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  1. Inditex debate trabalho em Sófia
  2. Consumo de algodão em crescimento
  3. Fast Retailing com resultados acima do esperado
  4. Tecnologia reduz águas residuais do denim
  5. Walmart inova na China
  6. OCDE promove emissões zero no transporte marítimo

1Inditex debate trabalho em Sófia

A Inditex copatrocinou um encontro em Sófia, liderado pela Organização Mundial do Trabalho, para reforçar a importância de questões como a liberdade de associação e a cooperação nos locais de trabalho, numa época em que as cadeias de aprovisionamento são cada vez mais globais. Além disso, esta iniciativa realçou os benefícios de um diálogo social genuíno, bem como da implementação de acordos globais de responsabilidade social na indústria búlgara. Estes protocolos, denominados GFA, são negociados a nível global, entre sindicatos e empresas, para proteger os interesses dos trabalhadores de todas as operações em grupos multinacionais. Os GFA estabelecem os melhores padrões possíveis em direitos sindicais, de saúde e segurança, assim como nas relações laborais a que a empresa aderiu nas suas operações globais, independentemente dos regulamentos locais de cada país. O evento contou ainda com a participação da H&M e da Asos, em conjunto com os seus principais fornecedores na Bulgária. O sindicato IndustriAll, com expressão global e os seus afiliados locais trouxeram o lado laboral às discussões. A indústria têxtil e vestuário da Bulgária é caracterizada por más condições de trabalho, salários muito baixos e uma ausência de perspetivas de carreira, que fazem com que seja um sector pouco atrativo para os jovens, segundo a organização sindical.

2Consumo de algodão em crescimento

O consumo de algodão mundial deverá continuar a aumentar, impulsionado pela procura em mercados emergentes, o custo cada vez mais elevado de fibra sintética e as preocupações com a poluição causada pelas microfibras. «Se o cenário continuar como esperado, as estimativas a curto prazo para o algodão serão positivas», adianta a ICAC (International Cotton Advisory Committee). A organização refere que o consumo, que tem subido consistentemente nas últimas três épocas, deverá continuar a aumentar em 3,6% para 2017/2018 e em 4,4% no período 2018/2019. A entidade também realçou que a produção deverá ultrapassar a procura já na época 2017/2018, com um total de 25,7 milhões de toneladas. E os stocks acumulados no final deste período deverão aumentar em 1,5% para 9,1 milhões de toneladas. A ameaça de pragas e tempo extremo são dois dos obstáculos que afetam a produção da matéria-prima. A Índia está a ser afetada por uma praga de lagartas e tanto os EUA como a Austrália podem sofrer com condições de seca. No que diz respeito aos preços, cada libra de algodão da época 2017/2018 deverá custar entre 75 e 87 cêntimos e situar-se no intervalo entre 67 e 196 cêntimos em 2018/19.

3Fast Retailing com resultados acima do esperado

A empresa japonesa, proprietária de marcas como a Uniqlo, anunciou um aumento tanto dos lucros como das receitas na primeira metade do ano fiscal de 2018, com valores acima dos esperados. Nos seis meses que terminaram em setembro deste ano, a Fast Retailing viu os lucros crescerem para 104,1 mil milhões de ienes (785 milhões de euros), uma subida de 7,1%. As vendas cresceram 16,6%. A Uniqlo Japão gerou aumentos tanto em receitas como em resultados operacionais que «excederam em muito» as estimativas da empresa. As receitas subiram 8,5% numa base de comparação anual e os lucros operacionais aumentaram 29%. A Uniqlo internacional, por sua vez, deu conta de «ganhos de grande dimensão» em todos os mercados. Nos EUA, a marca registou uma melhoria dos prejuízos operacionais. Por causa desta performance, a Fast Retailing reviu a suas estimativas anuais em alta. O grupo aderiu a um acordo para promover a segurança nos edifícios em que funcionam as fábricas do Bangladesh, depois do colapso do Rana Plaza, em 2013.

4Tecnologia reduz águas residuais do denim

A produtora de denim Artistic Fabric & Garment desenvolveu uma nova tecnologia de ponta que afirma resultar em zero descargas de águas residuais resultantes do processo de tingimento e acabamento do tecido. A tecnologia Doble Zero combina os processos True Zero Dyeing e True Zero Finishing, para atingir um resultado que não sacrifica o aspeto nem a qualidade. A empresa paquistanesa salientou que esta ideia «permite-nos poupar uma quantidade enorme de água, tradicionalmente usada no tingimento e acabamento». Segundo a Artistic Fabric and Garment, «a produção de denim requer uma grande quantidade de água. Além da usada no cultivo de algodão, há depois uma descarga de água residual depois destes processos. O enfoque da indústria tem sido até agora, tentar que esta água seja o mais limpa possível, mas acreditamos que é tempo de levar a cabo uma verdadeira mudança», referiu a empresa. A estratégia da Artistic Fabric & Garment é usar apenas o mínimo de água possível nestas fases da produção, sendo que no final ou evapora ou é recolhida, em vez de ser descarregada. O grupo, sedeado em Carachi, no Paquistão, tem trabalhado no sentido de lidar com o desafio da água perigosa que resulta da produção de denim e investiu em estações de tratamento desenhadas para permitir que a água seja reutilizada.

5Walmart inova na China

O Walmart anunciou a abertura do seu primeiro supermercado high tech na China, que vende produtos que os clientes poderão também comprar no marketplace chinês JD.com. A aposta do Walmart surge numa altura em que o retalho inteligente começa a ganhar popularidade na China, com os retalhistas e gigantes da tecnologia como o Alibaba e o Tencent a firmarem acordos de parceria com o objetivo de integrar a experiência online e offline dos consumidores. O novo ponto de vendas do Walmart, localizado na cidade de Shenzhen, no sul do país, tem um stock de mais de 8.000 produtos, 90% dos quais também estão disponíveis online. Os itens comprados podem ser entregues aos clientes num raio de 2 quilómetros em apenas 29 minutos, segundo o Walmart. O retalhista adiantou que os clientes do novo supermercado poderão também usar uma ferramenta do WeChat enquanto fazem compras e, assim, contornar as caixas de pagamento tradicionais, terminando as compras através do seu dispositivo móvel.

6OCDE promove emissões zero no transporte marítimo

Se todas as tecnologias disponíveis fossem usadas seria possível tornar o sector do transporte marítimo livre de emissões de carbono em 2035, garante um novo relatório, publicado pelo Fórum Internacional de Transportes da OCDE. O estudo aponta quatro caminhos para atingir esta meta ambiciosa de redução das emissões de CO2 entre 82% e 95%, um valor correspondente ao que emitem anualmente 185 centrais elétricas a carvão. As emissões que restam serão entre 44 milhões e 156 milhões de toneladas em 2035, em comparação com as 1.090 milhões de toneladas estimadas para o mesmo ano, acrescentou o fórum. Esta organização conta com 59 países-membros e funciona como think-tank para a política de transportes, tendo como objetivo fomentar um conhecimento mais profundo do papel do transporte no crescimento económico, sustentabilidade ambiental e inclusão social. A entidade garante que combustíveis alternativos e energias renováveis podem conduzir a uma grande parte das reduções requeridas. Além disso, medidas de ordem tecnológica para melhorar a eficiência energética dos navios poderão gerar também muitas poupanças. O relatório recomenda colocar metas claras e ambiciosas de redução de emissões, a aplicação de políticas nesse sentido e conceder incentivos financeiros claros para atingir zero emissões.