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  1. Portugal em grupo de melhoria de competências
  2. Algodão em trajetória ascendente
  3. Inditex abre filial no Paquistão
  4. Vestuário chinês ganha 3%
  5. Aquafil compra negócio da Invista
  6. Começou a corrida ao prémio LVMH

1Portugal em grupo de melhoria de competências

Um grupo de stakeholders públicos e privados das indústrias têxtil, do vestuário, do couro e do calçado da UE, incluindo de Portugal, juntou forças para criar uma estratégia europeia que ajude a melhorar as competências e a atrair novos trabalhadores para os sectores. Esta iniciativa, encabeçada pela organização europeia Euratex, em conjunto com os congéneres Cotance (couro) e CEC (calçado), foi denominada de Skills4Smart TCLF e deverá durar quatro anos. O objetivo é transformar a educação e formação nestas áreas, sendo que a iniciativa inclui universidades com pendor mais técnico e empresas. O projeto, cofinanciado pela União Europeia ao brigo do programa Erasmus+, foi lançado numa reunião em que estiveram presentes players de nove países europeus (Bélgica, Itália, Espanha, Roménia, Grécia, França, Polónia e Bulgária). Uma força de trabalho mais competente e moderna está entre as prioridades do grupo, com alterações aos currículos e programas vocacionais. O projeto quer envolver regiões europeias relevantes em indústrias que empregam milhões de pessoas na EU e têm receitas combinadas de 200 mil milhões de euros.

2Algodão em trajetória ascendente

Os preços do algodão continuam a aumentar no mercado internacional, com o índice Cotlook A a registar, em janeiro, 91 cêntimos por libra (cerca de 450 gramas), o que compara com uma média de 82,4 cêntimos em 2017/2018, segundo os dados do ICAC (International Cotton Advisory Committee). Em comparação, o preço do poliéster subiu muito mais, refere o ICAC, de 77 para 83 cêntimos. A organização ajustou as suas previsões para a produção mundial de algodão, apontando para 25,5 milhões de toneladas, face às estimativas de janeiro, de 25,4 milhões de toneladas. O consumo de algodão tem sido maior do que a produção nas últimas duas épocas, mas esta última está a crescer a um ritmo mais rápido do que o apetite do consumidor. A produção no hemisfério norte, que representa 88% à escala mundial, está estimada em 22,5 milhões de toneladas na época 2017/2018, um aumento de 12% face a 2016/2017. No hemisfério sul são esperados aumentos de produção nos principais países exportadores. Na época atual, o comércio mundial está estimado em 8,2 milhões de toneladas, com o Bangladesh e a China a pesarem 19% e 16% respetivamente. No topo do ranking dos exportadores estão os EUA, com 39% do total.

3Inditex abre filial no Paquistão

A Inditex abriu uma filial de compras no Paquistão e com isso a dona da Zara poderá duplicar as importações daquele país. A União Europeia é o maior mercado de exportação de vestuário do Paquistão, sendo que o país espera que as vendas para Espanha ultrapassem os mil milhões de dólares (850 milhões de euros à cotação de 20 de fevereiro) durante o ano fiscal em curso. O representante da Inditex, Jose Manuel Romay de la Colina, reuniu-se recentemente com um adido comercial da embaixada do Paquistão em Espanha, Muhammad Hamid Ali, e confirmou a abertura da filial na cidade de Carachi. Hamid Ali referiu depois que o país tem sido «bem-sucedido na atração do grupo Inditex, incluindo oito marcas de renome internacional (Zara, Massimo Dutti, Pull & Bear, Bershka, etc)». O responsável salientou ainda que esta estratégia é importante para aumentar as exportações do Paquistão para Espanha, assim como aprofundar colaborações técnicas na área de design e têxtil. A União Europeia pesa 18% no total das exportações do Paquistão, com o impulso de um acesso mais facilitado dos produtos paquistaneses ao mercado desde janeiro de 2014. O adido comercial do Paquistão em Espanha está confiante na meta dos 850 milhões de euros de exportações para Espanha, sendo que os dados dos primeiros cinco meses do ano fiscal de 2017-2018 apontam já para quase 400 milhões de euros em vendas. As exportações de têxteis pesam 60% no total de vendas ao exterior do Paquistão.

