Início Breves

Breves

  1. LVMH bate recordes
  2. Chineses são os mais conectados
  3. Ralph Lauren aquece Jogos Olímpicos
  4. Os europeus que se seguem
  5. Nova vaga verde
  6. Balmain regressa à alta-costura

1LVMH bate recordes

Em 2017, o grupo LVMH registou um crescimento do lucro líquido, que alcançou o valor recorde de 29%. Em comparação, o lucro líquido tinha crescido apenas 11% no ano fiscal de 2016. A receita atingiu os 42,6 mil milhões de euros em 2017, um aumento de 13% em relação ao ano anterior. O conglomerado francês do luxo evidenciou uma subida na categoria de moda e artigos de couro (21%). No seu relatório de contas, o LVMH enfatizou o sucesso das colaborações da Louis Vuitton com Jeff Koons e a marca de streetwear Supreme. «A excelente performance, para a qual todos os nossos negócios contribuíram, é devida, em parte, a um ambiente dinâmico mas, sobretudo, à notável força criativa das nossas marcas e à sua capacidade de se reinventarem continuamente», afirmou o presidente do LVMH Bernard Arnault em comunicado. «Num ambiente que se mantém incerto, podemos contar com o apelo das nossas marcas e com a agilidade das nossas equipas para fortalecer, mais uma vez, em 2018, a nossa liderança no universo de produtos de alta qualidade».

2Chineses são os mais conectados

Os consumidores chineses estão entre os mais conectados do mundo e o seu dispositivo móvel de eleição é, cada vez mais, o smartphone. Cerca de 84% dos consumidores da China usaram um smartphone para compras no ano passado, face aos 71% de 2015. Este hábito de compras ajudou as vendas online a crescerem 28%, de acordo com o novo relatório da Nielsen: “What’s Next for China’s Connected Consumers – A Roadmap for Driving Digital Demand”. Curiosamente, a percentagem de consumidores que compra em websites estrangeiros aumentou de 34% em 2015 para 64% em 2017 – uma estatística vital para marcas e retalhista globais. Não obstante, os consumidores do Império do Meio não estão apenas a comprar os produtos de consumo óbvios. O relatório da Nielsen revela que 54% dos consumidores chineses mais abastados estão agora a investir em produtos financeiros online, sendo que 38% deverão aumentar os gastos com esses “produtos” nos próximos 12 meses.

3Ralph Lauren aquece Jogos Olímpicos

A Ralph Lauren desenhou o novo equipamento dos atletas olímpicos e paralímpicos norte-americanos para as cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul. O equipamento tem as cores da bandeira dos EUA e integra uma tecnologia de aquecimento que permitirá aos desportistas manterem-se quentes. As parkas têm um botão ligado a uma bateria que, quando pressionado, liberta calor de uma forma instantânea e duradoura. O calor dura entre 5 a 11 horas. Segundo David Lauren, filho do designer e diretor de inovação da Ralph Lauren, «este é o casaco mais avançado, a nível tecnológico, que alguma vez foi produzido». O casaco funciona como um cobertor elétrico, mas em vez dos fios incorporados no tecido, o calor provém de um pigmento especial feito de carbono e prata que é aplicado no forro sob a forma de uma bandeira americana. Os atletas podem aumentar ou baixar a temperatura através de uma aplicação para smartphone. Embora a parka condutora de calor tenha sido criada especialmente para a equipa olímpica americana, a Ralph Lauren pretende produzir uma edição diferente e limitada do casaco para o próximo outono.

