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  1. Farfetch faz parceria com Harvey Nichols
  2. Prada confiante no crescimento
  3. LVMH apoia igualdade de género
  4. Amazon ameaça Apple
  5. Hugo Boss aumenta vendas
  6. Moda papal no MoMA

1Farfetch faz parceria com Harvey Nichols

A department store britânica Harvey Nichols fechou uma parceria com a Farfetch, de José Neves, para a venda de vestuário e acessórios através da plataforma, com o objetivo de impulsionar as receitas online. A plataforma de origem portuguesa deverá avançar com a cotação no mercado americano no final deste ano e tem sido protagonista de uma série de parcerias, que incluem a Burberry’s e a Chanel. A Farfetch também está a trabalhar com casas de moda para o uso de tecnologia nas lojas físicas e este negócio marca a sua primeira parceria com uma department store, ainda que já trabalhe com uma rede de 800 lojas e marcas em todo o mundo. A Harvey Nichols foi fundada em 1831 e vende artigos de luxo, desde cosmética a marcas de moda, passando por alimentação e bebidas. A department store é mais conhecida pelas suas lojas de tijolos vermelhos em Londres, mas conta com outlets em todo o Reino Unido, assim como espaços internacionais. A retalhista britânica lançou-se no comércio eletrónico em 2010, sendo que 10% das suas vendas são agora feitas na web. Com a Farfetch, a Harvey Nichols quer chegar ainda a mais consumidores. As empresas revelaram ainda que vão «explorar iniciativas de retalho e tecnologia adicionais» no Reino Unido.

2Prada confiante no crescimento

A casa de moda italiana está confiante num regresso ao investimento este ano, ao mesmo tempo que implementa uma estratégia para aumentar as vendas em loja e investe na sua plataforma online. Em comunicado, a Prada referiu que a «gestão, apoiada pelos resultados encorajadores dos primeiros meses de 2018, está confiante de que o ano que está a iniciar-se irá marcar o início de um período de crescimento sustentável a longo prazo». O grupo, sediado em Milão, esperava regressar ao aumento das vendas e dos lucros em 2017, depois de sofrer com a desaceleração da indústria do luxo. Mas em setembro, a Prada avisou que a recuperação iria levar mais tempo do que o esperado, tendo em conta que ainda estava a ser aplicado o plano de renovação da rede de lojas, assim como uma reformulação no marketing, vendas e área digital, para refrescar a gama de produtos. As vendas do ano passado desceram 3,8%, para 3,01 mil milhões de euros e os lucros baixaram 7,3% para 588 milhões de euros. A Prada alterou ainda o final do seu ano fiscal de dezembro para janeiro, para se alinhar com as práticas internacionais de contabilidade.

3LVMH apoia igualdade de género

O grupo de luxo quer dar conta do seu empenho dos direitos iguais para todos, subscrevendo a Task Force da igualdade de género estabelecida pelo Fórum Económico Mundial de Davos. O LVMH anunciou que tinha aceitado um convite do presidente francês Emmanuel Macron para se juntar a esta iniciativa. Nos últimos cinco anos, o Fórum tem procurado encorajar vários países a formar voluntariamente parcerias públicas ou privadas que definam planos de três anos, com objetivos concretos em relação à igualdade de género. Em janeiro deste ano, Macron prometeu que iria fazer de França o primeiro país europeu a aderir. As empresas Gecina, Schneider Electric e Sodexo também assinaram o compromisso, à imagem de alguns bancos públicos. As signatárias planeiam criar um grupo de trabalho que se reúna regularmente para decidir acerca de propostas concretas a submeter ao governo. Antoine Arnault, membro da administração do LVMH, referiu que o grupo «vê a igualdade de género como algo natural e essencial, um objetivo social e ao mesmo tempo um ativo para reforçar a competitividade». Em fevereiro, o conglomerado do luxo fez uma parceria com a sua congénere Kering para lançar um novo website com informação vital para as modelos avaliarem o seu estado físico e mental, no âmbito de medidas para melhorar as condições de trabalho na indústria da moda.

