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Breves

  1. As marcas da Wonder Room
  2. Lacoste ajuda espécies ameaçadas
  3. H&M e C&A investigam exploração na China
  4. JD.com apresenta acelerador de IA
  5. Retalhistas britânicos debaixo de fogo
  6. Margiela mostra-se no Palais Galliera

1As marcas da Wonder Room

A ModaLisboa já confirmou as 18 marcas selecionadas para o espaço Wonder Room, que pode ser visitado gratuitamente entre os dias 9 e 11 de março no Pavilhão Carlos Lopes, local que recebe as coleções outono-inverno 2018/2019 de criadores de moda nacionais e várias atividades paralelas. Naquela que será a 50ª edição da ModaLisboa, o espaço Wonder Room dedicado às marcas portuguesas, que vão desde a joalharia e bijutaria ao streetwear, passando pelas artes e chapelaria, recebe a Antiflop, Cristina Real, Dandy Block, Daniela ponto final, Elementum, Elizabhats, Ementa SB, Envelope Lisboa, Flausinas, Fluo Bags, Insane in the rain, Joana Ribeiro Joalharia, Maison Jeanne, Maria Beirão Portugal, Näz, PJ’s the life of Juice, Tiago Loureiro e Vera Manzoni.

2Lacoste ajuda espécies ameaçadas

A Lacoste criou 10 polos de edição limitada (1.755 no total) nos quais o icónico crocodilo cede a sua histórica posição a espécies animais ameaçadas. O número produzido em cada série corresponde à dimensão da população restante no seu habitat natural, conforme é estimado pelos especialistas em espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). «Cada polo vendido apoia a UICN na luta pela conservação da vida selvagem no mundo. Ao salvar espécies, estamos a salvar o nosso planeta», sublinha a marca em comunicado. Há 70 anos que a União Internacional para a UICN tem sido uma das principais autoridades globais sobre o estado de conservação do mundo natural e das medidas necessárias para o salvaguardar. Através da parceria Save Our Species (SOS), a UICN coordena projetos em todo o mundo para ajudar a garantir a sobrevivência a longo prazo de espécies ameaçadas, dos seus habitats e das pessoas que delas dependem. A partir deste ano, a Lacoste apoiará a parceria SOS da UICN para ajudar a combater da extinção 10 das espécies mais ameaçadas do mundo.

3H&M e C&A investigam exploração na China

A H&M, a C&A e a tecnológica 3M estão a investigar o alegado uso de presos chineses no embalamento de produtos aprovisionados pelas empresas. Esta iniciativa foi motivada por uma reportagem do Financial Times, que deu conta do relato de um antigo jornalista britânico, preso durante 23 anos por ter supostamente obtido informações privilegiadas de cidadãos chineses, vendidas depois a clientes como a GlaxoSmithKline e que reconheceu as marcas por ter assistido ao embalamento durante o seu tempo na prisão. O artigo menciona também o fabrico de componentes têxteis, mas sem detalhes. A H&M referiu que estava a analisar as alegações, mas que não tinha ainda uma confirmação cabal. «É completamente inaceitável fazer produção em prisões e viola seriamente o enquadramento regulatório que os nossos fornecedores devem seguir», salientou a companhia sueca, que garantiu que o desrespeito por esta regra conduziria à rescisão do contrato em causa. A C&A, por sua vez, salientou que tinha uma «política de tolerância zero por qualquer tipo de escravatura moderna, incluindo trabalho forçado e executado por presos». Já a 3M afirmou que não admite «condições que explorem os trabalhadores», mas que não conhece casos de fornecedores da empresa que usem prisioneiros.

4JD.com apresenta acelerador de IA

Ambicionando o lugar de líder em tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e de Blockchain, a empresa chinesa de comércio eletrónico JD.com lançou recentemente o acelerador AI Catapult. Este mês, o acelerador AI Catapult vai iniciar parcerias com seis startups internacionais de tecnologias Blockchain para constituir novas empresas e criar e testar novas apps. As empresas participantes incluem a empresa chinesa de tecnologia financeira Bankorous, a empresa australiana de criptografia CanYa, o serviço de banco de dados de Singapura Bluezelle, a empresa de pagamentos eletrónicos Nuggets, sediada em Londres, e o protocolo Devery para verificação de produtos open-source. A Blockchain é, em traços gerais, a tecnologia que dá apoio à moeda digital Bitcoin, e tem vindo a despertar o interesse de diferentes indústrias. Dentro da Bitcoin – a Blockchain tem potencialidade para revolucionar várias áreas, desde as transferências à cadeia de aprovisionamento –, a Blockchain é uma estrutura de dados que representa a entrada de contabilidade financeira ou o registo de uma transação. Cada transação é digitalmente assinada com o objetivo de garantir a sua autenticidade e evitar que alguém a adultere, para que o registo e as transações existentes dentro da Blockchain sejam considerados de elevada integridade. A Wal-Mart foi uma das primeiras retalhistas a planear a implementação internacional da Blockchain e tem já uma participação na JD.com.

