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Breves

  1. Mango soma vendas
  2. Classe média cai nos EUA
  3. Benetton aposta forte na Índia
  4. Retalho holandês de vento em popa
  5. Prada não resiste em Hong Kong
  6. Alexander McQueen volta à casa de partida

1Mango soma vendas

A Mango deverá encerrar este ano com um volume de negócios de 2,26 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 12% em comparação com 2,01 mil milhões de euros no ano passado, revelou a empresa espanhola à Europa Press. O crescimento está a ser impulsionado por uma recuperação do consumo nos seus principais mercados, nomeadamente em Espanha, onde as vendas subiram 15%; França, com um aumento de 20%; e Itália, que atingiu um crescimento de 30%, segundo os dados revelados pelo jornal Expansion. A marca catalã planeia focar o crescimento em megalojas, um formato que já lançou em 150 localizações nos últimos dois anos. A Mango espera ainda acrescentar 50 novas lojas, próprias e em regime de franchise, à sua rede em 2016. Mais de 80% do volume de negócios da marca é proveniente dos mercados internacionais, embora o negócio online tenha aumentado de 4%, para 10%, nos últimos três anos. A Mango, que abriu a sua primeira loja em Barcelona em 1984, tem atualmente 2.700 lojas em 108 países.

2Classe média cai nos EUA

A classe média americana chegou a ser descrita como «o maior motor económico na história» e «um pilar do Sonho Americano». Mas uma nova análise mostra que há menos pessoas na classe média atualmente. O Pew Research Center revela que há 120,8 milhões de adultos a viver em agregados familiares de rendimentos médios, em comparação com 121,3 milhões de pessoas a viver em agregados familiares com rendimentos mais baixos e mais altos. Em 1971, havia 80 milhões de adultos na classe média e 51,6 milhões de pessoas nas classes mais baixas e mais altas. Nos últimos 45 anos, houve um «esvaziamento» do segmento intermédio, com o segmento mais baixo a aumentar de 16% para 20% da população e o segmento mais alto a passar de 4% para 9%. Embora haja um aspeto positivo nesta nova leitura, que revela que mais pessoas estão a passar para rendimentos mais altos, também há um lado negativo: uma crescente desigualdade e perda do poder de compra entre as pessoas que tradicionalmente dinamizaram a economia americana. Os rendimentos da classe média caíram 4% desde o ano 2000, enquanto os da classe mais baixa permaneceram estagnados, indica o relatório do Pew. O centro de investigação categoriza como classe média as pessoas com rendimentos anuais entre 42 mil e 126 mil dólares (entre 38 mil e 114,6 mil euros) para um agregado familiar de três pessoas (os valores variam consoante o número de pessoas). Desde os anos 70, o rendimento da classe média aumentou, no conjunto, 34%, mas esses ganhos não foram partilhados de forma igualitária. Os mais velhos, os casais e os americanos negros registaram os maiores progressos, embora os mais velhos e os negros continuem na parte mais baixa da classe média. Os que têm educação superior são cada vez mais penalizados na economia atual, «experienciando uma perda substancial no estatuto económico» neste período de 45 anos.

3Benetton aposta forte na Índia

O Benetton Group antecipa que a Índia se vai tornar num dos seus três principais mercados nos próximos cinco anos, com planos para renovar as lojas atuais e acrescentar 50 novos pontos de venda todos os anos. O volume de vendas deverá duplicar das atuais 10,7 milhões de peças anuais para mais de 20 milhões de peças em 2021, afirma Michel Lhoste, diretor de negócio internacional do Benetton Group e diretor-executivo interino da Benetton India. Lhost afirmou ao Live Mint que a Índia oferece melhores oportunidades que a maior parte dos mercados europeus, com um crescimento incrível na penetração da Internet e comércio eletrónico. O grupo iniciou o processo de renovação das suas 791 lojas na Índia, onde está a implantar pela primeira vez na Ásia o seu novo conceito de loja. A primeira loja renovada, em Nova Deli, registou um aumento de 20% das vendas, segundo Lhoste. «Vamos investir mais, juntamente com os nossos parceiros de franchise, para transformar as atuais lojas em comunicação. Temos de compreender como é que as cidades indianas estão a envolver-se rapidamente e expandir-nos de acordo», refere. A empresa está também a recrutar um diretor-executivo para a Índia, depois de Sanjeev Mohanty ter saído em novembro para integrar os quadros da retalhista de moda online Jabong. A Benetton registou um aumento de 64% das vendas entre 2010 e 2014, segundo os documentos apresentados no Registrar of Companies, tendo atingido um forte crescimento numa altura em que muitas marcas de vestuário sentiram dificuldades na Índia devido ao abrandamento económico, elevada inflação e concorrência do comércio eletrónico.

4Retalho holandês de vento em popa

As vendas a retalho na Holanda subiram pelo segundo mês consecutivo em outubro. O gabinete central de estatística do país indicou que as vendas a retalho subiram 2,3% em termos anuais, embora seja um abrandamento em comparação com o crescimento de 4,2% em setembro. As vendas em lojas especializadas aumentaram 4,6%, o maior aumento em mais de nove anos, embora o valor tenha sido ajudado por efeitos de calendário favoráveis que aumentaram o número de dias de vendas.

5Prada não resiste em Hong Kong

A italiana Prada SpA registou uma queda de 37,6% no lucro trimestral, devido a um abrandamento na região da Ásia Pacífico, sobretudo em Hong Kong, já que os turistas chineses estão a preferir novos destinos de compras, como o Japão e a Coreia do Sul. «A desvalorização do renminbi registada entre agosto e setembro teve um impacto negativo nas compras realizadas pelos viajantes chineses», indicou a empresa em comunicado. O lucro caiu para 46,48 milhões de euros nos três meses terminados a 31 de outubro, em comparação com 74,47 milhões de euros um ano antes e 129,8 milhões de euros no segundo trimestre. O volume de negócios também registou uma quebra de 5,3%, enquanto as vendas de artigos em couro com margens mais elevadas desceram 11,6%. A luta contra a corrupção e o consumo ostensivo na China tem prejudicado o mercado de luxo e levou mais chineses a comprar artigos de gama alta no estrangeiro para poupar dinheiro e fazer compras no anonimato. Os analistas estimam que mais de dois-terços das compras de luxo por chineses são feitas no exterior. As elevadas rendas também prejudicaram as empresas no território e o valor das vendas a retalho em Hong Kong baixaram pelo oitavo mês consecutivo em outubro. As ações da Prada caíram quase 40% este ano em comparação com uma descida de 9,9% do índice de comparação Hang Seng.

6Alexander McQueen volta à casa de partida

A casa de moda britânica Alexander McQueen vai apresentar a sua coleção para o outono-inverno 2016/2017 na Semana de Moda de Londres em fevereiro, naquele que é um dos pontos altos do calendário do evento de moda da capital britânica. A casa de moda opta habitualmente por fazer a apresentação das suas coleções na Semana de Moda de Paris e já indicou que este regresso à sua cidade de origem será apenas nesta estação. O anúncio da casa de moda decorreu ao mesmo tempo que o British Fashion Council revelou o calendário oficial para a Semana de Moda de Londres, que terá lugar de 19 a 23 de fevereiro. Entre as outras novidades destaca-se o desfile da designer de calçado Charlotte Olympia e da Mulberry, que irá estrear a primeira coleção assinada pelo novo diretor criativo Johnny Coca.