4Amazon ameaça Apple

A Amazon está a ameaçar a liderança da Apple em termos de valor de mercado, com a empresa de Jeff Bezos a aproximar-se do bilião de dólares de valorização. O décimo aniversário do iPhone levou a um aumento do otimismo em torno da Apple, com a subida das ações em 24% nos últimos 12 meses e uma valorização de mercado de 893 mil milhões de dólares (725 mil milhões de euros), acima dos 752 mil milhões (610 mil milhões de euros) da Amazon, que, no entanto, tem estado a aproximar-se rapidamente. As ações da plataforma de comércio eletrónico valorizaram 83% no último ano, impulsionadas pelo aumento rápido das receitas, o que reflete o aumento das compras online. Paralelamente, a Amazon é líder de mercado em serviços de cloud, que atraem cada vez mais empresas. Em janeiro, a retalhista online anunciou também uma parceria com a Berkshire Hathaway, de Warren Buffet, e com o JP Morgan, para a criação de uma empresa que reduzisse os custos dos serviços de saúde para os seus funcionários, no que foi considerado uma ameaça ao mercado de seguros nos EUA. Entretanto, a Amazon passou a Microsoft na valorização bolsista em fevereiro. A casa-mãe do Google, a Alphabet, está no segundo lugar deste ranking, mas a crescer bem menos do que a empresa de Bezos. Além disso, a aposta da Apple no iPhone X não está a gerar os resultados esperados. Se a Amazon continuar a crescer ao ritmo do ano passado irá atingir a marca do bilião de dólares no final de agosto deste ano, com a Apple a igualar este valor uma semana depois.

5Hugo Boss aumenta vendas

A Hugo Boss está a contar com um aumento das vendas para 2018, graças a uma mudança que conferiu um estilo mais desportivo e casual, mas mostra-se prudente no que diz respeito aos lucros, mantendo um investimento na remodelação das lojas e no seu website. O novo CEO da marca alemã, Mark Langer, tem tentado que a marca regresse às suas raízes, vendendo roupa de homem premium, e alterando a estratégia do líder anterior, mais focado no mercado feminino e de luxo. Atualmente, a produtora de fatos masculinos também fechou as suas lojas mais deficitárias, remodelou outras e reduziu preços na China. Langer revelou que a Hugo Boss quer «aumentar o ritmo do crescimento. As novas coleções estão a ser muito bem-recebidas». A empresa alemã, que tinha já reportado um crescimento nas vendas de 5% no quarto trimestre, anunciou que os lucros neste período caíram 29%, para 45 milhões de euros. As estimativas de vendas e resultados líquidos apontam para um crescimento moderado em 2018. Paralelamente, a sociedade deverá aumentar o investimento para 170 a 190 milhões de euros. Em 2017 foi de 128 milhões de euros. O aumento das vendas deverá ser liderado pelo mercado chinês, seguido pela Europa. O continente americano está a crescer a um ritmo mais lento.

6Moda papal no MoMA

O Metropolitan Museum of Art (MoMA) de Nova Iorque vai acolher uma exposição que mostrará o impacto da igreja católica na indústria da moda, incluindo 40 artigos eclesiásticos que o Vaticano emprestou ao museu. Anéis papais e coroas usadas por diversos pontífices do século XVIII e XIX, incluindo preciosidades da Capela Sistina, «nunca vistas fora do Vaticano», adiantam os organizadores. A mostra, intitulada, “Heavenly Bodies: Fashion and the Catholic Imagination”, irá incluir artigos de mais de 15 papados. Segundo Andrew Bolton do Costume Institute do MoMA, a moda e a religião sempre estiveram ligadas e influenciaram-se uma à outra. A apresentação do projeto contou com Donatella Versace e Anna Wintour, da Vogue. A exibição estará patente a partir de 10 de maio e até 8 de outubro.