4Os europeus que se seguem

A marca de cosmética Tropic Skincare, sediada em Londres, é hoje uma das empresas de mais rápido crescimento no Reino Unido, alcançando os 20 milhões de libras (aproximadamente 23 milhões de euros) em 2017 e com mais de 3 milhões de clientes. A fundadora, Susie Ma, de 29 anos, integrou a lista “Forbes 30 Under 30” deste ano. Os jovens empreendedores que a acompanharam são oriundos de 13 países e têm combinado a tecnologia, a criatividade e a paixão para mudar os horizontes da Europa no domínio das compras, on e offline. Os distinguidos na lista anual foram avaliados por um painel de jurados internacional, que incluiu nomes como Tamara Mellon, da Jimmy Choo, e Alessandra Rossi, do YNAP. Os jovens empreendedores do Reino Unido dominaram a lista com oito membros, seguidos por cinco franceses e quatro alemães. Os restantes membros são oriundos da Dinamarca, Finlândia, Irlanda, Itália, Macedónia, Holanda, Polónia, Eslováquia, Espanha e Portugal. Este ano, a turma da lista Retail & Ecommerce mostrou-se equilibrada em termos de género, com 16 mulheres e 18 homens, incluindo quatro duplas de cofundadores. A maioria desses empreendedores está a levantar ondas na indústria da moda. Em 2013, Tarek Müller, de 29 anos, e os dois cofundadores da About You tiveram a visão de traduzir a experiência de “window shopping” para a Internet. Agora, a About You é o segundo maior retalhista de vestuário online na Alemanha, tendo tingido os 135 milhões de euros em receitas no último ano fiscal.

5Nova vaga verde

Há uma nova vaga de marcas de acessórios éticas e ecológicas a somar créditos na indústria da moda, atraindo – sobretudo online – os consumidores conscientes e criteriosos sobre aquilo que penduram nos seus guarda-roupas. Lançada no final de 2017, a marca de acessórios de edição limitada Khaore oferece artigos em couro vegetal e juta, mas a maior bandeira da marca vem da total transparência da sua cadeia de aprovisionamento. Todas as bolsas de juta são produzidas num atelier em Nova Iorque que os cofundadores Raiheth Rawla e Wei Hung Chen visitam semanalmente. As bolsas de couro são produzidas em Calcutá, numa unidade produtiva propriedade de um amigo da família de Rawla, que cresceu na Índia. A Mlouye oferece bolsas produzidas numa empresa de base familiar em Istambul, a cidade natal da fundadora Meb Rure e onde tudo, do corte do couro aos ornamentos, é feito à mão. Embora seja usado crómio no curtimento do couro usado pela Mlouye, a marca trabalha com um curtume turco que minimiza tanto quanto possível os produtos químicos envolvidos e investe em tecnologia de economia de energia e água. Fundada por Oliver Ruuger, ex-artesão da Hermès, designer premiado e especialista em sustentabilidade, a Silent Goods aposta no modelo direto ao consumidor, tendo sido lançada na plataforma Kickstarter em 2017 com planos de desvendar a primeira coleção completa em 2018. A marca usa couro vegetal em bolsas produzidas na Turquia, numa empresa de base familiar com várias certificações éticas de condição de trabalho. A Ashya propõe bolsas de estética unissexo desenhadas em Brooklyn e produzidas num atelier próximo, visitado com regularidade pelos responsáveis da marca. Os fornecedores de couro da Ashya também têm um controlo apertado, ainda que estejam localizados em Itália e na América do Sul.

6Balmain regressa à alta-costura

Aproveitando a recente edição da semana de alta-costura, em Paris, a Balmain apresentou há dias uma coleção-cápsula exclusiva de eveningwear. A linha tem como fonte de inspiração a emblemática coleção “Jolie Madame” – a primeira coleção de alta-costura da Balmain, apresentada no pós II Guerra Mundial depois do icónico perfume com o mesmo nome. Os coordenados sumptuosos de Jolie Madame foram reinterpretados em vestidos de noite, num total de 10 looks, desvendados na nova sede da Balmain, em Paris. A coleção foi batizada “44 François Premier”, em honra da morada histórica da marca, na qual a Balmain ainda tem uma flagship. «Agora tenho o luxo de me poder focar exclusivamente na herança única que Pierre Balmain nos deixo», afirmou o diretor criativo da Balmain, Olivier Rousteing. A coleção vai estar disponível na sede da Balmain e em lojas selecionadas da marca à escala global.