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  1. Crédito y Caución prevê mais insolvências na China
  2. O otimismo dos millennials portugueses
  3. Kelheim Fibres com etiqueta ecológica
  4. O boom da Realidade Aumentada
  5. Indorama compra maior fábrica de PET e PTA do mundo
  6. Moda na antecipação

1Crédito y Caución prevê mais insolvências na China

Na China, sectores como o aço, metalurgia, transportes ou extração mineira enfrentam um excesso de capacidade e as vulnerabilidades financeiras estendem-se ao imobiliário. O mais recente relatório divulgado pela Crédito y Caución, centrado na análise da situação da Ásia-Pacífico, prevê um crescimento das insolvências na China em 2018. «As empresas enfrentam condições de crédito mais rigorosas, enquanto a estrutura económica se altera com um reequilíbrio no sentido dos serviços e do consumo. Isto conduzirá, inevitavelmente, à redução das oportunidades comerciais para sectores como o aço, metais, transporte marítimo e setor mineiro. A situação vê-se agravada pelo facto do excesso de capacidade e elevado endividamento continuarem a ser um problema nestes sectores», refere o relatório, que recomenda precaução na hora de estabelecer relações comerciais, em especial, com as pequenas e médias empresas do gigante asiático. A Crédito y Caución, que prevê um abrandamento progressivo do crescimento da economia chinesa até situar-se nos 5,2% em 2022, alerta para o elevado grau de endividamento. «As vulnerabilidades financeiras visíveis nos sectores financeiro, corporativo e imobiliário e nas administrações locais estão interrelacionadas: qualquer perturbação num desses sectores poderia causar uma reação em cadeia com impacto noutros sectores», alerta o documento. O crescimento da outra grande economia da região, a Índia, situar-se-á próximo dos 7,6% em 2018, impulsionado pelo dinamismo da despesa pública e pelo consumo privado. No entanto, o relatório destaca que o desenvolvimento da economia indiana se confronta com muitas deficiências estruturais: um sector agrícola subdesenvolvido, infraestruturas insuficientes, inflexibilidade na legislação laboral, burocracia excessiva e escassez de mão de obra qualificada. Além disso, sublinha, «muito maior do que noutras economias emergentes», a «elevada dívida corporativa continua a ser um risco para a economia indiana, e não se pode descartar a deterioração dos balanços». O estudo assinala ainda as vulnerabilidades da Indonésia perante um maior ajustamento monetário nos EUA, um cenário no qual «as empresas indonésias com empréstimos em divisas sem cobertura do risco cambial poderiam ter problemas para cumprir as suas obrigações», os desafios demográficos no Japão que poderiam prejudicar a sua competitividade internacional, a promoção de novas infraestruturas nas Filipinas, os riscos políticos na Tailândia que afetam as suas perspetivas de desenvolvimento no longo prazo e a especial vulnerabilidade de Singapura, Coreia do Sul e Taiwan à desaceleração chinesa e ao protecionismo norte-americano.

2O otimismo dos millennials portugueses

Pela primeira vez depois de alguns anos, a classificação média atribuída pelos consumidores nacionais à situação do país conhece uma média positiva, fixada em 5,4, numa escala de 1 a 10. Os portugueses foram mesmo aqueles que registaram maior crescimento, mais 0,8 pontos face a 2017. Depois de um período de maior pessimismo, 17 países europeus mostraram uma evolução favorável no sentimento de otimismo quanto à situação nacional, de acordo com o Observador Cetelem Consumo 2018. Este ano, atingiu mesmo um valor positivo face aos últimos anos – 5,2 pontos de média, mais 0,3 que no passado e mais 0,4 face a 2016. Os portugueses seguiram a tendência, depois de um período de forte depressão. Assim, este ano, atingiram os 5,4, valor acima da média europeia, mais 0,8 pontos do que no ano passado e já muito distante dos 3,5 pontos registados em 2016. Já os millennials nacionais avaliaram a situação nacional em 5,2, valor um pouco inferior ao registo nacional no seu todo (0,2 pontos). Apesar de a geração Y nacional fugir à tendência, é possível afirmar que na grande maioria dos países europeus os millennials consideram-se bastante otimistas; se a média geral entre os inquiridos do estudo foi de 5,2 pontos, os valores dos millennials chegaram aos 5,6. Quanto à situação pessoal, a classificação da generalidade dos portugueses foi de 5,6 pontos, valor acima de 2017 – já então positivo, 5,1 – depois de um período negativo que motivou, por exemplo, os 4,6 pontos de 2016. Ainda assim neste caso, a média europeia é ligeiramente superior e chegará aos 5,7 pontos. Entre os millennials nacionais, os resultados apontaram para um sentimento mais positivo do que a média nacional de inquiridos, pois chegou aos 5,7 pontos. Este otimismo com a situação pessoal é comum aos millennials europeus, pois o estudo aponta para uma média de 6,1 pontos (mais 0,4 pontos que o registado no estudo). Em Portugal, prevê-se que o PIB cresça 2,1%, valor superior ao 1,6% antecipado para o crescimento da média europeia. As estatísticas mostraram que a Roménia terá o crescimento mais visível, 4,4%, e o Reino Unido, pelos efeitos do Brexit, o crescimento mais reduzido – apenas 1,3%. O emprego, fator de importância maior, revelou também uma melhoria na sua conjuntura, sendo que, atualmente, alguns países da Europa registam apenas uma taxa de desemprego residual. Para Portugal, antecipava-se uma taxa de desemprego de 8,3%, quase menos um ponto percentual que no ano anterior. Para 2019, estima-se que este valor fique abaixo de 7,6%. A consolidação do poder de compra contribui também para o aumento de confiança no futuro. Quando se trata de avaliar as circunstâncias materiais, 7 em cada 10 europeus consideraram que o seu poder de compra se manteve estável ou aumentou, um valor igual também entre os consumidores portugueses.

