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  1. Os eleitos do Sangue Novo
  2. Arcadia à venda?
  3. C&A anuncia primavera com denim
  4. Chineses da Fosun deitam as mãos à Lanvin
  5. Gap em queda livre
  6. Walmart atualiza portefólio de marcas

1Os eleitos do Sangue Novo

O desfile Sangue Novo, plataforma dedicada ao talento emergente, inaugura a ModaLisboa N.50, no dia 9 de março, às 18 horas, no Pavilhão Carlos Lopes, com a apresentação das coleções dos designers Federico Cina, Federico Protto, Filipe Augusto, Inês Nunes do Valle, Isidro Paiva, N’a Pas de Quoi, Opiar e Rita Sá. O autor da coleção vencedora será eleito pelo júri do Sangue Novo constituído por Eduarda Abbondanza (presidente da Associação ModaLisboa), Lidija Kolovrat (designer de moda), Paulo Macedo (stylist), Miguel Flor (diretor criativo da revista Principal) e Myra Postolache (fundadora da TSCOF Agency x New Talents). O vencedor receberá um prémio da ModaLisboa no valor de 5.000 euros, um curso de verão numa das mais prestigiadas academias italianas de moda, a Domus Academy ou a NABA – Nuova Accademia di Belle Arti Milano, e terá também entrada direta na próxima edição de Sangue Novo, em outubro de 2018. No âmbito do intercâmbio da ModaLisboa com o FashionClash, um dos designers será selecionado pela direção do festival de moda holandês para representar Portugal na próxima edição do evento, a realizar em Maastricht, em junho de 2018. Os fundadores da concept store portuguesa, The Feeting Room, Edgar Ferreira e Guilherme Oliveira, selecionam ainda a melhor coleção Sangue Novo para ser vendida nas suas lojas em Lisboa e no Porto.

2Arcadia à venda?

O empresário britânico Philip Green pode estar a considerar a venda do seu império a um gigante chinês da indústria têxtil, segundo as notícias divulgadas esta semana. O dono do Arcadia parece estar à procura de uma saída para o grupo, já que as suas marcas de fraca performance, incluindo a Dorothy Perkins, Wallis e a Evans, estão a ser atacadas por retalhistas online em rápida expansão, como a Boohoo e a Missguided. No entanto, negociar um adeus elegante ao grupo não será fácil para Green, considerando que cada movimento seu está sob escrutínio depois do colapso da BHS, em 2016. De acordo com o Sunday Times, a Shandong Ruyi, com sede em Jining, na China, tem mantido discussões com o grupo Arcadia. A Shandong Ruyi anda às compras na Europa, tendo já adquirido uma participação maioritária na empresa suíça de produtos em couro Bally no mês passado e negociado uma participação de 54% na fabricante de artigos de moda Bagir. No ano passado, a empresa chinesa comprou a marca britânica Acquascutum por 95 milhões de libras (aproximadamente 107 milhões de euros), depois de ter entrado com uma participação maioritária na casa de moda francesa SMCP, proprietária da Sandro e da Maje, por 1.300 milhões de euros em 2016. O grupo Arcadia, que emprega diretamente cerca de 26 mil pessoas em todo o mundo e gere uma cadeira de 2.800 lojas, está avaliado em mais de mil milhões de libras, mas os analistas acreditam que o comprador venha a pagar menos de 500 milhões de libras esterlinas, uma vez que o grupo pode necessitar de uma reestruturação. Todas as marcas da Arcadia, incluindo a Topshop, estão a acusar uma performance fraca à medida que o retalho de moda luta com o crescimento dos concorrentes online e as mulheres jovens transferem os seus gastos para beleza e restauração.

3C&A anuncia primavera com denim

Embora seja um clássico, o look total denim é uma das tendências-chave para a primavera-verão 2018. Apresentada recentemente pela C&A, a coleção “Denim” inclui peças leves e fluídas, em denim mais fino, com as silhuetas clássicas, mas também modelos femininos ou com novas proporções. Nesta nova coleção, segundo a marca, «é ainda possível encontrar os jeans perfeitos para cada tipo de corpo, desde os modelos mais clássicos a outros com características especiais». Push up, para modelar e realçar; X-fit, um modelo elástico que recupera a sua forma inicial; Confort Waistband, com uma cintura mais cómoda e que realça a figura; e Tummy Control, com um desenho dos bolsos laterias que faz com que a figura pareça mais direita e a silhueta mais adelgaçada.

