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  1. Insolvências em queda
  2. Stefan Sagmeister no MAAT
  3. Os desafios da sustentabilidade
  4. FashionDeli espalha moda na capital
  5. O mix dos millennials
  6. Afinal, as riscas emagrecem?

1Insolvências em queda

Uma análise da Crédito y Caución recentemente divulgada nota que «o total de ações de insolvência em março diminuiu mais de 10% face ao período homólogo de 2017 e a constituição de novas empresas caiu cerca de 2%». Em março de 2018 registou-se uma diminuição de 10,2% nas insolvências de empresas em Portugal, com um total absoluto de 607 insolvências, menos 69 que no período homólogo. O acumulado de 2018 está ligeiramente acima dos valores apurados em 2017 (1,2%) e é idêntico ao total de 2016. Até março, as declarações de insolvência requeridas tiveram uma redução superior a 12% (menos 54) relativamente a 2017, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas registaram uma descida de 11% (menos 48 ações) e os encerramentos com plano de insolvência aprovado uma diminuição de 33% (menos 11). Até final de março foi declarada a insolvência de 1.082 empresas, mais 135 que em 2017, o que resultou num aumento do total de ações de insolvências no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo. Lisboa e Porto mantêm-se os distritos com mais insolvências, 542 e 397 respetivamente. No entanto, no comparativo com 2017, o Porto regista um aumento de 4,2% e Lisboa uma diminuição de 2,5%. Os distritos onde o número de insolvências mais diminuiu durante o primeiro trimestre deste ano foram: Horta (menos 100%), Viana do Castelo (redução de 35%), Ponta Delgada (menos 33%), Bragança (menos 31%), Évora (menos 29%) e Portalegre (diminuição de 27%). Os aumentos mais notórios verificaram-se nos distritos de Angra do Heroísmo (acréscimo de 250%), Guarda (mais 100%), Beja (aumento de 57%), Castelo Branco (mais 50%), Vila Real (aumento de 47%) e Santarém (mais 30%). Os sectores onde o número de insolvências até março deste ano mais diminuiu no comparativo com 2017 são: Telecomunicações (redução de 33%), Hotelaria e Restauração (menos 13%), Transportes (menos 7%), Outros Serviços (menos 6%) e Indústria Transformadora (menos 1%). Por sua vez, os aumentos mais significativos surgem na Indústria Extrativa (mais 100%), Agricultura, Caça e Pesca (mais 23%), Eletricidade, Gás, Água (mais 17%), Comércio de Veículos (mais 15%), Comércio a Retalho e por Grosso (mais 6% e 9%, respetivamente) e Construção e Obras Públicas (aumento de 7%). Em março foram constituídas 4.164 novas empresas, menos 1,8% que em igual período de 2017. Em termos acumulados regista-se um crescimento de 9,4% face ao primeiro trimestre do ano passado.

2Stefan Sagmeister no MAAT

O reconhecido designer gráfico internacional Stefan Sagmeister, autor das capas dos discos de Lou Reed, David Byrne e Rolling Stones, vem a Lisboa desvendar a receita da felicidade. Depois de percorrer o globo, “The Happy Show”, um dos seus projetos mais icónicos, vai estar em exibição no MAAT entre 13 de abril e 4 de junho. «O que é a felicidade? Como a encontrar? O que fazemos realmente para sermos felizes?» “The Happy Show” resulta de uma intensa pesquisa de Stefan Sagmeister sobre o conceito de felicidade. Através de vídeo, infografias, esculturas e instalações interativas, a exposição convida a uma viagem pela mente do designer e pelas suas visões inovadoras sobre a busca pela felicidade. Lisboa é o último destino de “The Happy Show”, que bateu recordes de visitantes. A exposição é organizada pelo Institute of Contemporany Art da University of Pennsylvania e pela ex-diretora do ICA, Claudia Gould, atual diretora Helen Goldsmith Menschel no Jewish Museum, Nova Iorque.

