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  1. Quem são os génios do retalho?
  2. Bombazina está de regresso
  3. Apple responde à Amazon
  4. Arquivos de Helmut Lang em Paris
  5. A alta-costura na 7.ª arte
  6. Inverno aperta o cinto

1Quem são os génios do retalho?

As marcas mais bem-sucedidas no ambiente de retalho atual, independentemente do grau de maturidade ou dimensão, têm feito investimentos em marketing que ajudaram a promover a sua visibilidade e a melhorar as vendas, de acordo com uma pesquisa recente da empresa digital L2. A empresa classificou 2.303 marcas, mas apenas 94 – o equivalente a 4% – conseguiram o estatuto de “génio”. As marcas “génio” estão a explorar a tecnologia e os dados para personalizarem não apenas a estratégia de marketing, mas também os seus produtos. Por outro lado, estão a trabalhar conteúdo em blogs e lookbooks, a promover parcerias com marketplaces (não só com a Amazon) e a integrar a experiência de vendas on e offline. Como bons exemplos, a L2 cita o da Macy’s, que alcançou a excelência em todas as plataformas sociais, o da Nordstrom, líder em visibilidade orgânica, o da Sephora, com uma forte presença em plataformas como o chatbot do Messenger e o da Boots UK, que tem escalado em número de interações dos utilizadores.

2Bombazina está de regresso

O tecido já experimentou vários picos de popularidade e, neste outono-inverno, está na mó de cima. Reinterpretada pelas marcas do luxo em peças de cores quentes como o vermelho e o laranja queimado e em tons românticos e pasteis, a bombazina volta aos guarda-roupas femininos e masculinos. Na coleção para mulher da Prada, dedicada à estação fria, a bombazina cruzou a passerelle em look total – blazer e calças – e, na Marc Jacobs, os clássicos casacos de bombazina com lapelas de pelo desfilaram em cores terrenas e quentes. O material vintage foi ainda trabalhado nas propostas de marcas como Mulberry e Nina Ricci. Entretanto, a tendência extravasou para o guarda-roupa masculino graças a marcas como Giorgio Armani, Goodhood e Topman, sendo sugerida em camisas e blusões de silhueta bomber.

3Apple responde à Amazon

A gigante tecnológica Apple entrou oficialmente no mercado dos assistentes comandados por voz com o HomePod, dispositivo que usa a assistente Siri para competir com a Alexa da Amazon. A Apple informou esta semana que as encomendas online vão começar a ser recebidas já na sexta-feira nos EUA, Reino Unido e Austrália. O assistente da gigante tecnológica, com um preço de 349 dólares (aproximadamente 285 euros), foi apresentado em junho, mas a entrada no mercado tem vindo a ser adiada – perdendo as vendas da quadra natalícia para a concorrência. O HomePod é capaz de encetar tarefas como sugerir músicas e ajustar a temperatura da casa, mas também enviar mensagens e transmitir as notícias da National Public Radio e da CNN, segundo a Apple.

4Arquivos de Helmut Lang em Paris

O designer austríaco Helmut Lang e respetiva marca epónima tornaram-se num exemplo do minimalismo de 1990 e os seus coordenados foram embainhados por uma geração de influenciadores ao longo daquela década. Os arquivos são escassos, mas o trabalho de Lang inspirou gerações de designers, incluindo Raf Simons e Phoebe Philo. Passaram-se 18 anos desde que Helmut Lang abandonou a indústria da moda, deixando a marca que fundou e, ainda assim, os seus designs icónicos continuam a ser procurados por amantes e colecionadores de moda em todo o mundo. Fruto de um projeto colaborativo entre o showroom de menswear DMSR e a plataforma online ENDYMA, uma retrospetiva de Helmut Lang chegou na semana passada a Paris. O showroom DMSR tem patente uma seleção de peças do designer, desenvolvidas entre a década de 1990 e 2005. O que torna esta exposição particularmente interessante é o facto de os designs de Lang desse período específico serem bastante raros, considerando que, em 2011, o designer desconstruiu aproximadamente 6.000 peças para ter material para a construção de 12 esculturas integradas na exposição “Make It Hard”. Ainda mo âmbito do projeto colaborativo entre a ENDYMA e o DMSR, a plataforma tem à venda algumas peças de arquivo de Helmut Lang.

5A alta-costura na 7.ª arte

“Linha Fantasma” (“Phantom Thread” no título original) é o novo filme escrito e realizado por Paul Thomas Anderson, que tem como pano de fundo o universo da alta-costura de Londres nos anos 1950. Com duas nomeações para os Globos de Ouro, “Linha Fantasma” chega às salas de cinema de todo o país a 1 de fevereiro. Daniel Day-Lewis interpreta o costureiro Reynolds Woodcock (inspirado em Charles James), considerado o primeiro grande costureiro americano, vestindo realeza, estrelas de cinema e celebridades. As mulheres entram e saem da vida de Reynolds Woodcock, inspirando-o e fazendo-lhe companhia, até que ele se cruza com uma jovem e perseverante mulher, Alma (Vicky Krieps), que rapidamente se torna uma fixação na sua vida, como musa e amante. Woodcock vê a sua vida despedaçada pelo amor. “Linha Fantasma” é o oitavo filme do cineasta americano Paul Thomas Anderson, que realizou recentemente “O Mestre e Vício Inerente”.

6Inverno aperta o cinto

As passerelles dedicadas ao outono-inverno 2017/2018 de marcas como a Adam Selman e a Isabel Marant são as responsáveis pelo regresso de uma tendência segura no que diz respeito à demarcação da cintura. Os cintos largos, usados por cima de casacos, blusas ou vestidos que dominaram as ruas nos anos 1990 estão de volta à ribalta. As opções em couro são as mais seguras e os tons neutros são os aconselhados pelos entendidos. No entanto, há propostas mais arrojadas, como as pintadas com o tom do momento – o rosa millennial – e as apresentadas no tecido do ano – o veludo. Os cintos largos servem para marcar a silhueta e podem também ser combinados com malhas oversized que se transformam em vestidos.