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  1. Retalho abranda na China
  2. Ano de estabilidade na Jaeger
  3. Turismo retoma compras
  4. Trabalho forçado no Turquemenistão
  5. Suecos querem legislação mais apertada
  6. Tempo cinzento no comércio em Hong Kong

1Retalho abranda na China

As vendas a retalho na China deverão registar um abrandamento do crescimento este ano em comparação com 2014. Segundo Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio, as vendas a retalho deverão aumentar cerca de 10,7% em 2015, em comparação com 12% no ano passado. Nos primeiros 11 meses de 2015, as vendas a retalho subiram 10,6% em comparação com um ano antes. Em novembro, subiram 11,2% face ao mesmo mês de 2014 – a maior expansão mensal registada este ano. As empresas chinesas indicaram que a procura mundial foi pior este ano do que durante a crise financeira de 2008/2009, segundo um estudo recente do Ministério do Comércio que abrangeu mais de 6.000 empresas em 70 indústrias. A diminuição na procura externa, o aumento dos custos, o abrandamento do crescimento do investimento e a valorização do yuan são alguns dos fatores que pesaram na performance comercial da China, apontou Shen. «O feedback das empresas mostra que o comércio internacional foi extremamente difícil este ano», afirmou. As exportações da China deverão contribuir em cerca de 12,3% para o aumento do PIB do país este ano, referiu, citando dados de uma unidade de investigação do Ministério. O comércio na China permaneceu débil em novembro, com as exportações a caírem 6,8% em comparação com novembro de 2014, um valor mais elevado do que o esperado, e com as importações a descerem 8,7%.

2Ano de estabilidade na Jaeger

A Jaeger conseguiu diminuir o prejuízo e aumentar as vendas, num ano que a marca de moda britânica descreve como «estável». Nas 52 semanas terminadas a 28 de fevereiro, os prejuízos líquidos diminuíram para 7 milhões de libras (9,6 milhões de euros), em comparação com 9,9 milhões de libras no mesmo período um ano antes. Contudo, as temperaturas amenas em setembro e outubro significaram uma maior atividade promocional para escoar stocks, o que resultou num declínio de 2% das margens em termos anuais. As vendas totais subiram 6%, para 84,2 milhões de libras, em comparação com 79,4 milhões de libras um ano antes, enquanto as vendas comparáveis subiram 8%. Desde fevereiro foram injetados 10 milhões de libras em financiamento pela investidora Better Capital, que foram usados para investir na capacidade multicanal da Jaeger, incluindo na atualização do website e dos sistemas de tecnologias de informação, na remodelação e abertura de novas lojas, no desenvolvimento da marca e gamas de produtos e para financiar as operações normais. A Jaeger indicou que os resultados iniciais do investimento multicanal são encorajadores, com o tráfego e o volume de vendas online a aumentar em termos anuais. As vendas através de telemóveis e tablets representam agora 36% de todas as vendas online, em comparação com 29% anteriormente. «A Jaeger continua a ativamente remodelar o seu portefólio de lojas, focando-se em localizações mais apropriadas para a marca e está a sair de um pequeno número de arrendamentos onerosos», indicou em comunicado. «A empresa pretende reter um número semelhante de lojas nos próximos três anos», assim como «aumentar a presença digital», acrescentou.

3Turismo retoma compras

O consumo do turismo mundial recuperou em novembro, num ano de crescimento desigual, segundo os dados da Global Blue. O serviço de informação de compras “duty free” registou um aumento de 21,5% no consumo do turismo mundial, em comparação com o crescimento de 6,5% em outubro, o mais baixo nos últimos 12 meses. As vendas em setembro aumentaram 17,7% e as de agosto subiram 38,7%. O turismo chinês também cresceu, com o consumo a aumentar 40%, depois de um aumento de 23,5% em outubro. O consumo na Rússia continuou a cair, menos 30,5% em novembro, depois de uma queda de 44,2% em outubro. Já na Europa, o consumo cresceu 14,5% em novembro, em comparação com um ganho de 1,6% em outubro. O estudo indica que os efeitos dos ataques em Paris não estão refletidos devido a uma diferença temporal, com o relatório a acrescentar que espera que as primeiras duas semanas mostrem números mais baixos depois dos ataques de 13 de novembro. Os artigos em pele são a categoria mais forte, tendo aumentado 18% em termos anuais e 19,7% na Europa. A categoria de moda e vestuário registou uma subida de 11,6% em termos mundiais, depois de um aumento de 1,3% em outubro.