4Vestuário chinês ganha 3%

A indústria de vestuário chinesa registou ganhos superiores a 3% em 2017 face ao ano anterior, de acordo com os dados do NBS, o departamento de estatísticas nacional da China. Deste modo, o sector do vestuário e acessórios aumentou 3,6% para 1,26 biliões de yuans, quase 130 mil milhões de euros. As receitas cresceram 1,1%, para 21,90 biliões de yuans. No setor têxtil, os ganhos atingiram os 1,98 biliões de yuans, um aumento de 3,6% face a 2016, enquanto as receitas cresceram 3,7%, para um total de 37,98 biliões de yuans. O BNS destacou o desempenho da indústria chinesa no ano passado, com uma subida de 21% nos ganhos numa base anual, enquanto a taxa de crescimento aumentou 12,5 pontos percentuais, face a 2016. Em janeiro, no entanto, a expansão industrial da China abrandou pelo segundo mês consecutivo, sofrendo com o impacto de uma redução da procura face aos esforços de redução da poluição e da capacidade em excesso. O índice que mede a saúde deste segmento, o BMI, foi de 51,3 em janeiro, comparado com 51,6 no mês anterior. Se este indicador estiver acima de 50 considera-se que há crescimento.

5Aquafil compra negócio da Invista

A produtora de fios italiana Aquafil vai comprar o negócio de poliamida 6 da americana Invista na região da Ásia-Pacífico, segundo adiantou a organização. O negócio, financiado com recursos próprios, deverá estar fechado a 29 de março. Os seis ativos envolvidos totalizam 50 milhões de dólares (40,2 milhões de euros à cotação de 20 de fevereiro). O CEO da Aquafil, Giulio Bonazzi, afirmou que a operação é um marco na história da empresa. «Este negócio irá acelerar o programa de investimentos na área da Ásia-Pacífico, que se mantém como a região com o maior potencial em termos de crescimento na área das fibras sintéticas», garantiu Bonazzi. A transação não inclui outros negócios da Invista naquela região do mundo. Esta aquisição aparece numa altura em que foi assinado um contrato plurianual entre a Aquafil e a química Genomatica no mês passado, com o objetivo de desenvolver caprolactama, um composto essencial para a produção de poliamida 100% sustentável. A Invista fechou também um negócio para venda de outra unidade, a A&AT (têxteis avançados e vestuário), à chinesa Shandong Ruyi Investment Holding e que deverá estar finalizado este ano.

6Começou a corrida ao prémio LVMH

Depois de avaliar 1.300 candidaturas de 90 países, a comissão interna do prémio do conglomerado de luxo parisiense LVMH para jovens designers revelou esta semana os seus semifinalistas. Delphine Arnault, vice-presidente executiva da Louis Vuitton e fundadora do prémio LVMH, observou que os concorrentes deste ano confirmam a força da estética agender. «Globalmente, temos a intenção de introduzir a maior diversidade possível, seja em termos de categoria ou de estilo», sublinhou Delphine Arnault, apontando que a criatividade, o know-how e a qualidade artesanal continuam a ser os critérios-chave do prémio e que, este ano, a Noruega e a Polónia entraram pela primeira vez na corrida. Contrariamente ao ano passado, o pronto a vestir feminino voltou a reivindicar espaço no prémio LVMH com oito marcas a concurso, seguidas por seis candidatos de menswear, quatro marcas unissexo e duas marcas mistas. Em destaque na corrida está a marca de menswear Ernest W. Baker, fundada pelo designer norte-americano Reid Baker e pela portuguesa Inês Amorim e sediada na Antuérpia. Durante a semana da moda de Paris, os semifinalistas vão encontrar-se com especialistas internacionais da indústria da moda num showroom de dois dias (1 e 2 de março) na sede da LVMH para reduzir a seleção a 8 finalistas. O vencedor do prémio pecuniário de 300 mil euros será desvendado em junho.