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  1. Bubble London fecha portas
  2. UE apoia reciclagem de vestuário
  3. Exportações têxteis do Vietname aumentam
  4. Kraig Biocraft inova em seda de aranhas
  5. Banco Mundial apoia Bangladesh
  6. Tecnologia cria modelos digitais em 10 segundos

1Bubble London fecha portas

A feira de moda infantil Bubble London anunciou que vai encerrar, depois de 10 anos em atividade. O certame registou uma queda no número de visitantes, que a entidade organizadora, a ITE Moda, atribuí às mudanças na indústria. O aumento dos custos para os expositores, assim como a consolidação no segmento estão entre as razões para esta decisão, segundo algumas das empresas que participavam no salão. Deste modo, a próxima edição da Bubble London, prevista para o Business Design Centre entre os dias 15 e 16 de julho foi cancelada. A feira bianual era uma das preferidas no Reino Unido ao longo da última década, tanto por retalhistas como por lojas internacionais. A ITE Moda também organiza os certames Moda em Birmingham, Jacket Required e Scoop em Londres.

2UE apoia reciclagem de vestuário

A União Europeia (UE) está a desenvolver um processo para transformar os desperdícios de celulose em produtos 100% recicláveis e biodegradáveis. Este processo já resultou numa técnica que pode transformar peças de vestuário por usar ou que foram descartadas em novos materiais para embalamento e interiores. O projeto, financiado pela UE, é uma colaboração entre a marca britânica Sabinna e a tecnológica BRIA (Brooke Roberts Innovation Agency), com o objetivo de criar uma coleção de moda que seja circular de tal forma que possa dissolver-se no final da sua vida útil e ser transformada em novas fibras e materiais aplicados a outras áreas. «Desenhámos uma coleção de peças essenciais num guarda-roupa, focando-nos em artigos que quase toda a gente usa na vida no quotidiano, tais como casacos, jeans ou camisas», explicou Sabinna Rachimova, diretora da Sabinna. Já Moin Roberts-Islam, co-diretor da BRIA revelou que «usámos materiais com base de 100% de celulose nos produtos e depois criámos processos especiais segundo os quais estas peças podiam então ser transformadas noutro tipo de artigos».

3Exportações têxteis do Vietname aumentam

A indústria têxtil e vestuário do Vietname registou um crescimento das exportações de 15,4% no primeiro trimestre deste ano, com as vendas ao Japão e à China a subirem 26,6% e 25,6% respetivamente, de acordo com os dados da Vinatex, uma das maiores empresas do sector no país. As exportações de fio para o mercado chinês, ao mesmo tempo que o Vietname aderiu ao CPTPP (Comprehensive and Progressive Pacific Partnership), levaram a resultados positivos para a indústria vietnamita. O terceiro maior mercado do país é a Coreia do Sul, com uma subida de 22,3% no trimestre. Para os EUA, o país vendeu 13,2% numa base anual. Vendas superiores para o Canadá e a Rússia também ajudaram ao crescimento das exportações vietnamitas. Para o resto do ano, a Vinatex afirma que a guerra comercial entre os EUA e a China é um dos principais fatores que afetam o comércio mundial de têxteis. A empresa acredita que os beneficiados serão países como o México. O Vietname deverá ser um dos principais beneficiários do pacto CPTPP, assinado entre os 11 países que restaram da parceria Transpacífica (TPP).

4Kraig Biocraft inova em seda de aranhas

Os laboratórios Kraig Biocraft, que lideram a produção de fibras baseadas em seda produzida por aranhas, conseguiram fabricar com sucesso o que alegam ser os primeiros casulos de grande dimensão deste material a partir de uma nova linha de transgénicos, desenvolvidos no seu centro de I&D, no estado do Michigan, EUA. A empresa combinou uma linha comercial com outra, de alta performance, e conseguiu assim obter os maiores casulos da história da Kraig Biocraft. Jon Rice, diretor de operações do grupo explicou que esta estratégia é um elemento fundamental tanto no «mapa de investigação, como nos planos de comercialização», da empresa. «O tamanho destes novos híbridos está para lá do que esperávamos numa primeira geração e estamos muito interessados em ver quais serão resultados dos testes, face aos gerados por linhas originais de bichos da seda», acrescentou. O objetivo é continuar com estes esforços e criar novos híbridos, que aumentem a eficiência de produção e reduzam os custos. As fibras obtidas contêm proteínas de aranha e do bicho da seda, o que confere maior resistência e flexibilidade.

5Banco Mundial apoia Bangladesh

O Banco Mundial aprovou o financiamento de dois projetos no Bangladesh, num total de cerca de 560 milhões de dólares (455 milhões de euros), que poderão beneficiar as unidades têxteis no país. Estas iniciativas têm como objetivo melhorar a eficiência do fornecimento energético e ajudar as fábricas mais pequenas a tornarem-se ambientalmente sustentáveis. «O Banco Mundial está a ajudar o Bangladesh a ultrapassar as barreiras para um maior crescimento», revelou Zahid Hussain, diretor da entidade para o Bangladesh. «O fornecimento incerto de energia e os negócios pouco sustentáveis em termos ambientais prejudicam os esforços de aumento da competitividade e de combate à pobreza», explicou. O projeto para a melhoria energética, no valor de 450 milhões de dólares, vai expandir a rede elétrica no país e melhorar as ligações em 275 mil lares e 16 mil consumidores agrícolas, reduzindo as interrupções no fornecimento. Paralelamente, as microempresas terão direito a uma verba de 110 milhões de dólares (89 milhões de euros) para adotar práticas amigas do ambiente, nos sectores agrícola e produtivo, incluindo têxteis, couro, plásticos, alimentação, metais, entre muitos outros. Estes negócios irão ser incentivados a usar tecnologias mais limpas e instalações partilhadas, como áreas de reciclagem e armazenamento.

6Tecnologia cria modelos digitais em 10 segundos

A Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU) anunciou o desenvolvimento de uma nova tecnologia que consegue criar um modelo digital do corpo de um indivíduo em 10 segundos, o que irá facilitar as compras online de produtos feitos à medida. A tecnologia, desenvolvia por Tracy Mok, retira mais de 50 medidas de cada pessoa, incluindo peito, cintura, pernas e outras necessárias para ter acesso
âs medidas concretas para a fabricação e provas de vestuário. A criação de modelos 3D dos consumidores pode conferir vantagens competitivas à indústria da moda, que tem recorrido a métodos menos exatos, baseados em digitalizações, imagens e exemplos. A PolyU usa os dados decompostos de scans em 3D dos indivíduos para análise de dados. A equipa depois prevê e constrói as formas baseadas em fotos 2D, o que resulta em modelos reconstruídos com precisão. No ano passado, com o apoio de uma fundação de Xangai, a PolyU criou uma start-up para desenvolver e comercializar este tipo de tecnologia. Esta empresa tem colaborado com fábricas que trabalham no âmbito da Indústria 4.0 para lançar um serviço de CRM que permite a produção de vestuário feito à medida em apenas 3 minutos.