Início Breves

Breves

  1. Olha o robot!
  2. American Apparel apoia Serra Leoa
  3. Joseph Abboud regressa à passerelle
  4. Americanos ainda têm de ir às compras
  5. Marcas ocidentais são as preferidas na Ásia
  6. Trabalhadores protegidos na Cimeira do Clima

1Olha o robot!

O mercado de brinquedos e de cuidados para a casa está a ser abalado por um influxo de robótica e nos próximos 10 anos deverá assistir-se a um aumento dos gastos nesta área, com os robots pessoais a tornarem-se significativos. A especialista em inteligência de mercado na área da tecnologia ABI Research revela que o mercado atual está avaliado em 3,5 mil milhões de dólares (3,2 mil milhões de euros), com 33 milhões de produtos comprados, mas antecipa que, daqui a 10 anos, atinja o valor de 17 mil milhões de dólares e 165 milhões de produtos comprados. Atualmente os brinquedos robóticos são o segmento líder, sendo responsável por mais de metade do total de envios em 2015. Mas os drones (veículos aéreos não tripulados) para o consumidor em geral serão o segmento em mais rápido crescimento até 2025. Segundo o diretor de pesquisa da ABI, Phil Solis, «os veículos aéreos não tripulados, incluindo os de brincar, irão ultrapassar os brinquedos robóticos em termos de quota dentro de alguns anos e vão então representar mais de metade dos envios de produtos de robótica de consumo em 2021». O segmento de limpeza e cuidado com a casa vai crescer significativamente e será uma grande fonte de rendimento. «Atualmente, os robots pessoais que estão a chegar ao mercado são estacionários, incorporando produtos que podem com sucesso interagir com os utilizadores e usar informação e serviços que estão na “nuvem”», explica Solis. «À medida que estes produtos avançam nas suas capacidades tecnológicas e passam de estacionários para móveis e acrescentam manipulação, os preços médios dos produtos irão subir», refere. Embora o número de robots pessoais seja atualmente relativamente pequeno, os preços mais altos serão fulcrais para os tornar no segmento de luxo do mercado da robótica. Atualmente as empresas com maior impacto na área da robótica são a iRobot, Samsung, LG, Hasbro, WowWee, Parrot, DJI, 3D Robotics, Jibo e Blue Frog, entre outras.

2American Apparel apoia Serra Leoa

A American Apparel anunciou a colaboração com artesãos da Serra Leoa para a criação de uma coleção de t-shirts de edição limitada. A colaboração surgiu por iniciativa de Massah KaiKai, uma jovem criativa sediada em Nova Iorque, que apresentou a ideia. Assombrada por uma década de guerra civil e pelo vírus do ébola, KaiKai queria captar um retrato mais expressivo e íntimo do país de origem da sua família através de uma parceria com a empresa. Em apenas alguns meses, milhares de t-shirts da American Apparel foram enviadas para a Serra Leoa, foram recrutados artesãos locais e a nasceu a coleção de t-shirts, que está nas lojas e online desde 15 de dezembro. Embora o estilo seja semelhante, o design feito através de tingimento é completamente único. 50% do valor das vendas desta coleção será doado aos artesãos que dedicaram o seu tempo e talento. «A Serra Leoa enfrentou alguns obstáculos, mas é um país vibrante onde existem oportunidades para pessoas com ideias e paixão», acredita KaiKai. «Espero que os habitantes do país se sintam inspirados pelo que fizemos em parceria com a American Apparel para mostrarem o talento da sua comunidade», acrescenta. «A American Apparel sempre foi uma forte defensora dos salários justos. Esperamos que este projeto seja um pequeno passo para abrir o caminho para um mundo com oportunidades iguais», acrescentou Jon Henry Szymanski, diretor de co-branding e filantropia na American Apparel.

3Joseph Abboud regressa à passerelle

O designer americano de vestuário de homem Joseph Abboud anunciou o regresso às passerelles, devendo integrar o calendário da New York Fashion Week: Men’s em fevereiro, onde vai apresentar a coleção para o outono-inverno 2016/2017. Este será o primeiro desfile de Abboud desde que regressou à sua marca epónima e o primeiro grande desfile em 15 anos, que terá honras de abertura da semana de moda masculina, a 2 de fevereiro. Esta será a segunda edição do evento em Nova Iorque, que se estreou em julho passado, e terá lugar no Skylight Clarkson North até 4 de fevereiro. Joseph Abboud, que é ainda diretor criativo da Men’s Wearhouse, que detém a sua marca epónima, considera que a semana de moda criou «um momento hercúleo para a indústria americana de moda de homem». Tendo em conta que produz todo o vestuário de alfaiataria na fábrica própria da marca em New Bedford, o designer vai usar o desfile para puxar pela etiqueta “made in America” e está a colaborar com seis marcas que produzem nos EUA para as incluir na coleção: as malas serão da Rawlings, os chapéus de Albertus Swanepoel, as gravatas serão da Barbara Blank, os relógios da Kobold, o vestuário de exterior da Aston Leathers e o calçado será assinado por Allen Edmonds.