4Chineses da Fosun deitam as mãos à Lanvin

Os acionistas chineses do BCP confirmaram hoje a compra de uma participação maioritária na casa de moda francesa, ainda que o valor do negócio não tenha sido divulgado. A informação, avançada na semana passada pela agência noticiosa Reuters, foi confirmada pela empresa num comunicado emitido esta quinta-feira, 22 de fevereiro. O valor do negócio não foi divulgado, mas fontes citadas pela Fashion Network adiantam que a Fosun terá desembolsado mais de 100 milhões de euros pela marca de luxo francesa fundada em 1889 por Jeanne Lanvin. A Lanvin vem assim juntar-se ao portefólio do grupo chinês, com investimentos que vão desde os resorts do Club Med à marca italiana de Caruso. Em Portugal, a Fosun é dona da seguradora Fidelidade e da Luz Saúde e a maior acionista do Banco Comercial Português (BCP). Em 2001, a Lanvin foi comprada por Shaw-Lan Wang, magnata taiwanesa, tendo conquistado o seu prestígio a nível global sob a alçada criativa de Alber Elbaz. Elbaz deixou a Lanvin em 2015 e, desde então, a casa francesa tem enfrentado sérias dificuldades, agravadas pela saída da diretora criativa sucessora, Bouchra Jarrar. Em 2016, a Lanvin terá registado perdas na ordem dos 18 milhões de euros, esperando-se um agravamento para os 27 milhões no ano passado.

5Gap em queda livre

As ações da Gap Inc. continuaram a afundar nos últimos 15 meses como resultado de operações instáveis e de um crescimento dececionante dos lucros. Jeff Kirwan, presidente e diretor executivo da marca Gap, já confirmou que irá abandonar a empresa, já à procura de um substituto. Entretanto, Brent Hyder, vice-presidente executivo de talento global e sustentabilidade, fica responsável pela marca. Kirwan assumiu a marca Gap em 2014, altura em que as vendas já deslizavam. O executivo reviu então o modelo operacional da Gap para melhorar a sua capacidade de testar novos produtos e rapidamente armazenar designs com boa performance de vendas. Kirwan concentrou-se também em melhorar a qualidade e o fitting das ofertas da Gap. Ainda assim, as vendas comparáveis na cadeia caíram em 13 dos últimos 15 trimestres, à medida que a concorrência apertou o cerco e os clientes começaram a desviar os seus gastos para experiências e tecnologia. «Embora esteja satisfeito com os nossos progressos na saúde da marca e na qualidade do produto, não alcançámos a excelência operacional e o crescimento acelerado dos lucros que sabemos serem possíveis na marca Gap», lamentou o CEO da Gap Inc., Art Peck, em comunicado.

6Walmart atualiza portefólio de marcas

A Walmart está a afinar o seu portefólio de marcas próprias de vestuário e, como resultado, deverá eliminar algumas das suas marcas antigas, segundo informação avançada pela CNBC. As linhas de vestuário renovadas incluem a Time and Tru para mulher, a Terra & Sky para plus size e a Wonder Nation para criança. A marca George será reestruturada para vender apenas rtigos de menswear. Marcas próprias como a Faded Glory, White Stag e Just My Size serão retiradas das prateleiras do Walmart. Como anunciou no final do ano passado, o Walmart está também a redesenhar o seu website, que passa a focar-se em artigos para o lar e moda, incluindo produtos da Lord & Taylor. As investidas da Walmart são reveladoras de que a concorrência na indústria do vestuário está em crescendo, particularmente entre a Walmart, Target e Amazon. A Target tem vindo a investir nas marcas próprias e, no ano passado, lançou a A New Day para mulher, a JoyLab para vestuário desportivo, a Goodfellow & Co. para homem e a Universal Thread para denim. A Amazon tem feito um percurso semelhante, ainda que silenciosamente, com a maior parte do sucesso na moda a ser garantido pela venda de peças básicas, como underwear e t-shirts. Ao adquirir a Modcloth, Bonobos e Moosejaw, a Walmart começou a contar com um portefólio de marcas de vestuário estabelecidas sob a sua alçada. Agora está à procura de atualizar o grupo de marcas próprias para acompanhá-las.