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  1. Hedi Slimane confirmado na Céline
  2. Richemont quer controlar YNAP
  3. MO incentiva vida saudável
  4. Alexa mais opinativa
  5. Online imita retalho físico
  6. As chaves do pré-outono/inverno

1Hedi Slimane confirmado na Céline

O conglomerado de luxo LVMH surpreendeu a indústria da moda este fim de semana quando decidiu anunciar que, a partir do dia 1 de fevereiro, Hedi Slimane passa a decidir os destinos criativos da Céline. Slimane desvenda a primeira coleção para a marca em setembro, durante a Semana da Moda de Paris. O designer foi confirmado ainda antes da saída da atual diretora criativa Phoebe Philo, que abandona a casa em março. «Estou particularmente feliz por Hedi Slimane estar de volta ao grupo LVMH e tomar as rédeas da Céline», afirmou o presidente do LVMH, Bernard Arnault, em comunicado. «Hedi Slimane é um dos designers mais talentosos dos nossos tempos. Sou um grande admirador do seu trabalho desde que colaborámos na Dior Homme, que ele lançou para a aclamação da crítica global na década de 2000. A sua chegada à Céline reforça as grandes ambições que o LVMH tem para a marca», acrescentou. Hedi Slimane tem um passado histórico na Dior Homme, marca que escalou os degraus do sucesso entre 2000 e 2007 e popularizou a silhueta slim na moda masculina. Slimane saiu, em parte, porque queria lançar a marca epónima. Antes da Dior Homme, o designer francês tinha estado à frentes da moda homem na Yves Saint Laurent, casa à qual regressou em 2012, desta feita para conduzir as linhas feminina e masculina. Na Saint Laurent, a direção criativa de Slimane dividiu opiniões, mas as coleções conduzidas pela estética jovial de Los Angeles atrairam as atenções da indústria da moda global e geraram resultados financeiros sem precedentes. Nos
três primeiros anos sob a alçada criativa de Slimane, a casa de moda francesa mais do que duplicou a receita anual, alcançando os 707 milhões de euros em 2014, face aos 353 milhões de euros de 2011. No entanto, o designer saiu da Saint Laurent repentinamente, em abril de 2016. Phoebe Philo, entretanto, passou os últimos 10 anos nos corredores da Céline, conquistando a comunidade moda com a sua estética minimalista – do vestuário aos acessórios. Ao longo da última década, a designer britânica ajudou a multiplicar as vendas anuais da Céline, que saltaram de 200 milhões de euros para mais de 700 milhões. «Estou encantado por me juntar a Bernard Arnault nesta missão ampla e fascinante para a Céline», revelou Slimane. «Estou ansioso por voltar ao emocionante mundo da moda e ao dinamismo dos ateliers», confesou.

2Richemont quer controlar YNAP

Quase três anos depois da fusão entre a Yoox e a sua arquirrival Net-a-Porter, detida pelo grupo Richemont, o conglomerado suíço de artigos de luxo, maior acionista do YNAP, fez uma oferta pública para adquirir as ações do YNAP que ainda não detém, o equivalente a 50% da empresa, por 38 euros por ação. Na sexta-feira, o YNAP fechou nos 30,26 euros por ação. O presidente-executivo do YNAP, Federico Marchetti, já veio dizer que está recetivo à oferta, sendo que o Richemont planeia continuar a operar o YNAP como empresa separada. «Estamos muito satisfeitos com os resultados alcançados pela equipa de gestão do Yoox Net-a-Porter, liderada por Federico Marchetti, e pretendemos apoiá-la no futuro para concretizar a sua estratégia e para acelerar ainda mais o crescimento do negócio», adiantou Johann Rupert, presidente do Richemont. «Graças ao nosso compromisso e recursos temos uma oportunidade significativa para fortalecer o posicionamento líder do Yoox Net-a-Porter no comércio eletrónico de luxo, expandindo o negócio nas geografias existentes e em novos mercados, aumentando a disponibilidade e a gama de artigos e continuando a desenvolver serviços e conteúdos inigualáveis para os consumidores altamente conectados», explicou. A oferta do Richemont parece indicar uma mudança de estratégia no conglomerado suíço. «Com este novo passo, pretendemos fortalecer a presença do Richemont e focar-nos no canal digital, que está a tornar-se extremamente importante para atender às necessidades dos consumidores de luxo», assegurou Rupert.