3Kelheim Fibres com etiqueta ecológica

A produtora de fibras de viscose Kelheim Fibres conseguiu obter a chancela de produto de base biológico do departamento americano de agricultura (USDA). Os produtos fabricados pela empresa – Danufil, Galaxy e Viloft – podem agora exibir uma etiqueta que realça a sua origem na natureza. Horst Wörner, diretor de negocia na Kelheim Fibres garantiu que «as fibras são integralmente de pasta de madeira», adiantando que os produtos «combinam perfeitamente as vantagens de serem provenientes de matérias-primas renováveis, com possibilidades para produção industrial, tais como uma qualidade consistente e um design feito à medida para fazer face às necessidades do cliente. Uma correta etiquetagem destes produtos ajuda a dar a conhecer os seus benefícios». A verificação independente desta questão é realizada por um programa da USDA, uma iniciativa criada em 2002, para aumentar o desenvolvimento, compra e uso de produtos mais ecológicos e o gradual abandono de produtos químicos com base no petróleo.

4O boom da Realidade Aumentada

Ikea, Anthropologie e Lowe’s são apenas algumas das retalhistas que já adotaram a Realidade Aumentada (RA). Mas há mais, como a Sephora e a L’Oreal na beleza, a Burberry no luxo, a Converse e a Adidas no calçado. Desde o lançamento da app ARKit da Apple, há apenas seis meses, foram efetuados mais de 13 milhões de downloads de apps de RA. Enquanto isso, o Facebook está a esforçar-se para adicionar funcionalidade à sua câmara, que transporta a magia do reconhecimento facial para o objeto. Mais de 60% dos consumidores acreditam que a RA pode melhorar a sua vida diária, incluindo como compram. As marcas responderam duplicando o investimento com publicidade em RA, atingindo quase 13 mil milhões de dólares (aproximadamente 10,6 mil milhões de euros) em 2017, mas esses dólares foram bem gastos. As campanhas de publicidade habilitadas com RA superam, de longe, os modelos tradicionais de publicidade, apresentando resultados como tempos de permanência oito vezes superiores e triplicando a percentagem de cliques em banners. A previsão é de que a tecnologia atraia mil milhões de utilizadores até 2020.

5Indorama compra maior fábrica de PET e PTA do mundo

Um consórcio composto pela Indorama, a Alpek SAB de CV e a Far Eastern Investment irá comprar, à M&G USA Corp, a maior fábrica de ácido tereftálico purificado nos EUA, atualmente em construção em Corpus Christi, no Texas. A unidade terá uma capacidade entre 1,1 e 1,3 milhões de toneladas métricas por ano de PET e PTA e estima-se que seja a maior do mundo nesta área. Uma subsidiária da tailandesa Indorama, de químicos e fibras, juntou-se ao grupo industrial mexicano Alpek Sab de CV e à Far Eastern criando o agrupamento de empresas Corpus Christi Polymers LLC para adquirir a unidade, num negócio que inclui alguma da propriedade intelectual da M&G, bem como uma fábrica que fornecerá água e vapor ao projeto do Texas. Em causa estão valores superiores a 1,1 mil milhões de dólares (886 milhões de euros). Cada uma das empresas do consórcio terá direito a um terço da produção da unidade.

6Moda na antecipação

Ainda que, nas últimas estações, tenha vindo a apostar alto no modelo ver agora/comprar agora para sincronizar a passerelle com o retalho e fazer desfilar propostas que os consumidores possam, imediatamente, comprar, a moda continua a apostar na antecipação. Se, por esta altura, os consumidores estão a acorrer às montras físicas e digitais em busca das peças-chave da primavera-verão 2018, são as tendências do outono-inverno 2018/2019 que ocupam as páginas das revistas da especialidade. Algumas, foram muito populares junto da comunidade moda há vários anos, mas regressam em força na estação fria, pelo que o portal PopSugar aconselha a que as amantes de moda comecem já a recuperar das memórias dos seus guarda-roupas o padrão leopardo, a estética do Velho Oeste – das botas texanas às blusas e casacos com franjas –, os plissados em saias e vestidos longos, os casacões com pelo colorido, o vermelho em look total e os estampados em patchwork. A estação fria de 2018 vai ter como fio condutor tendências de épocas e estações passadas, mas com algum twist na conjugação dos coordenados.