3Os desafios da sustentabilidade

A sustentabilidade continua a ter um papel fundamental no retalho britânico, crescendo 128,4% anualmente dentro dos novos lançamentos de vestuário feminino. No entanto, hoje, já não se trata apenas de trabalhar com coleções sustentáveis, mas de fomentar novos ecossistemas éticos que incluam práticas de comércio justo e produção amiga do ambiente. A sustentabilidade já não é uma preocupação de nicho, analisa o WGSN. No entanto, atualmente, a autenticidade é tão importante quanto a sustentabilidade e é fulcral que os retalhistas compreendam os seus clientes e as suas necessidades e ofereçam propostas verdes únicas e verdadeiras. Para alguns, isso pode significar compromissos com instituições de solidariedade social, para outros, pode traduzir-se em inovações nos processos produtivos e nos materiais e, para muitos, está relacionado com a transparência da cadeia de aprovisionamento. Por isso, os retalhistas que trabalhem a sustentabilidade apenas ao nível dos produtos (sem contarem uma história ou terem uma conexão com os consumidores) vão acabar por fracassar – não são autênticos.

4FashionDeli espalha moda na capital

O FashionDeli, coletivo lisboeta de designers de moda, criativos, artistas e empreendedores, organiza no próximo fim de semana, em Lisboa, uma pop-up (loja temporária) de moda na plataforma coletiva Flausinas Fashion Lab. Alexandra Moura, Bæis, Elizabhats, Envelope Bags, Flausinas, Inguz, Jolie Su, Maria Beirão, Manjerica, Marita Moreno, Nuuk, N’A PAS DE QUOI, Roselyn Silva e Susana Bettencourt são as marcas e designers convidados. «Os melhores designers de moda das passerelles portuguesas, tanto os já estabelecidos como os futuros, vão não só apresentar as suas coleções, como também disponibilizá-las para que os visitantes possam fazer compras», revela o FashionDeli em comunicado. A primeira plataforma pop-up de moda em Portugal para designers de moda, acessórios e joias acontece no número 129 da Rua da Conceição, em Lisboa (Baixa/Chiado), dias 21 e 22 de abril, das 11 às 20 horas.

5O mix dos millennials

Os millennials gostam de fazer compras como passatempo e querem receber experiências em loja, embora esperem também um alto nível de conveniência quando visitam os espaços – físicos ou digitais – do retalho, de acordo com um novo relatório da empresa de análise omnicanal Euclid. Um quarto dos millennials gosta de fazer compras acompanhado de familiares e amigos, segundo o relatório. Porém, a geração favorita dos retalhistas espera também poder fazer compras cada vez mais rápido e convenientemente: quase metade (47%) afirma comprar online e recolher em loja mais de 40% das vezes. Os millennials são, também, extremamente descomprometidos em relação ao canal de compras, facilmente alternando entre comprar online (52%) e em lojas físicas (59%) semanalmente, com quase um terço a manter ainda serviços de assinatura.

6Afinal, as riscas emagrecem?

De acordo com os preceitos da alfaiataria, as riscas verticais ajudam a adelgaçar a figura, fazendo com que o seu utilizador pareça mais magro, enquanto a alternativa horizontal pode ter o efeito contrário. No entanto, a teoria foi refutada em 2009, quando os psicólogos britânicos Peter Thompson e Kyriaki Mikellidou realizaram um estudo inspirado na teoria da ilusão dos quadrados de Helmholtz, criada no século XIX, que demonstrou que um quadrado composto por riscas horizontais parece mais alto e estreito do que um composto por riscas verticais. Depois de testar a teoria em manequins 3D, os investigadores descobriram que as riscas horizontais tinham um efeito adelgaçante e que os manequins que usavam vestidos com linhas horizontais pareciam consideravelmente mais magros do que aqueles vestidos com peças com riscas verticais. Por isso, conclui o jornal The Independent, o segredo para perecer mais magro este verão pode residir, apenas, em adquirir as peças de riscas verticais – uma das tendências da estação – que estão nas montras dos retalhistas.