3MO incentiva vida saudável

A marca portuguesa MO volta a associar-se ao ator José Fidalgo na primavera-verão 2018, com a apresentação de uma nova linha que incentiva os consumidores a começarem o novo ano com um estilo saudável. «Disponível para homem e mulher, a linha é composta por peças práticas e modernas que privilegiam o conforto e o bem-estar», destaca a marca em comunicado. A gama de produtos inclui t-shirts, calções, sweatshirts, blusões puffer, leggings e calças de jogging. Ao longo das próximas semanas vão ser lançados, na página oficial do Facebook da MO, passatempos em torno de resoluções de ano novo, nas quais, habitualmente, o estilo de vida mais saudável faz parte de uma das promessas. As participações mais originais serão premiadas com a oferta de peças da nova linha. Marca prática, divertida, autêntica e curiosa, a MO integra o grupo Sonae, estando presente em mais de 110 lojas físicas em Portugal e na loja online. Além-fronteiras, a MO está presente em Espanha (Canárias), Angola, Moçambique, Camboja, Guatemala e Líbano.

4Alexa mais opinativa

Da música ambiente aos conselhos de estilo, a câmara controlada por voz da Amazon tem vindo a dar feedback aos utilizadores, mas com algumas lacunas. Num futuro próximo, a assistente virtual da Amazon vai ter um leque mais abrangente de respostas e de opiniões para as perguntas dos utilizadores, de acordo com a TechCrunch. Durante a feira de tecnologia Consumer Electronics Show, em Las Vegas, um executivo da gigante online avançou que as capacidades e as respostas potenciais da Alexa serão gradualmente expandidas através da aprendizagem de máquinas (machine learning). O executivo admitiu à TechCrunch que a Amazon detetou as lacunas de aprendizagem analisando as perguntas que os utilizadores reais fizeram à assistente virtual e que a Alexa não foi capaz de responder.

5Online imita retalho físico

Nos últimos anos, os retalhistas começaram a perceber que as suas plataformas de comércio eletrónico devem imitar algumas das experiências-chave oferecidas na loja física, replicando o mesmo nível de especialização de um vendedor para ajudar um cliente a fazer uma seleção online. Os retalhistas «precisam de fazer com que os clientes se lembrem deles», online ou offline, defende Don Kingsmouth, CEO da OneMarket. Considerando a desaceleração no crescimento da categoria de vestuário dentro do sector global do retalho, agora mais do que nunca, os retalhistas precisam de lutar por cada venda e em cada uma das suas plataformas. Os especialistas da indústria recomendam, por isso, uma estratégia que ofereça produtos e serviços personalizados tanto no canal digital quanto no físico. Marcas como a American Eagle Outfitters, por exemplo, estão a colaborar com a especialista em tecnologias de inteligência artificial Find Mine, com sede em Nova Iorque, para ajudar os clientes a criarem um coordenado em torno de uma peça que possuem. Já o serviço de comércio eletrónico Tangiblee tem vindo a ajudar marcas como a Samsonite e a Rebecca Minkoff a oferecerem uma experiência de “loja” aos clientes do canal digital. Se o cliente está à procura de um anel online, por exemplo, a Tangiblee permite ver o anel na mão para que corresponda ao tom de pele e ao tamanho do dedo. «O que existe na loja, no smartphone, no computador… é uma experiência de compras a 360º», realçou Matthew Shay, presidente e CEO da NRF.

6As chaves do pré-outono/inverno

De acordo com os portais da especialidade, estão já alinhadas as tendências-chave para conquistar o pré-outono/inverno 2018-2019. A pré-estação recupera alguns dos artigos que já moram no guarda-roupa das amantes de moda e adiciona novidades como os vestidos e as saias terminadas em triângulo – que vieram substituir os folhos – ou o domínio do lavanda dentro da paleta de cor – os looks monocromáticos estão em todos os editoriais de moda. São recuperadas as gabardinas e as capas, que estão em destaque na última camada dos coordenados femininos. Nos padrões, vencem aqueles que são inspirados no mundo animal, como zebra – em cores mais discretas, como o azul ou o bege – a ganhar particular relevância em peças como blusas e sobretudos. A alfaiataria entra nos coordenados pelas calças, sendo que as silhuetas devem ser de cintura subida e de fitting largo. A logomania continua em alta, mas mais discreta, estando, cada vez mais, reservada ao interior das peças.