelhante à humana na forma de tratar os pacientes. Embora as operações estejam, pelo menos para já, fora de hipótese, o robot irá assistir os médicos e ajudá-los a tomar decisões.

5Como Lim e Leon renovaram a Kenzo

Para compreender como é que Carol Lim e Humberto Leon tornaram a marca de luxo francesa Kenzo num fenómeno popular, é preciso sublinhar que nenhum deles é designer. «Éramos grandes consumidores de revistas» enquanto adolescentes, afirmou Lim à Bloomberg. «Quando ouvíamos as nossas bandas favoritas, reparávamos no que eles vestiam, onde é que eles comiam», acrescentou. Foi através desta sensibilidade voraz que construíram um império no retalho partindo de uma marca que, até há seis anos, era conhecida apenas por um pequeno núcleo do mundo da moda. Durante o percurso abriram a alta moda aos mais jovens. Os dois cresceram em Los Angeles como americanos de primeira geração – a família de Lim é da Coreia do Sul e a de Leon da China e do Peru. Os seus caminhos cruzaram-se na Universidade de Berkeley e o seu primeiro projeto em conjunto foi a Opening Ceremony, uma boutique de culto que abriu em 2002 e reúne artigos de vários designers. Em pouco tempo, expandiram para sete lojas em Nova Iorque, Los Angeles e Tóquio. Em 2011, o conglomerado LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, contratou a dupla para liderar a Kenzo, onde ficaram conhecidos pelas peças elegantes em tecidos finos e pelos estampados diversificados. Desde o lançamento da primeira coleção que a idade dos consumidores da Kenzo desceu dos 50 anos para uma faixa etária abaixo dos 30. Este ano, inauguraram 22 lojas, incluindo em Paris, Seul e Madrid, estando já agendada para o próximo ano a abertura de mais pontos de venda na Ásia e na Europa. Eva Chen, diretora do departamento de parcerias do Instagram, considera que os dois criadores «acrescentam um elemento surpreendente e encantador em tudo o que fazem, é fantástico». Acima de tudo, Liam e Leon comprometem-se a resistir ao lado exclusivo da moda. «Para nós a roupa deve ser democrática», sublinhou Leon. «Acreditamos que podemos ter um desfile de moda expressivo e ainda assim ter uma peça que dê para usar num churrasco ou numa reunião familiar», concluiu.

6Vestuário de escritório em mudança

Quando a MM.LaFleur surgiu em 2013, tinha uma missão clara: facilitar a vida das mulheres na compra de vestuário profissional, em particular, das que são obrigadas a vestir-se formalmente, como as gestoras, advogadas e funcionárias estatais. No entanto, no decorrer dos últimos quatro anos, devido ao contacto com as clientes através do telefone e das redes sociais, a empresa observou alterações no código de vestuário. Embora muitas mulheres ainda precisem de vestir fatos e blazers no escritório, muitas outras trabalham a partir de casa. Para responder a estas clientes, a MM.LaFleur está a lançar a primeira coleção que inclui pijamas de seda e calções de caxemira. «Quando ainda temos mais quatro horas de trabalho depois de chegar a casa ou quando passamos o dia a trabalhar em casa em vez de ir para o escritório, não queremos usar uma t-shirt velha», acredita Tory Hoen, diretora criativa da marca MM.LaFleur. A MM.LaFleur incorporou ainda na coleção peças para um contexto mais casual, assim como vestidos que são apropriados para uma festa da empresa. As informações reveladas pelas clientes da MM.LaFleur indicam que a vida profissional de um mulher implica uma mudança constante de cenários – desde passar as sextas-feiras em casa até reuniões do conselho de administração à segunda-feira ou visitar uma startup tecnológica na terça. «Vestir-se para todos estes contextos diferentes pode ser confuso. O nosso objetivo é simplificar o processo de escolha para as mulheres que têm mais coisas para fazer do que ir às compras», resumiu Hoen.