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  1. Lectra compra italiana Kubix Lab
  2. Zara estreia novo conceito
  3. Quais são os shoppings mais valiosos?
  4. Asos acelera moda rápida
  5. Couro sai à rua
  6. Jovens talentos lusos desfilaram em Itália

1Lectra compra italiana Kubix Lab

A Lectra acaba de anunciar a aquisição da empresa italiana Kubix Lab. Fundada no final de 2015, a Kubix Lab desenvolveu uma solução tecnológica de ponta conhecida como “Link”. A solução permite às marcas de moda gerir, de ponta a ponta, todas as informações do produto recolhidas em vários sistemas informáticos (ERP, PDM, PLM), dentro de uma mesma aplicação. Os utilizadores podem modificar ou adicionar novos dados. Em apenas alguns meses, a Link convenceu mais de 10 marcas italianas high-end do seu valor. «Ficámos particularmente impressionados com a relevância da solução criada pela Kubix Lab», destacou Daniel Harari, presidente e diretor executivo da Lectra. Os fundadores da Kubix Lab souberam desenvolver uma oferta «perfeitamente adaptada às expectativas das empresas de moda», apontou. A solução Link permite que todos os envolvidos no desenvolvimento, produção e vendas colaborem em tempo real, de forma simples e eficiente, em torno dos mesmos dados. «Estamos convencidos de que a liderança, a presença global, a forte experiência na indústria da moda e a riqueza do portefólio de produtos da Lectra nos vão permitir desenvolver uma oferta integrada com alto valor para todos os clientes», afirmou Giampaolo Urbani, diretor executivo e cofundador da Kubix Lab. Os fundadores da Kubix Lab serão responsáveis pelo desenvolvimento de uma oferta integrada Lectra-Link, que virá complementar e reforçar o portefólio da Lectra. A aquisição da Kubix Lab custou à Lectra 7 milhões de euros e deverá ficar concluída hoje, 31 de janeiro.

2Zara estreia novo conceito

A Zara acaba de abrir a sua primeira loja “Click & Collect”, um espaço pop-up de 200 metros quadrados inaugurado em Westfield Stratford City, no Reino Unido, que pode ser visitado até maio. O novo ponto de vendas serve, essencialmente, para pôr à prova os novos hábitos de compra dos clientes, permitindo adquirir as peças enquanto se passeia pela loja através de uma aplicação móvel. Basta juntar ao carrinho de compras os artigos desejados – depois de os experimentar ou não –, efetuar o pagamento e escolher quando se quer receber a encomenda em casa, se no mesmo dia ou no dia seguinte. A Zara instalou ainda um sistema de recomendação de peças nos espelhos dos provadores para que, enquanto o cliente experimenta uma peça, surjam no espelho artigos que combinam, numa seleção feita pela marca. Em comunicado oficial, Pablo Isla, CEO da empresa-mãe Inditex, explicou que esta decisão é «um marco na nossa estratégia de integrar nas lojas o mundo digital, algo que define a nossa identidade e negócio».

3Quais são os shoppings mais valiosos?

A paisagem de retalho dos EUA tem uma quota considerável de unidades com fraca performance e desatualizadas, mas, os shoppings premium continuam a atrair clientes em massa, arrecadando mais de 1.000 dólares (aproximadamente 807 euros) por metro quadrado, muito acima da média da indústria. Segundo a empresa de pesquisa Boenning & Scattergood, os 20 centros comerciais mais valiosos da América, propriedade de fundos de investimentos imobiliários, geram anualmente cerca de 21 mil milhões de dólares em vendas no retalho. Os chamados shoppings de primeira linha, detidos pelo Simon Property Group, General Growth Properties, Macerich e Westfield, têm pouca ou nenhuma vaga atualmente. Distribuídos pelos EUA, do Havai a Las Vegas, passando por Nova Jérsia, os melhores centros comerciais norte-americanos costumam incluir zonas de alimentação com a curadoria de restaurantes locais, espaços pop-up para albergar marcas de comércio eletrónico, retalhistas off price, mercearias, etc. Os especialistas da indústria anseiam ver como a lista evolui ao longo dos próximos anos, considerando as várias remodelações em andamento. «Esperamos que os investidores tenham uma melhor compreensão do valor inerente ao sector», afirmou Floris van Dijkum, analista da Boenning & Scattergood.

4Asos acelera moda rápida

A Asos revelou, na semana passada, que as vendas do quarto trimestre cresceram 30% em relação ao valor registado no período homólogo do ano anterior, para os 790,4 milhões de libras (aproximadamente 899 milhões de euros). As vendas no Reino Unido, no mesmo período, cresceram 23%, para os 300,9 milhões de libras, «ainda que o ambiente de retalho continue desafiante», de acordo com um comunicado da empresa. A retalhista de moda rápida sediada no Reino Unido divulgou também que o número de clientes ativos cresceu 19%, o valor médio do carrinho de compras subiu 3%, a frequência média de encomendas aumentou 8% e as conversões cresceram 20 pontos base. O total de encomendas no período escalou 30%, para os 20,2 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, valor em parte estimulado pelo programa Try Before You Buy (experimente antes de comprar) da retalhista e pela aposta Asos Instant (entrega do mesmo dia).

5Couro sai à rua

A febre do couro fez subir a temperatura no guarda-roupa para este outono-inverno. Até aqui circunscrito aos icónicos blusões e às calças usadas por mulheres sem medo de arriscar, nesta estação fria, o couro alastrou-se a todas as peças dos coordenados femininos, das blusas aos vestidos, passando pelas saias (de extensão mini ou midi) e gabardinas reinterpretadas. Em destaque nas revistas da especialidade e nas montras estão as peças decoradas com bordados, folhos ou tachas e, na paleta, o verde garrafa e o bordeaux. No entanto, os clássicos em preto e castanho continuam relevantes.

6Jovens talentos lusos desfilaram em Itália

A terceira paragem internacional do roteiro outono-inverno 2018/2019 do Portugal Fashion aconteceu este fim de semana em Itália, na semana de moda Altaroma. O desfile dos designers da plataforma Bloom David Catalán, Inês Torcato e Nycole decorreu dia 28 de janeiro, no polo cultural Guido Reni District. Para Inês Torcato, este foi o primeiro desfile internacional. Para o próximo inverno, a marca epónima sugere “Self-Portrait (Touch)”, coleção baseada no conceito de autorretrato. Trata-se, segundo Inês Torcato, de «um jogo de texturas materiais com tecidos muito distantes um do outro, como caxemiras e lãs, numa mistura com poliamidas à prova de água e transparências apapeladas». David Catalán propõe uma coleção que é uma viagem à própria infância. Entre os elementos pessoais que usa como alusão ao seu percurso, está uma «estética facilmente associada ao escutismo». «A moralidade presente neste tipo de associação» é sublinhada como essencial no processo de construção das peças, com o designer a afirmar que transpõe «este tipo de imposição moral extremamente positiva» para o dia-a-dia através de mensagens bordadas e patches. Fundada pela jovem designer Tânia Nicole, a marca Nycole propõe “Unknown”, coleção inspirada no universo criativo do jovem músico inglês King Krule. «As suas influências do hip-hop, as suas letras obscuras e o seu look foram o ponto de partida para o desenvolvimento desta coleção», explicou Tânia Nicole. O universo do hip-hop «trouxe silhuetas largas e algumas peças icónicas, como camisas de basebol, sweatshirts, casacos acolchoados».