Início Breves

Breves

  1. Retalho estagnado na Zona Euro
  2. Selfies substituem passwords
  3. Muji expande presença na China
  4. M&S apoia sobreviventes de cancro
  5. Yoox Net-A-Porter entra na bolsa italiana
  6. Michael Kors investe em acessórios e calçado

1Retalho estagnado na Zona Euro

As vendas a retalho na Zona Euro estagnaram em agosto, depois da recuperação assinalada no mês anterior. Os analistas anteciparam uma queda de 0,1% das vendas, depois de um aumento de 0,6% em julho, revisto face à estimativa inicial de 0,4%. As vendas de bens não-alimentares derraparam 0,3%, revertendo o aumento de 0,5% em julho. O crescimento de bens alimentares duplicou para 0,8% em agosto, face a 0,4% no mês anterior. Em base de comparação anual, as vendas a retalho diminuíram, fixando-se em 2,3% em agosto, face ao resultado de 3% alcançado em julho, superando o resultado de 1,7% previsto pelos analistas.

2Selfies substituem passwords

A MasterCard começou a desenvolver uma nova tecnologia que permitirá que os clientes adquiram produtos online, submetendo uma fotografia pessoal ao invés de uma password. A tecnologia, denominada MasterCard Identity Check, permitirá que os clientes efetuem pagamentos simplesmente através do toque do dedo no ecrã do smartphone ou de uma fotografia realizada a partir da câmara fotográfica do dispositivo, como forma de comprovarem a identidade. A MasterCard anunciou que este sistema poderá eliminar a necessidade de recordar as passwords no momento da compra online. «Acreditamos que a segurança é uma das barreiras que está a inibir a expansão do comércio eletrónico, uma vez que os utilizadores são obrigados a recordar as passwords, sendo muito inconveniente», afirmou Ajay Bhalla, presidente de soluções de segurança corporativa da MasterCard. «O objetivo é que estas tecnologias mudem a vida dos utilizadores e aumentem a conveniência de efetuar compras em plataformas de comércio eletrónico e nos telefones móveis. Isto é o que pretendemos refinar nestes programas», explicou Bhalla.

3Muji expande presença na China

A marca japonesa Muji pretende acelerar a expansão em território chinês, o seu maior mercado fora do Japão, planeando a inauguração de 50 novos espaços comerciais por ano, nesse território, até 2017. O primeiro passo desta iniciativa inclui a abertura de uma flagship em Pequim no próximo ano, depois de ter testemunhado um aumento de 20% das vendas em agosto, face ao mesmo período do ano passado. Satoru Matsuzaki, presidente da Ryohin Keikaku – empresa proprietária da Muji – reconhece que o resultado positivo é revelador da solidez do negócio, apesar do tumulto sentido no mercado bolsista da China. A Muji é proprietária de 128 lojas na China, fazendo deste o seu segundo mercado depois do Japão, onde detém 284 lojas. A China foi, também, o primeiro mercado internacional no qual a Muji lançou o seu aplicativo móvel de lealdade do cliente, Muji Passport, que oferece aos membros descontos personalizados e notícias sobre o lançamento eminente de novos produtos.

4M&S apoia sobreviventes de cancro

Os grandes armazéns Marks & Spencer (M&S) revelaram a sua nova campanha publicitária, lançada recentemente nos media sociais. A campanha, denominada #showyourstrap, apresenta mulheres que sobreviveram ao cancro da mama ou que perderam um ente querido em resultado da doença. A retalhista britânica estabeleceu uma parceria com a instituição de solidariedade Breast Cancer Now e com a modelo Rosie Huntington-Whitely, que pretende angariar 13 milhões de libras ao longo dos próximos cinco anos. O objetivo final da campanha será a prevenção de 9.000 novos casos de cancro da mama até 2025. Huntington-Whiteley e sete mulheres afetadas pela doença apresentaram a coleção de 19 peças, mostrando a alça do seu soutien, em alusão ao título da campanha, como forma de apoio. Em outubro, a M&S irá promover a parceria e disponibilizar um conjunto exclusivo de lingerie, que inclui um soutien especialmente desenvolvido para mulheres que foram submetidas a uma cirurgia mamária, assim como um perfume e flores, envolvendo ainda uma doação para a organização Breast Cancer Now. A principal loja londrina da M&S será decorada em tons de rosa durante outubro e o dinheiro angariado no âmbito da campanha será aplicado no desenvolvimento de um método que permita calcular o risco de uma mulher desenvolver cancro da mama.

5Yoox Net-A-Porter entra na bolsa italiana

A empresa resultante da fusão dos gigantes do luxo online Yoox e Net-A-Porter, começou a ser negociada na bolsa italiana na última segunda-feira, com um limite máximo de 3,6 mil milhões de euros, criando o maior retalhista mundial de luxo online. Denominado Yoox Net-A-Porter Group, as ações serão negociadas sob o ticker YNAP e o escritório base da retalhista estará localizado em Milão. «O dia de hoje marca o primeiro passo oficial da jornada da nossa fusão transformadora e da concretização de um sonho que começou há 15 anos – um sonho para o qual todos trabalhámos arduamente para que se convertesse em realidade: tornarmo-nos o líder do sector», afirmou o CEO Federico Marchetti, acrescentando ainda que «estou muito entusiasmado por constatar a paixão com a qual as nossas duas equipas se uniram – esta energia está no seio da construção do Yoox Net-A-Porter Group. A nossa força combinada é surpreendente e o nosso potencial futuro é extraordinário».

6Michael Kors investe em acessórios e calçado

A Michael Kors Holdings Ltd. reportou um resultado de vendas e lucros superiores ao antecipado no primeiro trimestre, graças ao fortalecimento da procura no segmento de acessórios e calçado. A Michael Kors, uma das principais marcas do sector de “luxo acessível, tem-se concentrado no desenvolvimento da sua linha de acessórios, num momento em que a procura por bolsas diminui. A empresa tem oferido descontos significativos na sua linha de bolsas, procurando atrair os consumidores que privilegiam atualmente marcas mais exclusivas, como Tory Burch. O mercado americano de bolsas tingiu o ponto de saturação, forçando a Michael Kors, assim como as rivais Coach e Kate Spade a aumentarem os descontos. Em acréscimo, o mercado tem sido significativamente afetado pelo declínio do número de turistas provenientes da China e do Japão, tradicionais compradores de artigos de luxo. As vendas da Michael Kors, na mesma base de lojas, caíram 9,5% no primeiro trimestre encerrado a 27 de junho, superando as previsões de queda de 11,3% previstas pelos analistas. As receitas da marca aumentaram 7,3%, fixando-se em 986 milhões de dólares, impulsionadas por um crescimento de 6,2% das vendas a retalho na América do Norte. O lucro líquido baixou para 174,4 milhões de dólares, ou 87 cêntimos por ação, face ao resultado de 187,7 milhões de dólares, ou 91 cêntimos por ação, obtido no ano anterior. No entanto, os analistas esperavam um lucro de 75 cêntimos por ação e uma receita de 944 milhões de dólares.