4Trabalho forçado no Turquemenistão

Um novo estudo revela que os funcionários de várias instituições públicas e privadas foram coagidos a trabalhar na apanha do algodão no Turquemenistão este ano, com crianças a serem usadas em pelo menos uma das áreas. Na sua segunda revisão da colheita de algodão de 2015, a organização de defesa dos direitos humanos Alternative Turkmenistan News (ATN) afirma que o governo do Turquemenistão forçou dezenas de milhar de cidadãos a apanhar algodão durante uma colheita anormalmente longa este ano – incluindo pessoas de instituições de educação e cuidados de saúde, autarquias locais, bibliotecas, museus, agências meteorológicas, centros culturais, organizações desportivas e empresas de construção, telecomunicações e de pesca, entre outras. Os trabalhadores foram reunidos em centenas de autocarros que saíram das cidades para o país, levando a interrupções em serviços como educação e saúde. A ATN indica que mais trabalhadores dos sectores públicos foram mobilizados este ano devido ao tempo frio nas principais áreas de cultivo de algodão, o que significa que houve menos voluntários para apanhar algodão, e que os estudantes universitários foram ameaçados com a expulsão se não tomassem parte na colheita. O início do ano escolar foi também adiado, com os professores a terem a opção de trabalharem na colheita, pagarem um suborno ou perderem o emprego. A organização sustenta ainda que em Boldumasaz, na região de Dashoguz, as crianças têm apanhado algodão para ajudarem os pais a cumprirem a quota. O presidente do Turquemenistão, Gurbanguly Berdimuhamedov pediu repetidamente um maior progresso no objetivo de produção de algodão do país este ano, com mais pessoas mobilizadas em resposta. A colheita deste ano foi afetada por inundações, seca e sistemas de irrigação estragados, tornando impossível para os agricultores atingirem a sua quota de produção de algodão. Muitos estão agora preocupados por poderem perder as terras de cultivo.

5Suecos querem legislação mais apertada

A Agência Sueca de Químicos (Kemi na sigla original) está a pedir à União Europeia que introduza regulamentação específica para têxteis com o objetivo de reduzir os riscos associados com químicos presentes em artigos como vestuário. Num estudo, que deverá ser submetido ao governo sueco, a agência estipula as suas propostas para a regulamentação, que afirma ir além da restrição – para utilização em artigos de consumo têxteis – da lista da categoria 1 de substâncias cancerígenas, mutagénicas e reprotóxicas já proposta pela Comissão Europeia, pela Echa e pelas autoridades competentes dos Estados-membro. Em vez disso, a nova regulamentação deve cobrir «substâncias identificadas relevantes para os têxteis» com propriedades perigosas, incluindo substâncias que interferem com o sistema endócrino, alergénicas e prejudiciais para o ambiente e para os humanos, além das substâncias de categoria 1, sustenta a agência. «Há substâncias nos têxteis que podem prejudicar as pessoas e o ambiente», sublinha Amelie Pedersen, diretora de projeto na Kemi. «Além disso, é difícil para as empresas, agências públicas e consumidores obterem informação sobre que substâncias químicas estão nos têxteis. Uma lei específica de produto na UE seria a forma mais eficiente de reduzir os riscos», acredita. A Kemi está ainda a propor uma investigação especial para um imposto sobre o vestuário. Os instrumentos financeiros, aponta, podem agir como um suplemento até existir legislação que possa reduzir os riscos associados com substâncias perigosas nos têxteis. A agência está já a participar em várias atividades com o objetivo de reduzir os riscos associados com substâncias perigosas nos têxteis, a nível nacional, da UE e internacional.

6Tempo cinzento no comércio em Hong Kong

O abrandamento da economia e a diminuição do número de turistas estão a levar a uma queda de 20% nos valores das rendas para o retalho em Hong Kong e esta tendência negativa deverá continuar em 2016. O estudo da CBRE prevê que o ritmo do declínio abrande para 10% a 15% no próximo ano, tendo em conta a base de comparação mais baixa, mas os senhorios deverão continuar a enfrentar dificuldades provocadas pelo declínio no consumo dos turistas. O dinamismo das vendas nos produtos de gama mais alta, que têm estado mais orientados para os turistas, deverá permanecer baixo, mas as vendas no mercado de massas deve registar mais resistência. Face ao abrandamento das vendas, marcas de luxo como a Prada, Gucci e Miu Miu ofereceram inesperadamente descontos até 50% para atrair os consumidores antes da época de Natal. Formaram-se longas filas de consumidores – a maior parte da China Continental – em frente às lojas, uma cena que já não se via nas ruas de Hong Kong desde que os turistas chineses encontraram novos destinos de compras na Ásia, como o Japão e a Coreia do Sul. A procura por espaços em centros comerciais irá manter-se resiliente, acrescenta o estudo.