4Americanos ainda têm de ir às compras

Os americanos podem ter começado a comprar mais cedo para o Natal mas há ainda milhões que não acabaram a lista de compras, segundo o mais recente estudo de consumo, o último desta época de Natal, da National Retail Federation (NRF). O consumidor médio já fez 53,5% das compras. Apenas 10% revelou ter acabado, o que equivale a 22,6 milhões de pessoas. Isso significa que 90% ainda têm de comprar presentes, produtos alimentares e artigos de decoração, entre outros. As principais razões pelas quais as pessoas ainda não fizeram as compras são não saber ainda o que vão comprar (44,8%), porque os amigos e família ainda não deram ideias sobre o que querem (28,8%) e 22% está à espera dos melhores negócios. Um em cada cinco (2,8%) admitiu que simplesmente é um procrastinador. Quando questionados sobre quando irão comprar o último presente, um terço (33,4%) afirmou que algures antes de 18 de dezembro, embora 10,2% planeie esperar até 23 de dezembro. O estudo concluiu que 50,8% já comprou vestuário e acessórios e 34,5% já comprou presentes. 33,5% optou por cartões de oferta e 22,8% comprou artigos de eletrónica. Em termos de canais, reina o omnicanal, com 35,4% dos inquiridos com smartphones e 38,2% dos que têm tablets a afirmarem que vão usar os dispositivos móveis para fazer pesquisas de produtos e comparar preços, enquanto 19,8% e 26,4% das pessoas, respetivamente, afirmam mesmo que vão comprar artigos através desses dispositivos móveis. De acordo com o estudo, dois terços (65,9%) dos consumidores revelaram que planeiam comprar nos saldos após o Natal. Especificamente, 47,2% indicou que vai fazer compras na loja e 43,1% que vai comprar online durante essa semana. Quase seis em cada 10 millennials (entre os 18 e os 24 anos) afirmam que vão comprar nessa semana, tanto em lojas físicas (59,2%) como online (59,3%).

5Marcas ocidentais são as preferidas na Ásia

As marcas ocidentais continuam no topo das preferências dos consumidores abastados em seis dos principais mercados asiáticos, segundo um estudo do The Nikkei. Os consumidores na China, Índia, Indonésia, Tailândia, Vietname e Filipinas foram questionados sobre cinco categorias de produtos e serviços e nomes europeus e americanos surgiram no topo de todas elas. No entanto, a Uniqlo, na moda, e a Sony e a Samsumg, nos smartphones, entraram nos respetivos top três. A Gucci, que se tem focado nos mercados asiáticos nos últimos anos, foi a marca mais citada na categoria de moda de luxo, tanto para as listas “quero comprar” como na “comprei”. Mas a Chanel surgiu no primeiro lugar para os consumidores asiáticos. Fora do luxo, a Zara ficou no topo da lista “quero comprar” e a H&M surgiu no segundo lugar. A Uniqlo ficou na terceira posição em termos gerais, embora ocupe o primeiro lugar na China e na Tailândia. A Uniqlo teve as melhores pontuações em qualidade de produto, inovação, serviço ao consumidor e valor, enquanto a Zara ganhou no design. As marcas alemãs de carros de luxo ocuparam os três primeiros lugares na categoria automóvel, com a BMW em primeiro lugar, seguida da Audi e da Mercedes-Benz. Nos smartphones, a Apple dominou nos seis países, com a Samsung em segundo lugar e a Sony em terceiro. O estudo, realizado online, inquiriu 300 homens e mulheres com idades entre os 16 e os 59 anos nos seis países.

6Trabalhadores protegidos na Cimeira do Clima

A inclusão da proteção aos trabalhadores através de uma condição de “transição justa” no acordo na Cimeira do Clima de Paris é «um feito considerável», considera o sindicato IndustriAll, apesar da pressão para o seu cumprimento estar do lado dos governos. A versão final do acordo, apresentada no final da 21.ª Cimeira do Clima da ONU, é «débil e imperfeita» em várias áreas, considera o IndustriAll, mas pode ser «a melhor que era possível atingir politicamente neste momento». Incluído no acordo está a condição de “transição justa”, que consiste no enquadramento de uma mudança sustentável para uma economia com baixas emissões de dióxido de carbono, proposta por sindicatos e apoiada por organizações não-governamentais e outras, como a Organização Internacional do Trabalho. A condição inclui uma transição significativa em termos ambientais e o desenvolvimento sustentável, o envolvimento e representação dos trabalhadores, emprego estável e planeamento a longo prazo, justiça social e uma distribuição justa de custos e apoio governamental. A linguagem da medida é «clara e concisa», considera o IndustriAll, e «melhor, de certa forma, do que formulações passadas». Pede às partes para terem em conta «os imperativos de uma transição justa da força de trabalho e a criação de trabalho decente e empregos de qualidade de acordo com as prioridades de desenvolvimento definidas nacionalmente». O IndustriAll indicou que preferia que esta referência tivesse sido feita no corpo do acordo em vez de no preâmbulo, mas ainda assim considera que é «um compromisso político dos signatários» e representa «um feito considerável». O principal objetivo do acordo da Cimeira do Clima é manter o aquecimento global a um máximo de 2ºC acima dos níveis pré-industriais e o aumento das temperaturas a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Para atingir estes objetivos e ajudar os países em desenvolvimento a mudarem de combustíveis fósseis para fontes de energia mais ecológicas, serão criados fluxos financeiros adequados, com o mundo desenvolvido a transferir 100 mil milhões de dólares (91,5 mil milhões de euros) por ano até 2020. No início de dezembro, um grupo de sete empresas de vestuário, incluindo a Levi Strauss, a VF Corp e a Gap, assinaram uma declaração a pedir um acordo forte para o clima (ver Moda une-se contra as alterações climáticas).