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Breves

  1. Fosun compra Wolford
  2. Gap em terreno incerto
  3. Califórnia legisla contra as microfibras
  4. ITV no Sri Lanka cresce a olhos vistos
  5. Linhas A&E à venda
  6. Solução para controlar a poluição têxtil

1Fosun compra Wolford

A Fosun comprou a maioria do capital da Wolford, especialista no segmento de meias, roupa interior e similares, num negócio que envolve a aquisição de 50,87% do total da empresa austríaca, por 12,80 euros por ação. Entretanto, a Fosun concordou com um aumento de capital de 22 milhões de euros na Wolford, que tem levado a cabo um esforço de reestruturação, que inclui o corte de 56 postos de trabalho, desde julho do ano passado. A sociedade está em dificuldades há já algum tempo e a entrada da Fosun é um balão de oxigénio, sendo que o grupo chinês será agora obrigado a lançar uma oferta de aquisição da totalidade do capital da Wolford, que terá em conta o preço médio das ações dos últimos seis meses, de 13,67 euros, acima do valor inicial. A Fosun tem investido em várias marcas de moda de luxo, incluindo a retalhista alemã Tom Taylor e a casa francesa Lanvin.

2Gap em terreno incerto

Os resultados do último trimestre da Gap Inc. não têm uma tendência definida, sendo que enquanto os ganhos desceram ligeiramente, as vendas subiram, ainda que o grupo tenha aumentado os lucros em dois dígitos durante o ano completo. Nas 14 semanas até ao dia 3 de fevereiro, os lucros líquidos foram de 205 milhões de dólares (166 milhões de euros) face aos 220 milhões de dólares do ano anterior (178,5 milhões de euros), uma queda de 6,8%. As vendas liquidas deste período aumentaram 8%, para 4,43 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros, segundo os dados divulgados pela empresa). Estes dados incluem as marcas Banana Republic e Old Navy, detida pela Gap Inc. «A expansão da nossa margem durante o período crítico do Natal vem confirmar a estratégia de crescimento que adotámos», referiu o CEO Art Peck. «As nossas perspetivas para 2018 são de confiança e de um aumento da capacidade de gerar lucros da empresa», acrescentou. A CFO Teri List Stoll adiantou que a organização está a posicionar-se para um «crescimento de longo prazo. Além de alavancar as iniciativas de produtividade no negócio, a recente reforma fiscal é um sinal de aumento de ganhos».

3Califórnia legisla contra as microfibras

Uma nova norma que obriga o vestuário de poliéster a ostentar uma etiqueta que avisa dos perigos das microfibras que se soltam durante a lavagem está a ser analisada pelo estado americano da Califórnia. Desta forma, quem comprar a roupa em causa pode ler os alertas que recomendam uma lavagem à mão, mais amiga do ambiente neste caso. Esta nova lei poderá entrar em vigor a 1 de janeiro de 2020 e proíbe que esta matéria-prima seja vendida sem a etiqueta. Os sapatos e chapéus não estarão abrangidos pela regulamentação. A questão da passagem de microfibras para a ambientes aquáticos durante as lavagens na máquina tem sido alvo de debates e de muita preocupação um pouco por todo o mundo, visto que estes materiais são tão minúsculos que passam pelos filtros e acabam no oceano, na vida animal e na água que bebemos. A California Fashion Association está contra a lei, que diz poder levar a uma série de processos em tribunal sem fundamento. Um estudo de um instituto da Nova Zelândia está a analisar os benefícios da lã como substituto natural destas microfibras poluentes (ver Lã mais amiga do ambiente).

4ITV no Sri Lanka cresce a olhos vistos

A indústria têxtil e vestuário do Sri Lanka deverá crescer a uma taxa nunca antes vista em 2018, sendo que o país terá que continuar a investir este ano em avanços tecnológicos se quer manter esta performance, de acordo com um novo inquérito. À medida que se aproxima o objetivo de atingir os 20 mil milhões de dólares (16,5 mil milhões de euros) em ganhos de exportações em 2020, 77% dos CEO que foram entrevistados pelo grupo OBG para esta pesquisa acreditam que a indústria será o motor de crescimento das vendas para o exterior do corrente ano. O têxtil e o vestuário representaram 47% do total das exportações de 2016, enquanto indústrias como o turismo, alimentação e eletrónica estão entre as que foram identificadas pelo governo como áreas prioritárias. O Sri Lanka beneficiou muito do retorno ao GSP+ para a União Europeia, que veio reduzir muitas das taxas de entrada dos produtos do país no Velho Continente. O Sri Lanka foi excluído deste esquema por alegadas violações aos direitos humanos. Em 2017, as exportações de têxteis foram superiores a 5 mil milhões de dólares (4 mil milhões de euros). Entre os principais desafios para o Sri Lanka está a qualificação de recursos humanos, face à crescente digitalização e robotização da indústria.

5Linhas A&E à venda

A KPS Capital Partners vai vender a American & Effird (A&E) por um valor que não foi divulgado. A empresa assinou um acordo definido para vender a produtora de linhas e fios à Platinum Equity Capital Partners. A operação deverá estar concluída no segundo semestre de 2018, sendo que a A&E entrou para o universo KPS em 2011 e depois transformou-se num negócio verdadeiramente global, duplicando as receitas e quase triplicando o EBITDA. Os artigos da empresa são hoje produzidos em 21 países, distribuídos em 50 e vendidos em mais de 100. O CEO da AE, Les Miller, revelou que a KPS foi o único investidor que «reconheceu o potencial para criar valor e investir na empresa». A A&E está confiante no crescimento agora que entra numa nova fase e pretende «continuar a oferecer aos nossos clientes produtos da qualidade mais elevada, inovação e serviço», afirmou o CEO.

6Solução para controlar a poluição têxtil

Uma nova ferramenta online, denominada Plastic Scan, ajuda as empresas têxteis a medir quanto plástico usam, quantos resíduos são gerados e emite recomendações acerca de potenciais melhorias. Esta ideia, para combater o problema crescente da poluição por microplásticos, foi desenvolvida pela IUCN (International Union for Conservation of Nature) e pela iniciativa social Searious Business para ajudar as empresas a medir as emissões destes materiais e reduzir o seu impacto. A ferramenta foi lançada em Londres numa altura em que a indústria têxtil e vestuário se confronta com problemas graves na área da poluição. Estima-se que cada ciclo de lavagem crie centenas de milhares de microfibras que são tão pequenas que passam pelas unidades de tratamento de água e chegam aos rios, lagos e oceanos, acabando na cadeia alimentar. A Plastic Tool permite controlar esta questão e recomenda aos visados medidas para reduzirem a sua pegada ecológica.