5Retalhistas britânicos debaixo de fogo

A Next, Asda e Tesco estão entre as retalhistas britânicas que continuam a comprar tecidos de viscose a fornecedores sem condições, de acordo com a Changing Markets Foundation, grupo que expõe práticas corporativas irresponsáveis. Em junho último, a fundação publicou o relatório “Dirty Fashion revisited: Spotlight on a polluting viscose giant”, na sequência de uma investigação a duas fábricas pertencentes ao grupo Aditya Birla, com sede em Bombaim. Outro relatório da Changing Markets, que deverá ser publicado na próxima semana, refere que a poluição do ar e da água verificada nessas fábricas pode levantar problemas ambientais e de saúde graves, e que a Next, Asda e Tesco continuam a trabalhar com o grupo Aditya Birla, apesar da informação divulgada. «A nossa investigação sugere que o grupo Aditya Birla está a falhar no cumprimento das suas obrigações», afirmou Natasha Hurley, diretora de campanha da Changing Markets Foundation. «As marcas fornecidas pela empresa devem entender o que realmente acontece no terreno, onde as vidas dos moradores locais e dos trabalhadores estão a ser destruídas pela poluição». A fibra de viscose é obtida a partir de plantas e é biodegradável, mas a sua produção envolve o uso de produtos químicos perigosos, que podem ser prejudiciais se não forem corretamente monitorizados, de acordo com a fundação. O grupo Aditya Birla terá rejeitado os resultados do relatório de 2017 e não criou um plano para melhorar a situação. Um porta-voz da Next confirmou que a marca tem estado em contacto com a Changing Markets Foundation há mais de nove meses devido à investigação sobre o grupo Aditya Birla. «As questões são complexas e muito reais – e, portanto, não podem ser resolvidas por uma empresa que atue sozinha. A Next pretende assim juntar-se a outras empresas do sector do retalho para trabalhar em colaboração numa solução de longo prazo», garantiu. Uma porta-voz da Asda comentou também que a empresa está «a par do relatório, está a rever as suas descobertas e tomará as medidas necessárias». A Tesco não se mostrou disponível para comentar.

6Margiela mostra-se no Palais Galliera

O museu francês Palais Galliera tem patente, desde sábado, uma retrospetiva do designer Martin Margiela, que se deverá prolongar até 15 de julho. É a primeira vez que o designer belga é homenageado pelo museu parisiense, que tem vindo a realizar várias exposições dedicadas à história da moda. Em destaque estará o período entre a coleção de primavera/verão 1989 e a de 2009, com uma abordagem concetual. Margiela foi o único designer belga da sua geração a estabelecer uma casa de moda em Paris, tendo deixado uma marca no mundo do pronto a vestir e da alta costura, graças a uma abordagem menos convencional, que passava por mostrar o que outros designers optavam por esconder. O criador de moda frequentou a Academia Real de Belas Artes de Antuérpia e trabalhou sob a orientação de Jean Paul Gautier, antes de avançar para o lançamento da sua própria casa de moda. O seu trabalho começou logo a atrair as atenções, desafiando a estética da moda na altura, com roupas desconstruídas, que mostravam o forro, partes inacabadas, etc. Além disso, as suas escolhas pouco convencionais de espaços para apresentar as coleções – desde parques de estacionamento e armazéns até estações de metro – são uma das imagens de marca de Margiela. A exposição do Palais Galliera inclui mais de 100 coordenados, assim como vídeos de desfiles de moda e instalações, entre outras novidades. Em destaque estão ainda peças como um casaco feito de 47 pedaços de porcelana partida, uma saia elaborada a partir de lenços comprados em segunda mão num mercado de rua e um top produzido com perucas viradas do avesso.