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  1. Valentim Quaresma no Palácio Nacional da Ajuda
  2. C&A Europa fecha ano em beleza
  3. Gosha Rubchinskiy acaba com marca
  4. Moda diz não ao pelo
  5. Converse e Anderson juntos
  6. Lenços com arte na Antiflop

1Valentim Quaresma no Palácio Nacional da Ajuda

O designer de joalharia Valentim Quaresma, que desfila na passerelle da ModaLisboa e tem vindo a crescer além-fronteiras, nomeadamente no Brasil e em Hong Kong (ver Valentim Quaresma sem fronteiras), iniciou recentemente uma residência artística no Palácio Nacional da Ajuda. O designer nacional irá desenvolver um projeto de escultura inspirado nos cognomes dos reis de Portugal. Todo o processo criativo deste trabalho será documentado e posteriormente apresentado ao público. O projeto irá culminar numa exposição a decorrer também no Palácio Nacional da Ajuda, em 2019.

2C&A Europa fecha ano em beleza

A C&A Europa revelou recentemente que, no exercício fiscal 2017/2018, a empresa registou um aumento global de 4% das vendas, face ao ano anterior. «Num mercado altamente competitivo, as decisões estratégicas que tomámos no passado estão a dar os seus frutos, assegurando uma rentabilidade muito sólida, contra àquilo que são as tendências do sector», afirma Alain Caparros, CEO da C&A Europa. Os grandes impulsionadores do crescimento global da marca no último ano foram os mercados das zonas central e sul da Europa de Leste, assim como Portugal e Holanda, com resultados acima da média. Na Alemanha, o maior mercado europeu para a marca, a C&A registou um crescimento de 3,3% nas vendas. Estes números positivos refletiram-se também no aumento da quota de mercado um pouco por toda a Europa. «No final de 2018, mais de 10% de aproximadamente 1.500 lojas em toda a Europa, vão receber os seus clientes com um design renovado e várias novidades», indicou Alain Caparros. No exercício fiscal 2017/2018, 45 lojas foram reformuladas, seguindo o novo conceito de loja, e o objetivo é triplicar este número em 2018/2019, com mais 134 lojas. «Os números têm-nos mostrado que os clientes gostam do novo conceito de loja, já que os espaços comerciais renovados geraram, em média, mais 10% em vendas», conclui. O negócio online da C&A está, também, a crescer significativamente. Em 2017/2018, a C&A Europa registou um incremento de 14% das vendas através das lojas online. Este aumento foi particularmente significativo em Espanha (+35%), Bélgica (+28%) e França (+18%). A isto, somou-se ainda a nova loja online europeia da marca, lançada no passado mês de março, com entregas em 11 países do Velho Continente, incluindo Portugal.

3Gosha Rubchinskiy acaba com marca

Depois de 10 anos no mercado, o designer russo Gosha Rubchinskiy anunciou esta semana, na conta oficial da marca epónima no Instagram, o fim do desenvolvimento de coleções sazonais. A marca, fundada em 2008, afirma na publicação: «Vamos acabar com a marca Gosha Rubchinskiy nos moldes em que a conhecem. Deixaremos de ter coleções sazonais, mas está a chegar algo novo». Nas últimas estações, a Gosha Rubchinskiy conquistou os consumidores, desfilou na Pitti Uomo e colaborou com marcas como a Burberry e a Adidas. As colaborações garantiram, de resto, uma grande parte do apelo da marca – com o revivalismo de nomes populares nos anos 1990, como a Fila. O designer adiantou há alguns dias, numa entrevista à Hypebeast que «o foco está na Paccbet [a marca que segue a estética skater]. Estou cansado das coleções sazonais, como faço com a linha Gosha. Quero mudar de estratégia. Isso poderá levar-me, talvez, a desenvolver womenswear». A marca é detida pela Comme des Garçons e gere uma rede de 120 pontos de venda.

4Moda diz não ao pelo

Em outubro, o presidente e CEO da Gucci, Marco Bizzarri, anunciou que a casa italiana havia tomado a decisão de acabar com a utilização de pelos e peles de animais nas respetivas coleções. Embora a Gucci não tenha sido a primeira marca de luxo a contestar a prática há muito controversa, deu início a um movimento que viu muitas das marcas concorrentes seguirem igual caminho, dizendo não ao uso de pelos e peles de animais. A longa lista inclui já a Versace, John Galliano, Furla, Donna Karan e DKNY, Michael Kors, Gucci, Giorgio Armani, Hugo Boss, Lacoste, Vivienne Westwood, Ralph Lauren, Tommy Hilfiger, J.Crew, Calvin Klein, Stella McCartney e Kate Spade. Nos retalhistas, o grupo Yoox Net-a-Porter e a Selfridges também se colocaram ao lado da causa animal.

5Converse e Anderson juntos

A coleção de sapatilhas fruto da colaboração entre o designer Jonathan Anderson e a Converse, que se divide em três partes, tem sido, para a marca desportiva, «um jogo que enfatiza a inerente tensão entre a moda jovem e a omnipresença dos ícones da Converse». O primeiro lançamento, Glitter_Gutter, empurrou o modelo Chuck 70 para um novo espaço provocativo. De seguida, o lançamento Simply_Complex de Anderson trouxe camurça e denim para dar às silhuetas simples uma declaração sofisticada. Se as duas primeiras partes da coleção apresentaram a postura de Anderson face à Converse, a terceira, New_Classics, sintetiza a curiosidade do designer. Neste lançamento, Jonathan Anderson inspirou-se novamente nas sapatilhas de ballet vintage (a génese do modelo Chuck 70 U-Throat), reinterpretando os detalhes com uma moderna justaposição de materiais naturais e uma construção técnica. «A sapatilha de ballet vintage que inspirou a sapatilha era, na verdade, uma espécie de chinelo desportivo em malha. Gostei da funcionalidade e leveza desse modelo, e decidimos adotar alguns detalhes para reinterpretar o ícone», explicou Jonathan Anderson. A coleção foi lançada a 4 de abril.

6Lenços com arte na Antiflop

A marca portuguesa de acessórios Antiflop, que esteve presente no espaço Wonder Room da última edição da ModaLisboa, convidou a artista plástica Vanessa Teodoro, para criar uma coleção de lenços em seda de edição limitada. A artista portuguesa já colaborou anteriormente com outras marcas de moda, nomeadamente a Coach, Louis Vuitton e Lacoste. Fundada por Teresa Bacalhau, a Antiflop tem como objetivo «levar a arte ao quotidiano das pessoas de uma forma simples». O conceito da marca passa por reproduzir obras de artistas portugueses em lenços, écharpes e túnicas de seda, algodão e caxemira. Depois de um percurso marcado pelo trabalho de artistas como Amadeo de Souza Cardoso e Nadir Afonso, a marca ganha um novo pendor de modernidade com a coleção de Vanessa Teodoro, inspirada pela arte urbana.