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  1. Têxtil italiana perde Silvio Albini
  2. Os números da alta-costura
  3. Kim Jones sai da Louis Vuitton
  4. Burberry dececiona analistas
  5. Retalho na rota do crescimento
  6. Retrospetiva de Keith Haring em Viena

1Têxtil italiana perde Silvio Albini

A indústria têxtil italiana perdeu ontem, dia 22, um dos seus empresários mais brilhantes, Silvio Albini, presidente do Albini Group. O grupo italiano foi fundado em 1876 por Zaffiro Borgomanero, em Bergamo. Silvio Albini, de 61 anos, representava a quinta geração da família fundadora. O Albini Group integra no seu portefólio as marcas Albini 1876, Thomas Mason, David & John Anderson e Albiate 1830. Juntas, produzem mais de 20.000 tipos de tecido e exportam para mais de 80 países. O grupo celebrou o seu 140.º aniversário em 2016 com um evento especial realizado no Palazzo Clerici, em Milão. Albini foi também presidente do salão internacional de tecidos Milano Unica durante oito temporadas consecutivas, antes de passar o bastão ao seu sucessor e atual presidente Ercole Botto Poala, que assumiu funções em setembro de 2015. No mesmo ano, Albini recebeu o título de Cavaliere del Lavoro do Presidente da República Italiana.

2Os números da alta-costura

Começou ontem, 22 de janeiro, a semana de alta-costura de Paris, evento que reúne no mesmo calendário o restrito clube das marcas de moda selecionadas pela Fédération Française de la Couture – o órgão que regula e supervisiona a indústria da alta-costura. Enquanto decorrem os desfiles dedicados à primavera-verão 2018, orquestrados por casas como Chanel, Dior, Givenchy ou Giambattista Valli, o portal The Fashion Law fez uma pesquisa sobre os números envolvidos no evento. São 12 as marcas “membros oficiais” do calendário de alta-costura da primavera-verão 2018. Aos membros oficiais, nesta estação, juntam-se 14 membros convidados, como a Proenza Schouler, Iris Van Herpen, Zuhair Murad, AF Vandevorst ou Ulyana Sergeenko. Quinze é o número mínimo de funcionários (a tempo inteiro) que uma marca deve empregar para ser considerada pela Fédération Française de la Couture casa de alta-costura. As marcas devem mostrar um total de 50 coordenados durante os desfiles de alta-costura (janeiro e julho) para cumprir os requisitos da Federação. São necessárias aproximadamente 135 horas de trabalho para desenvolver um vestido de alta-costura da Dior. Há aproximadamente 2.000 clientes de alta-costura no mundo e, desses, apenas 200 são clientes regulares. Os preços das peças variam, em média, entre os 40 mil e os 170 mil euros.

3Kim Jones sai da Louis Vuitton

A crise dos sete anos parece ter chegado à moda, com a saída de Kim Jones da Louis Vuitton. O diretor criativo da linha masculina cortou os laços com a casa francesa depois da apresentação da coleção dedicada ao outono-inverno 2018/2019, na semana passada, em Paris. Depois de assumir o leme criativo da linha masculina da Louis Vuitton em 2011, Kim Jones colecionou colaborações – um dos casos mais paradigmáticos e recentes foi a parceria estabelecida com a marca de streetwear Supreme – e fez da Louis Vuitton uma referência no menswear. Em comunicado, Michael Burke, presidente e CEO da Louis Vuitton, reconheceu que «tem sido um enorme privilégio trabalhar com Kim Jones». «A sua habilidade para definir tendências é implacável e o seu talento e determinação permitiram que a Louis Vuitton se estabelecesse como uma marca líder no segmento de menswear de luxo. Todos nós que tivemos a sorte de trabalhar com Kim desejamos-lhe o maior sucesso na próxima aventura», afirmou. Os rumores estão já a apontar Kim Jones como futuro diretor criativo da Burberry.

4Burberry dececiona analistas

Enquanto continuam a circular os rumores sobre possíveis sucessores de Christopher Bailey na direção criativa, a Burberry acaba de revelar que a receita de retalho relativa ao terceiro trimestre caiu 2% em relação ao período homólogo do ano anterior, cifrando-se nos 719 milhões de libras (aproximadamente 817 milhões de euros). Para os analistas da Hargreaves Lansdown, o relatório é «monótono», especialmente considerando o crescimento de vendas de 7% reportado pela arquirrival Hugo Boss na mesma semana. Na casa de moda britânica, as vendas comparáveis em loja aumentaram 2% no mesmo período. Por geografia, as vendas comparáveis em loja nas regiões da Ásia-Pacífico e China continental cresceram a uma percentagem de meio dígito. Na Europa, Médio Oriente, Índia e África caíram a um dígito baixo e nas Américas cresceram a um dígito baixo, com a receita estagnada nos EUA. A Burberry ressalvou, no entanto, que está a desenvolver uma nova ferramenta de vendas digitais em loja com a capacidade de pesquisar artigos por imagem ou código de barras e rastrear o inventário em toda a rede de distribuição global. A empresa está também a avaliar o comércio grossista nos EUA e na Europa em torno da localização e apresentação nos pontos de venda.

5Retalho na rota do crescimento

Um relatório recentemente divulgado pela da Zebra Technologies, realizado em parceria com o IHL Group, prevê que as vendas do retalho nas regiões da América do Norte e da EMEA (Europa, Médio Oriente e África) cresçam 3% ao ano até 2021, conduzidas por uma mudança para o comércio eletrónico e o omnicanal. O ano de 2017 foi marcado por mais aberturas do que encerramentos de lojas e o ritmo deverá manter-se até 2021, segundo o Retail Transformation Study da Zebra. As descobertas adicionais do estudo mostram que o mercado de retalho norte-americano deverá crescer nos próximos cinco anos para vendas na ordem dos 5,5 biliões de dólares (aproximadamente 4,5 biliões de euros). Já as despesas em tecnologia entre os retalhistas tendem a aumentar aproximadamente 3% nos próximos três anos. A mobilidade é um importante motor para a maioria dos retalhistas que planeiam investir nas tecnologias móveis nos próximos três anos. Por último, as operações de armazém e distribuição deverão transformar-se drasticamente para se adaptarem aos modelos de retalho em evolução – a entrega no mesmo dia será cada vez mais comum.

6Retrospetiva de Keith Haring em Viena

Para assinalar aquele que seria o 60.º aniversário do artista de street art desaparecido em 1990, o Albertina, museu de arte em Viena, na Áustria, dedica já no próximo mês de março uma retrospetiva a Keith Haring. A exposição reúne quase 100 obras de museus internacionais e coleções particulares. Começando com os primeiros trabalhos do artista – que pintava a giz, nas estações do metro –, a exposição lança uma nova luz sobre um aspeto fundamental da obra de Haring: a sua linguagem simbólica, que funcionou como uma espécie de alfabeto artístico ao longo das obras. Através das suas reconhecidas figuras, Haring fez referência aos princípios criativos do graffiti e da arte urbana para transmitir uma mensagem de justiça e de mudança, numa linguagem acessível a todos os públicos. A retrospetiva da obra de Keith Haring estará patente no museu Albertina de 16 de março a 24 de junho de 2018.